Abrente

Ediçons digitais da publicaçom trimestral do nosso partido

Documentaçom

Textos e outros documentos políticos e informativos de interesse

Ligaçons

Sites recomendados de ámbito nacional e internacional

Opiniom

Artigos assinados sobre temas de actualidade galega e internacional

Video

Documentos audiovisuais disponíveis no nosso portal

Home » Opiniom

O fascismo é o poder do próprio capital financieiro

Segunda-feira, 16 Julho 2018

Paulo Peres Lago

As elites económicas e a fraçom vinculada ao capital financieiro -que sempre atuam sob um plano tático e estratégico, nom som dados à improvisaçom nem a deixar cabos soltos que gerem acontecimentos inesperados que interrumpam a sua voraz acumulaçom de lucro.

Na execuçom de esse plano oculto estám controlando de maneira soterrada os setores mais lucrativos do capital produtivo.

Na Galiza as grandes empresas dos setores conserveiro, metalúrgico e construçom naval, do setor graniteiro, do setor imobiliário, vivendas de proteçom oficial [VPO] e gentrificaçom de bairros inteiros, estám já nas maos dessa parte do poder económico mais necrófago, os fundos abutres.

As tentativas para apoderar-se daqueles serviços públicos que nom se estám privatizando à velocidade que demandam, mas nos que se estám introduzindo com o plácet de quem governa provisoriamente as instituiçons burguesas, precisam da aceleraçom de todo este processo para acabar de integrá-los nesse seu grande invento: “o mercado”, onde as vidas nom importam nem valem se nom som usadas como mera mercadoria que produz ganhos.

Para levar a cabo este segundo plano de apropriaçom dos que ainda resistem os seus embates, precisam de um sistema de controlo da populaçom que só umha ditadura é capaz de garantir.

Hoje em dia, com um povo alienado e com os mecanismos de dominaçom altamente aperfeiçoados, com a reproduçom ideológica, cultural e de informaçom ao seu serviço, som basicamente três os eixos que trabalham arreo engraxando a maquinária e preparando o assalto reacionário.

Isto é possível com leis repressivas que limitam as liberdades, com reformas laborais que escravizam e empobrecem o conjunto d@s assalariad@s, com as organizaçons sindicais vendidas.

Com corpos repressivos militarizados e altamente especializados em reprimir, usando os instrumentos coercitivos como as multas e o pau que restringem a resposta operária e popular.

O controlo maciço da povoaçom em gêral, a través das redes sociais, da internet e dos tefefones móveis, convertidos no melhor aliado do poder, som umha eficaz ferramenta mais da dominaçom.

Num momento de retrocesso das luitas e de limitada capacidade de resposta do povo trabalhador, as agressons contínuas por parte da patronato e dos governos mafiosos e corrutos, precisam dumha mudança que favoreça os criminosos planos do capital especulativo.

Hoje na Galiza, com as contradiçons entre Capital e Trabalho mais brutais aflorando perante a passividade do conjunto d@s assalariad@s, com o patriarcado e a cousificaçom da mulher que assassina e maltrata a sangue frio, com o empobrecimento por desposessom de umha percentagem do povo muito elevada, e com a obscena e fachendosa ostentaçom das riquezas acumuladas por roubo, exploraçom e precarizaçóm das massas trabalhadoras que pratica a burguesia, entra no mundo da política institucional a formaçom laranja.

Fai-no com umha cuidada cenificaçom, com a cara lavada e bom “aspecto”, pretendendo camuflar e ocultar o seu projeto neofascista com o seu renovado discurso populista amplamente difundido polos meios de comunicaçom da burguesia espanhola.

Ciudadanos está inoculado nas mentes das massas às quais assimilam, o que nom é mais que a farsa da unidade interclassista.

C´s está logrando que nom reconheçam nele o fascismo e a fera sedenta de sangue e lucro do capital financieiro que se oculta tras este discurso.

Um relato que especula de forma demagógica com as necessidades e exigências mais candentes, que incita os preconceitos fundamente arraigados nas massas, que se apresenta como defensor da naçom ultrajada, apelando ao sentimento “nacional” ferido, lançando palavras de ordem sedutoras [“só vejo espanhóis”] que converte o povo trabalhador na vítima da demagogia social chauvinista.

Todo este plano nom pode ser levado a cabo sem o necessário e vergonhento papel da socialdemocracia e do sindicalismo amarelo com as suas políticas de colaboraçom de classe com a burguesia, que deixárom o proletariado cindido e desarmado política e organicamente.

Albert Rivera, Inés Arrimadas, A. Espada…. som as pulcras caras de um renovado falangismo glamouroso, aupado polos meios de [des]informaçom da oligarquia, protegidos, amparados e financiados pola Banca e o Ibex 35.

Qualquer que for a máscara com a que se disfarce o fascismo, qualquer que for a forma na que se apresente, qualquer que for o caminho polo que se aupe ao poder, o fascismo é a mais feroz ofensiva do capital contra as massas trabalhadores, o fascismo é o chauvinismo mais desenfreado, é a guerra de rapina, o fascismo é a reaçom e a contrarrevoluçom, o fascismo é o pior inimigo da classe operaria e de tod@s @s trabalhadores/as.

A classe operária galega deve preparar-se para um cenário de involuçom neofascista, tendência estrutural na que aposta o grande capital à margem de que partido sistémico ocupe a Moncloa e o paço de Rajói.

Galiza, 1 de junho de 2018