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1º de Maio, Dia do internacionalismo proletário

Quinta-feira, 19 Abril 2018

Divulgamos comunicado de Agora Galiza polo 1º de Maio, Dia do internacionalismo proletário. 

Classe obreira em pé!

A permanente ofensiva da burguesia contra as conquistas atingidas polo proletariado e o conjunto do povo trabalhador, só é possível pola desorganizaçom e desmobilizaçom que carateriza desde há décadas o estado geral da nossa classe.

A passividade perante as agressons em curso e perante as novas medidas ultraliberais de cortes e austeridade anunciadas, possibilita que ano após ano, perdamos direitos e liberdades.

A “crise” capitalista tem sido aproveitada pola burguesia para lançar a maior ofensiva contra o mundo do Trabalho nas últimas décadas, tem sido aproveitada para amassar grandes fortunas a custo da miséria e o empobrecimento de amplos setores do povo trabalhador.

O desenho final da involuiçom que promove o Capital pretende impor um cenário sociolaboral similar ao da primeira revoluçom industrial.

Enquanto a classe obreira galega siga acreditando nas possibilidades de mudar o rumo dos acontecimentos mediante o simples apoio eleitoral aos partidos interclassistas e pactistas, que se autodefinem como de  “esquerda”, “progressistas”, e mesmo “ruturistas”, a derrota está assegurada.

Enquanto a classe obreira e o povo empobrecido da Galiza continuemos apoiando sindicatos amarelos e sigamos delegando a defesa dos nossos interesses nas burocracias sindicais, a derrota está assegurada.

Enquanto a classe obreira galega acreditemos que só com procissons laicas poderemos parar a ofensiva do inimigo, a derrota definitiva é mera questom de tempo.

Sem reagirmos, sem implicar-nos ativamente na defesa dos nossos direitos, das nossas liberdades, sem luitarmos de forma organizada e coletiva por recuperarmos o perdido e melhorar  a nossa situaçom, cada ano recuaremos mais.

A luita concreta por manter o poder aquisitivo, por melhores salários, por umhas pensons de qualidade, por emprego estável, na defesa da sanidade e educaçom pública, contra a emigraçom, deve estar enquadrada na superaçom do sistema capitalista e em tombar o regime de 78.

Estamos numha conjuntura em que o fascismo mostra sem rubor as suas gadoupas. Nos meios de [des]informaçom, no aparelho judicial, na podre e corruta casta política empoleirada nas instituiçons, dia a dia constatamos como o fascismo emerge mediante a conculcaçom dos mais elementares direitos democráticos, na perseguiçom da liberdade de expressom, na censura, na criminalizaçom permamente de quem luita.

Nom podemos continuar assim, sem reagir, acreditando em falsas saídas eleitorais, nas remudas de partidos que promove a oligarquia para fortalecer mediante a alternáncia esta ditadura burguesa disfarçada de democracia.

Seguir incidindo em que todo se arranja deslocando o PP da Moncloa e de Monte Pio é outro engano mais.

A classe obreira tem o dever histórico e a necessidade presente de dirigir o movimento popular, de focá-lo na deslegitimaçom e superaçom do regime postfranquista, em procurar a convergência das luitas sociais, em implementar umha estratégia de luita permanente e encadeada.

Só umha Revoluçom Socialista de caráter antipatriarcal assegura o nosso futuro. E a construçom dumha sociedade socialista na Galiza só é possível dotando-nos de um Estado próprio, de caráter operário, recuperando a independência e a soberania nacional conculcada por Espanha.

A greve geral é umha ferramenta eficaz se está concebida como ponto de inflexom para abrir umha nova fase na luita, mas se é unicamente empregue com finalidade eleitoralista, simplesmente é mais um engano dos partidos oportunistas à classe obreira.

Neste 1º de Maio de 2018, Agora Galiza transmite a sua solidariedade internacionalista à classe operária de todo o mundo e aos povos como o sírio, palestiniano, iraquiano, iemenita, catalám, cubano, venezuelano, do Dombass que resistem e combatem as embestidas do imperialismo.

Viva a luita operária!

Viva a classe operária galega!

Viva o internacionalismo proletário!

Independência e Pátria Socialista!

Alerta antifascista!

 

Direçom Nacional de Agora Galiza

Galiza, 19 de abril de 2018