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Autonomismo e efeito “La Voz de Galicia”

Segunda-feira, 16 Julho 2018

Carlos Morais

Mais umha vez o principal jornal da burguesia galego-espanhola, editado no noso país, projeta ao BNG, na figura da sua portavoz.

Nom é de estranhar que a imprensa reacionária espanholista divulgue as posiçons de Ana Pontón.

Respostas politicamente corretas e anodinas, dumha entrevista amável, na que se constata a involuiçom regionalista do BNG.

Demandas de maiores competências autonómicas, pois na etapa de Feijó “nom se transferiu nem umha só competência. Se em algo coincidimos os galegos é que o centralismo é letal para este país”.

Reivindicaçom da etapa fraguista versus Feijó: “Eu podo estar em desacordo com as medidas de Fraga, que foi mal governante, mas ai está o Caminho, por exemplo”.

A viragem “soberanista e de esquerda” do autonomismo foi puro marqueting, um desesperado mecanismo de propaganda, empregado de forma oportunista para lavar a cara, numha etapa de máximo desprestígio, após o seu passo polo governo da Junta e a posterior crise interna.

Mas o BNG segue sendo umha força socialdemocrata e regionalista, que ocasionalmente saca de passeio o pendom “soberanista” no dia da patroa, neste caso no Dia da Pátria.

Puro folclorismo funcional para a casta burocrática bem remunerada que vive deste negócio.

Ana Ponton manifesta mais umha vez a sua alergia à alternativa independentista e socialista para satisfaçom de Santiago Rey Fernandez-Latorre e os poderes oligárquicos que representa.

Galiza, 15 de julho de 2018