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11 de outubro de 2018. XVIII ediçom do Dia da Galiza Combatente. Bússola para vencermos

Quarta-feira, 10 Outubro 2018

 

O Dia da Galiza Combatente de 2018 coincide  com o bicentenário do natalício de Karl Marx.

Eis polo que Primeira Linha dedica XVIII ediçom do Dia da Galiza Combatente ao génio de Tréveris, ao fundador do socialismo científico, ao teórico revolucionário que inspira e fundamenta a luita proletária pola sua emancipaçom.

Sem o marxismo nom há possibilidade de avançarmos no combate contra a exploraçom e dominaçom do Capital sobre o mundo do Trabalho. O marxismo é a bússola para vencermos.

Tal como muitos anos depois do falecimento do filosófo comunista afirmou um dos seus melhores discípulos, “sem teoria revolucionária nom pode haver movimento revolucionário”.

Lenine no Que fazer? clarificou que qualquer movimento visado à conquista do poder político tem que dotar-se de umha coerente teoria revolucionária. E esta é o materialismo histórico e a dialética materialista. Mas a genuina, a que Marx elaborou e desenvolveu, nom as interpretaçons adulteradas, as leituras desvirtuadas da pequena-burguesia, que tenhem literalmente sequestrado ao marxismo, convertendo-o numha ferramenta esterilizada para luitar pola Revoluçom Socialista/Comunista.

Parafraseando novamente a Lenine, a involuçom ideológica dos “partidos pequeno-burgueses para operários” é umha das principais causas do desarme ideológico da classe operária e do conjunto do povo trabalhador.

Som as direçons derrotistas e politicamente impotentes da prática totalidade das forças e partidos que se autodenominam “comunistas”, o seu culto ao legalismo, ao pacifismo, à atomizaçom, à pluralidade, à diversidade, -todos eles fetiches postmodernos promovidos polo Capital-, que negam a centralidade da luita de classes, e portanto a negaçom da necessidade e vigência da organizaçom classista sob a fórmula de partido comunista, onde devemos procurar a desfeita do presente.

A obsessiva prática eleitoralista que os define é corresponsável do avanço do fascismo a escala global, e também na nossa formaçom social concreta.

Sem combate ideológico implacável, sem deslindarmos frente as diversas correntes e fórmulas orgánicas que adota o reformismo e o revisionismo que transformou organizaçons de combate em inofensivos clubes para praticar o mais convencional cretinismo parlamentar, nom é factível depurarmos o marxismo da grotesca adulteraçom que padece, resgatá-lo do amorfismo que manifestam os que se reclamam seguidores de Marx, expurgá-lo da vulgarizaçom que hegemoniza a sua representaçom.

Eis umha das prioritárias tarefas na que estamos empenhad@s @s comunistas gale@s.

Somos conscientes das imensas dificuldades objetivas, mas nom por isso renunciamos a denunciar a banal fraseologia e as poses marxistas que só provocam confusom e mutilam as energias das novas geraçons de trabalhadoras e trabalhadores, de jovens, que se incorporam à luita contra o Capital.

Fazémo-lo numha conjuntura internacional e nacional claramente adversa para a a luita de classes, onde o franquismo sociológico até há bem pouco disfarçado de “democracia, legalidade e estado de direito”, eclosionou sem complexos, e o fascismo começa a manifestar sem maquilhagens a sua brutalidade criminal, tal como o caraterizou XIII Plenário da Comité Executivo da Internacional Comunista [CEIC], «a ditadura abertamente terrorista dos elementos mais reacionários, mais chauvinistas e mais imperialistas do capital financeiro».

Eis polo que nom podemos aguardar a que o fascismo se desenvolva e arraigue entre as massas operárias e o povo empobrecido, é hora de agirmos com audâcia e coragem, é o momento de sentar as bases de um bloco popular antifascista de orientaçom socialista que levante um muro de aço contra as ameças que o aparelho do Estado espanhol leva meses exprimindo, contra as forças neofalangistas que seguindo os parámetros da “Casa real” espanhola, optam por umha saída autoritária à multicrise do regime de 78, e contra a cumplicidade daqueles partidos falsamente progressistas.

Com passividade e resignaçom só favorecemos o caldo de cultivo sobre o que se alimenta o novo fascismo.

Tal nos ensina a história mais recente da luita de classes, o fascismo só se derrota nos centros de trabalho e ensino, e nas ruas, com unidade e coragem.

Mas esta tatefa deve ir acompanhada pola silenciosa construçom do partido comunista combatente, patriótico e revolucionário galego. Sem as caixas de ferramentas do marxismo-leninismo e de  umha coerente açom teórico-prática, a classe operária galega nom logrará superar o marasmo, nom logrará transitar das parciais e esporádicas luitas defensivas estritamente económicas do presente, a exercer de sujeito, referente, motor e catalisador da luita popular pola tomada do poder.

Nesta nova ediçom do Dia da Galiza Combatente queremos rendir homenagem e tributo à melhor tradiçom de combatividade da nossa classe e do nosso povo, reivindicar os capítulos mais destacados da Galiza rebelde e combativa.

Frente à amnésia e impunidade imposta polo regime espanhol e o sistema capitalista, frente à criminalizaçom a que submete as melhores filhas e filhos da Galiza, Primeira Linha reivindica o seu legado indelével.

Sem o compromisso abnegado, a coragem e a determinaçom de Benigno Álvares, José Gomes Gaioso, O Piloto, Henriqueta Outeiro, Henrique Líster, Maria Araújo, Abelardo Colaço, Luís Soto, Moncho Reboiras, Lola Castro, José Vilar e tantos e tantas outras, o nosso povo e a nossa classe careceriam de futuro, teriam perecido esmagadas polo Capital .

Viva a Galiza Combatente!

Viva a Revoluçom Galega!

Denantes mort@s que escrav@s!

Pátria Socialista ou morte! Venceremos!

Galiza, 10 de outubro de 2018