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Primeira declaraçom de 2019 de Primeira Linha ao proletariado, juventude, mulheres e conjunto do povo trabalhador galego

Segunda-feira, 31 Dezembro 2018

2018 finaliza tal como se iniciou, a deriva autoritária e fascistizante do regime da terceira restauraçom bourbónica é umha realidade incontestável.

As suas consequências para a classe trabalhadora som tangíveis no retrocesso nas condiçons de vida derivadas das criminais políticas de cortes e austeridade, das privatizaçons, que nos figérom mais pobres, que incrementárom as taxas de precariedade em mais segmentos do povo trabalhador, na perda de direitos laborais e liberdades formais conquistadas em décadas de luita.

Mas também 2018 finaliza confirmando a monumental fraude do novo espaço socialdemocrata denominado “nova política”, o desastre sem paliativos ao que conduz Galiza a franquícia regional do PP, encabeçada polo presidentinho amigo de narcos.

A necessidade de seguirmos com persistência, paciência e firmeza reconstruíndo o partido comunista combatente, patriótico e revolucionário galego, foi e segue sendo objetivo prioritário.

Neste quadro de involuiçom geral e integral do capitalismo hispano, os núcleos centrais do regime já nom se preocupam por agochar que a terceira restauraçom bourbónica nom é mais que a continuidade maquilhada do franquismo, prolongaçom dos 40 anos de terror fascista imposto polas armas no golpe de Estado de julho de 1936.

A eclosom deste novo fascismo está visado a disciplinar a maioria social trabalhadora sob um programa chauvinista, que permita adotar todas aquelas medidas necessárias para derrotar as luitas de libertaçom nacional, com destaque ao processo autodeterminista catalám, afogar as dissidências, assimilar a Galiza, e desviar a atençom da classe operária do seu verdadeiro inimigo, para assim facilitar mais agressons e perda de direitos e liberdades.

A monarquia imposta por Franco, encabeçada por Felipe VI, e os partidos monárquicos [PP, PSOE, C´s, Vox e Podemos] que sustentam o regime, alimentando a ilusom da “democracia” burguesa, som corresponsáveis da involuçom e retrocessos em curso.

Esta ditadura de classe, ao serviço de um dos blocos oligárquicos mais corruto, depredador e criminal de Europa Ocidental, embora padece umha profunda crise de legitimidade, segue em pé pola prática inexistência de consciência política e formaçom ideológica da classe trabalhadora e das camadas populares, completamente alienadas e intoxicadas polas mentiras e falsidades dessas máquinas de destruiçom maciça da verdade que som a imprensa, as rádios e as TV propriedades das empresas do Ibex 35.

Embora na metade de ano, o governo da direita conservadora de M ponto Rajói foi substituído polo atual governo da direita liberal de Pedro Sánchez, as mudanças som mais retóricas que reais.

É inviável aplicar um programa político ao serviço da maioria social sem quebrar  os acordos e consensos da reforma política da Trasiçom, pactuada com o falangismo polo PCE, PSOE e as burguesias regionalistas basca e catalana.

A teimuda realidade constata que a açom teórico-prática legalista da “esquerda institucional”, tam afastada do combate de ideias, como complacente com o poder que cinicamente afirma pretender derrubar, está esterilizada para liderar umha transformaçom que só pode emanar de umha Revoluçom Socialista.

A hegemonia absoluta da “esquerda” desnutrida no campo operário e popular, tem sido um fator determinante nom só para acabar com o ciclo ascendente de luitas que caraterizou a mudança de década, retirando o conflito das ruas, canalizando-o no jogo institucional burguês assentado na “pax social”. Tem sido imprescindível para endurecer a exploraçom de classe e a assimilaçom nacional.

Esta hegemonia tem contribuído ativamemte a propagar a epidemia do triplo vírus [eleitoralismo, pacifismo e respeito supersticioso polo democraticismo burguês] que mesmo arrassou com a capacidade crítica nos setores mais avançados da nossa classe.

Eis polo que os dous principais espaços da “esquerda” operante na Galiza, que copam o ámbito institucional-eleitoral do regime [Marea/Podemos e BNG] estám esterilizados para combater o capitalismo e a dependência nacional. As suas covardes e acomodadas elites pequeno-burguesas, só pretendem canalizar e instrumentalizar a indignaçom e o malestar popular em votos, para praticar o inofensivo critinismo parlamentar.

A eclossom do discurso fascistizante encabeçado polo PP de Casado, por C´s e Vox, confirma que o atual Estado espanhol está controlado por praticamente os mesmos oligopólios conformados nas quatro décadas de autarquia franquista, por umha casta criminal e corruta, sem escrúpulos, disposta a todo, inclusive a empregar a força militar do exército vencedor na guerra de classes de 1936-39, para esmagar a mais mínima mudança que faga perigar a sua continuidade e perpetuaçom.

O Estado oligárquico e chauvinista espanhol, que trata com mentalidade e lógica colonial às naçons e povos oprimidos da periferia madrilena, que despreza ao seu povo trabalhador, simplesmente nom se pode reformar. A sua destruiçom é a única alternativa possível para sentar as bases dumha nova sociedade presidida pola justiça social e as plenas liberdades.

FINALIZA ANO DO 200 ANIVERSÁRIO DE MARX E INÍCIA PRIMEIRO CENTENÁRIO DA INTERNACIONAL COMUNISTA

Primeira Linha considera imprescindível o combate ideológico para contribuir reverter este quadro tam adverso para o proletarido galego, para a viabilidade da nossa Pátria.

