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Reflexons sobre o golpe de estado contra o governo de Evo Morales

Segunda-feira, 11 Novembro 2019

Carlos Morais

“Marx dixo em 1848 ou em 1871 que existem numha revoluçom, momentos em que abandonar unha posiçom ao inimigo sem combate desmoraliza mais as massas do que umha derrota sofrida em combate”.

[LENINE, “O significado histórico da luita no seio do Partido na Rússia”]

Passei meio domingo dando-lhe voltas a como ia finalizar o golpe de estado de manual, promovido polo imperialismo na Bolívia. Um golpe implementado a capítulos, entregue em fascículos, desenvolvido em “cámara lenta”, deliberadamente oculto pola “imprensa internacional”.
Foi inevitável lembrar as analogias com o de 1936 nestas terras, no Chile de 1973, contra Chávez em 2002, contra o processo bolivariano na Venezuela atual.
Mas o que realmente me provocava perplexidade e agora insónia, é a atitude do legitimo governo boliviano do MAS, dos companheiros Evo Morales e García Lineras, desconhecendo leiçons históricas que nunca devemos esquecer.
Unha gestom honrada e eficaz da economia de mercado, sem desmontar o aparelho de estado burguês, ineludivelmente está condenada ao fracasso. Antes ou depois vam recuperar o governo pola força.
Mas semelha que a ingenuidade e as tendências autistas definem os processos nacional-democráticos latinoamericanos.
14 anos é um período histórico curto, mas suficiente para adotar medidas estratégicas de contrapoder militar, única garantia para assegurar as conquistas populares e evitar a restauraçom da velha ordem imperialista.
Manifestar indecisom, vacilar ou monstrar medo perante umha ameaça, é a pior reaçom possível. Só acelera o ataque do adversário.
Com o fascismo nom se negoceia nem transaciona.
A oligarquia boliviana que acaba de provocar saída de Evo do governo é racista, umha parte está instalada em parámetros políticos nazifascistas.
Som umha minoria, mas nunca deixárom de controlar os verdadeiros ressortes do poder, o exército, a polícia e umha boa parte da administraçom.

HORAS DE REFLEXOM E PERGUNTAS

Como permitírom que umha ferramenta imperialista como a OEA, audite os resultados eleitorais de outubro? Como cessárom todo o Tribunal Supremo Eleitoral? Como aceitárom convocar novas eleiçons? Como renunciárom à presidência e à vicepresidência sem resistir?
Em aras de recuperar a “paz”, da reconciliaçom, de “evitar um banho de sangue”, a direçom do MAS boliviano condicionada polo pánico, “facilitou” o triunfo do golpe promovido polo criminal poder colonial, simples agente e correia de transmissom do imperialismo ianque e das multinacionais.
O choque de classes era inevitável. A conciliaçom só conduz à derrota.
Mas assim, descabeçado o bloco popular perante a deserçom dos seus líderes, desarmado o povo indígena e a classe operária boliviana, a resistência tem mais dificuldades para vencer.
Umha revoluçom nom se defende com paus e pedras, nem se ganha só com discursos. Mas como bem afirma um grande amigo e camarada argentino, o povo indígena, trabalhador e pobre boliviano tem umha trajetória combativa impressionante.
As próximas horas seram decissivas para organizar a contraonfesiva popular que free e esmague o golpe. Nom se pode vencer sem luitar.
Solidariedade comunista galega com a Bolívia indígena, proletária e popular, com a de Tupac Katari e a insurreiçom mineira de 1952.