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[COMUNICADO] Viva a Revoluçom bolchevique!

Sexta-feira, 3 Novembro 2017

100 aniversário da insurreiçom de Outubro

VIVA A REVOLUÇOM BOLCHEVIQUE!

Há cem anos, 7 de novembro de 1917, um canhonaço de popa do cruzeiro Aurora anunciava na Rússia o início da insurreiçom operária encabeçada polo partido bolchevique.

Desde o elegante edifício do instituto Smolny de Petrogrado, o estado maior proletário comandado por Lenine dirigia a tomada do palácio de inverno.

Assim iniciava a primeira revoluçom vitoriosa operária, na que seguindo a estela da efémera experiência da Comuna de Paris de 1871, o proletariado em aliança com o campesinhado pobre toma o poder.

Até 1917 as novas elites apoiando-se nos setores populares substituiam no poder as velhas elites. Há exatamente cem anos altera-se esta mudança mecánica de cam mantendo idêntico colar. Agora é o povo trabalhador explorado e oprimido, o povo pobre e excluido, sob a vanguarda proletária guiada pola teoria revolucionária do marxismo-leninismo quem mudou para sempre o fatalismo e a resignaçom instalada durante séculos na consciência popular.

1917 demonstrou que nom só era necessário, sim era possível derrotar os poderosos e iniciar a edificaçom de um mundo novo, sem explorad@s nem exploradores.

A “famélica legiom” bem organizada, convertida em classe trabalhadora “para si”, enviou ao lixo da história o tzar, a aristrocracia, o clero, a burguesia, a casta militarista e os interesses imperialistas na Rússia. Fôrom barridos pola fúria de um povo farto de misérias, de padecimentos e de torturas.

E logrou-no mediante a luita organizada nas fábricas, nos centros de trabalho e de ensino, com a rua como centro de gravidade, empregando os fusis com os que a burguesia perpetua a escala global a exploraçom e dominaçom capitalista.

A via insurrecional deslocou o cancro do ilusionismo da via parlamentar, do fetichismo das urnas e do pacifismo cívico, sentando os alicerces da democracia socialista, a forma mais aperfeiçoada do poder operário e popular prévia a chegada à estaçom final: o Comunismo.

Umha revoluçom se é verdadeira e genuína é de indiscutível caráter socialista. Todo o resto, som adulteraçons que unicamente pretendem umha gestom “progressista” do capitalismo, para realizar meras reforrmas cosméticas que nom alteram o cerne da exploraçom capitalista: a destruiçom do Estado burguês e a eliminaçom da propriedade privada dos meios de produçom, sobre os que se asenta a economia de mercado.

As alternativas reformistas da velha e da nova socialdemocracia som funcionais para o Capital, pois desmobilizam o povo trabalhador, geram frustraçom popular e som caldo de cultivo do fascismo.

Os inumeráveis obstáculos, agressons, contratempos e limitaçons próprias às que tivo que fazer frente a Revoluçom bolchevique desde o minuto 0 do triunfo proletário, dificultárom primeiro, e gorárom posteriormente o desenvolvimento e consolidaçom do Socialismo como etapa de transiçom ao Comunismo. Porém, 1917 continua a ser um farol para a humanidade explorada e oprimida.

As inevitáveis decisons táticas que a direçom bolchevique tivo que adotar (“Comunismo de guerra”, Nova Política Económica [NEP], restriçons nas liberdades e conquistas atingidas), desviárom a Revoluçom bolchevique dos seus objetivos, provocando que já em 1921 Vladimir Ilich Uliánov Lenine, defina o que a partir de 1922 se denominou URSS, como um “Estado operário burocraticamente degenerado”.

A configuraçom de umha casta burocrática, “burguesia de Estado”, que se vai progressivamente transformando numha nova classe social, que se aprópria parcialmente dos excedentes que nom gerava, impossibilitou que o grande ensaio de Outubro de 1917 lograsse os objetivos sonhados.

Porém, a prática totalidade das conquistas sociais e liberdades atingidas nas primeiras duas décadas de construçom do socialismo na Uniom Soviética, seguem configurando o núcleo do programa comunista do século XXI.

Pleno emprego, igual trabalho igual salário, emancipaçom das mulheres trabalhadoras, poder operário e popular, democracia real, exercício do direito de autodeterminaçom, solidariedade internacionalista, oposiçom à guerra imperialista, direito à cultura e ao lazer … som os eixos medulares sobre os que articular um movimento classista dirigido por e com orientaçom operária.

Todas as conquistas e direitos que agora nos estám arrebatando som consequência da cessom que o terror do novo mundo que emergia da Revoluçom bolchevique provocou na burguesia mundial, som resultado da luita organizada da classe trabalhadora e do acionar do movimento operário e dos partidos comunistas e organizaçons revolucionárias inspiradas no caminho aberto 7 de novembro de 1917 em Petrogrado.

Hoje, quando cem anos após a vitória bolchevique padecemos a mais brutal ofensiva reacionária e involucionista do imperialismo contra a classe trabalhadora, as mulheres e as naçosns oprimidas, quando o fascismo eclosiona sem pudor, quando as guerras de rapina invadem e destróem povos inteiros, quando a burguesia atinge obscenos lucros da exploraçom à que nos submete, 1917 é o referente e o antídoto para guiar o proletariado galego e mundial à tomada do poder.

Porque 1917 sementou a vitória operária e popular, porque 1917 é o fermento para conquistar um mundo novo, de igualdade social, liberdade plena, fraternidade, felicidade e paz.

O céu existe, mas só se pode tomar por assalto. Nom servem atalhos, nem valem remendos, nem fórmulas metafísicas para atingí-lo.

A vigência da insurgente palavra de ordem leninista de “todo o poder aos soviets” e o brilho mobilizador da subversiva estrela vermelha de cinco pontas do Che, som o combustível do agir do comunismo galego.

Afastados de homenagens cínicas, de iniciativas nostálgicas e floclóricas de quem reclama 1917 mas fai exatamante o contrário do que esta experiência operária nos ensina e transmite, Primeira Linha leva gravado 1917 no seu ADN como partido comunista combatente, patriótico e revolucionário galego. A melhor homenagem a 1917 é trabalhar para a vitória da Revoluçom galega!

Primeira Linha

Galiza, 3 de novembro de 2017