Até restaurarmos os fundamentos do anticapitalismo, até recuperarmos os princípios ideológicos comunistas, até barrermos do movimento obreiro os discursos conciliadores e pactistas das diversas variantes socialdemocratas, eurocomunistas e trotskistas, nom será possível avançar no processo de recuperaçom de direitos e liberdades, na acumulaçom de forças rebeldes visadas para a Revoluçom Socialista Galega.

Cumpre voltarmos às origens, recuperar o espírito rebelde e antagónico que carateriza o marxismo-leninismo.

O comunismo do século XXI tem que depurar-se da mutaçom político-ideológica imposta pola hegemonia pequeno-burguesa no seu seio ao longo do século XX, tem que agir como movimento subversivo, como insurgência operária sob umha orientaçom e coordenaçom internacional. A rebeliom nom só é um direito, é umha obrigaçom.

A soluçom à adulteraçom, deformaçom e desvirtuaçom do marxismo polas forças oportunistas que se reclamam socialistas e comunistas, só se pode encontrar em Marx, Engels e Lenine.

Em março de 1919, em plena agressom estrangeira contra a Rússia bolchevique, foi fundada em Moscovo a III Internacional.

A Komintern promovida por Lenine exprimia a importáncia e a necessidade da coordenaçom internacional da classe obreira do conjunto do planeta para luitar contra o capitalismo e o imperialismo.

Os combates som a escala local, nos nossos específicos quadros nacionais de luita, nas nossas concretas formaçons sociais, mas sempre sem perder o horizonte internacionalista, um dos sinais de identidade da Revoluçom Socialista/Comunista.

Refletir, analisar e divulgar o que representou a III Internacional nas suas diversas etapas, e basicamente seguir tecendo espaços internacionais de luita como o representado polo MCB [Movimento Continental Bolivariano] e o MIC [Manifesto Internacionalista de Compostela], som objetivos destacados nas tarefas comunistas de 2019.

 

INDEPENDÊNCIA E COMUNISMO

O axioma Independência-Comunismo nom só segue plenamente vigente. É o eixo central da estratégia da Revoluçom Galega.

Sabemos que o capitalismo nom se pode remendar nem reformar, que a a nossa emancipaçom como classe e como naçom oprimida só é viável implementando umha estratégia de luita polo Comunismo, por umha sociedade sem classes nem opressons. Eis polo que toda a nossa linha tática está supeditada a este objetivo.

Como comunistas nom nos cansaremos de afirmar que as mudanças e transformaçons que anseia umha ampla maioria social, nunca emanarám das urnas do inimigo, nom poderám ser resultado das alternáncias eleitorais da partitocracia, nem dumha maioria aritmética parlamentar.

O sistema capitalista e o regime postfranquista há que tombá-lo na rua, mediante a combinaçom dialética de todas as formas de luita. A insurreiçom nacional, obreira e popular é a única estratégia que nos conduzirá para a libertaçom nacional, emancipaçom de classe e superaçom da dominaçom patriarcal.

A Revoluçom Galega emanará de um levantamento popular que dia a dia, em cada luita anónima ou pública, temos que contribuir silenciosamente para preparar.

Sabemos que a dia de hoje ainda nom existem as condiçons subjetivas imprescindíveis que permitam atingí-la. Mas também sabemos que o nosso dever é contribuirmos para criá-las. O único caminho é a organizaçom e a luita operária.

A história da luita de classes tem confirmado umha e outra vez que nom existem atalhos para abrir amplas alamedas. Só a persistência da luita quotidiana, do compromisso altruísta, do bem-estar do dever cumprido, da humildade revolucionária, permitirá que as condiçons eclosionem e um furacám popular tombe este regime o o sistema que o ampara.

Mas também sabemos que a reconstruçom do movimento revolucionário galego e internacional exige fugirmos de nostalgias, reclama abandonarmos as deformaçons do marxismo que arrastamos a prática totalidade das forças que nos reclamamos seguidoras dos seus ideais emancipadores.

Lembranças, homenagens e desejos

Nom queremos despedir este 2018 sem transmitir umha saudaçom comunista revolucionária à Galiza rebelde e combativa, a toda a juventude, às mulheres, ao proletariado, ao conjunto da classe obreira que luitou nos seus respetivos centros de trabalho e ensino, nas ruas, contra as agressons em curso.

Queremos também reclamar a liberdade dos presos e presas políticas galegas.

Lembramos as três mulheres assassinadas polo terrorismo machista na Galiza em 2018.

Ao conjunto da classe obreira do mundo enviamos umha saudaçom comunista revolucionária.

Saudaçom que fazemos extensível ao movimento popular galego e a todos aqueles coletivos e organizaçons que combatem sem trégua.

E aos povos do mundo que luitam contra o imperialismo, especialmente ao povo da Catalunha, Palestina, da Síria, do Iraque, Iemen, do Saara, do Curdistám, da Nova Rússia, da Venezuela, de Cuba, às organizaçons revolucionárias e partidos comunistas com os quais nos unem intensos e fraternos laços de amizade forjados na solidariedade internacionalista.

Até a vitória sempre!

Viva a Revoluçom Galega!

A luita é o único caminho!

Comunismo ou caos! Venceremos!

Galiza, 31 de dezembro de 2018