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Oligarquia espanhola aperta o parafuso autoritário do regime de 78

Quarta-feira, 28 Março 2018

Carlos Morais
Um dos fetiches da “democracia” burguesa é a divisom e a independência de poderes.
No atual Estado espanhol simplesmente nom existe segundo a concepçom de Montesquieu.
A deriva autoritária promovida pola sua oligarquia para manter a toda custa a unidade territorial do Estado, tem dinamitado o formalismo democrático que tentava homologar Espanha à exterioridade das “democracias” ocidentais.
A involuçom em curso do regime postfranquista já nom cuida nem as apariências.
Como é possível, na lógica do parlamentarismo burguês, que um juíz altere um processo de investidura de um parlamento detendo ao candidato à presidência? Como se pode justificar na lógica da “democracia” burguesa que o juíz Pablo Llarena dinamite o Pleno do Parlament detendo Jordi Turull?
Nom me refiro à Turquia de Erdogan e sim ao Reino de Espanha de Felipe VI.
Isto é a Espanha de 2018!, governada por umha casta política cleptocrática e criminal, tutelada polo Ibex 35, onde a decisom de um juíz prevalece sobre milhons de vontades exprimidas nas urnas.
O franquismo está bem instalado nos poderes do Estado, na superestrutura de um regime continuador do fascismo imposto na vitória militar de 1939.
Novamente na lucidez e analítica do materialismo científico de Karl Marx achamos explicaçom: “A história repete-se, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa” [Dezoito Brumário de Louis Bonaparte, 1852].
As decisons políticas de M ponto Rajói, de Alberte Rivera e de Pedro Sánchez estám inspiradas nas de José Calvo Sotelo, José Antonio e Gil Robles.
Perante esta situaçom o dilema nom é democracia “avançada” versus involuiçom reacionária, tampouco é reinstauraçom do “Estado de direito” versus autoritarismo.
A alternativa ao fascismo é Revoluçom Socialista.
Nom nos enganemos, estamos à beira do precipício, e o pior de todo nom é a clara orientaçom neofascista das políticas da burguesia, o dramático é o marasmo no que está instalado o proletariado e a classse obreira, inerme, sem voz nem iniciativa, carente de um partido comunista revolucionário e de ferramentas defensivas.
Que ninguém se engane, sem muro de contençom nem instrumentos de combate, pereceremos.