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Quebremos o regime do 78

Terça-feira, 10 Outubro 2017

Difundimos o comunicado do nosso partido perante um novo 11 de outubro, XVII ediçom do Dia da Galiza Combatente.

11 de outubro de 2017

XVII ediçom do Dia da Galiza Combatente

Quebremos o regime do 78

O Dia da Galiza Combatente deste ano tem lugar numha turbulenta conjuntura caraterizada polo endurecimento e deriva fascista do regime postfranquista.  Mas também no quadro do 100 aniversário da Revoluçom Bolchevique e do meio século transcorrido após o assassinato do Che.

O exercício de autodeterminaçom do povo catalám e a sua vontade de construir umha República, constatam as duas teses centrais que o comunismo galego vem defendendo historicamente.

1ª- Espanha e o atual regime oligarquico é irreformável. Nom existem as mais mínimas possibilidades de mudá-lo. Só pode ser transformado pola via revolucionária.

2ª- As luitas de libertaçom nacional dos povos oprimidos polo Estado espanhol som o elo fraco da cadeia de dominaçom da ditadura burguesa e do seu projeto supremacista, racista e genocida.

A luita do povo trabalhador catalám por conquistar a sua liberdade nacional está demonstrando o acertado dos nossos axiomas, e as falácias do ilusionismo eleitoral sobre o que se articulou a nova socialdemocracia. Está desmascarando a retórica oca e banal do “ruturismo” que recobre esse discurso enganoso.

A linha política da pequena-burguesia e das camadas intermédias que dirigem o novo reformismo é geneticamente chauvinista e acovardada. Mediante exercícios permanentes de funambulismo político promove alternativas inviáveis de plasmar. A liberdade nacional e a emancipaçom de classe e de género nom se negociam, nem se pactuam, simplesmente conquistam-se!

As últimas semanas estám sendo prolíficas na eclosom do fascismo oculto, do autoritarismo “adormecido”, do franquismo sociológico disfarçado de “democracia, legalidade e estado de direito”, hegemónico no Estado postfranquista [com destaque nos aparelhos repressivos e judicial] e nos partidos centrais da ditadura burguesa espanhola [PP, PSOE e C´s].

Quando está em perigo a dominaçom de classe, e portanto os privilégios sobre os que se asentam a opressom nacional e a exploraçom do proletariado e do conjunto do povo trabalhador, a saída autoritária emerge sem complexos do seio da oligarquia. O fascismo nom é mais que a ditadura terrorista da burguesia para derrotar a vitória de um movimento operário em ascenso.

O eixo central da luita de classes no Estado espanhol é a luita das naçons trabalhadoras da Galiza, da Catalunha, do País Basco, da Andaluzia, de Castela por conquistar a sua independência e soberania nacional.

A sua emancipaçom debilita a oligarquia e portanto facilita a emancipaçom do conjunto da classe operária. Eis polo que as organizaçons revolucionárias espanholas deveriam defender sem complexos o direito de autodeterminaçom. E o ponto exato onde golpear conjunta e coletivamente para quebrar e derrubar o regime do 78, abrindo processos cosntituíntes.

Estar com a Catalunha operária e popular que com firmeza defende a sua liberdade é umha exigência para todas aquelas forças que se definem comunistas. A equidistáncia e o escapismo é colaborar com as forças reacionárias encabeçadas polo Ibex 35 e a monarquia bourbónica.

Porém, a “esquerda” institucional tanto a de ámbito galego como estatal segue hipotecada no respeito supersticioso das regras de jogo impostas polo Capital. Com esta lógica pactista e o ilusionismo eleitoral tenhem abduzido e anestesiado a imensa capacidade de combate da classe operária e da juventude, desviando a sua atençom em batalhas eleitorais impossíveis de ganhar.

A estrategia das forças reformistas [Marea/Podemos e BNG] esteriliza o descontentamento, só provoca mais desmobilizaçom e frustraçom entre o povo trabalhador perante as falsas expetativas de cristalizarem as promessas de poder derrotar o PP.

Reduzindo as tarefas imediatas do movimento popular a deslocar o PP das instituiçons mediante as urnas, só contribui para seguir desarmando ideologicamente o povo trabalhador e reforçar as teses chauvinistas e filofascistas que progressivamente penetream em cada vez mais segmentos da nossa classe.

A História tem-nos ensinado que a resignaçom e a frustraçom é o caldo de cultivo do fascismo, e que este fenómeno promovido pola oligarquia só se derrota nas ruas com a unidade e coragem.

CONSTRUIR O PARTIDO COMUNISTA GALEGO É TAREFA PRIORITÁRIA

O 100 aniversário da Revoluçom bolchevique e o 50 aniversário da execuçom do Che Guevara na Bolívia, também contribuem para manifestar cruamente as imensas fraquezas e dramáticas carências organizativas e políticas da classe operária galega.

Sem um poderoso partido comunista combatente, patriótico e revolucionário, guiado por umha coerente açom teórico-prática, a classe trabalhadora galega nom logrará superar o marasmo, nom logrará transitar das parciais e esporádicas luitas defensivas estritamente económicas do presente, a exercer de sujeito, referente, motor e catalisador da luita popular pola tomada do poder.

Sem independência de classe, sem deslindar a linha genuinamente operária da pequeno-burguesa, o movimento popular e de libertaçom nacional seguirá limitado e hipotecado a tentar infrutuosamente gerir as instituiçons do capitalismo, sempre sob a batuta do grande capital.

Esta tarefa nom se pode circunscrever exclusivamente ao ámbito nacional da nossa específica luita de classes. O panorama internacional é lamentavelmente similar ao galego.

É pois condiçom sine qua non para avançar corretamente na reconstruçom da esquerda revolucionária galega e internacional, desprender-se de atitudes nostálgicas, abandonar sem temor as deformaçons e adulteraçons do marxismo que tanto Lenine como o Che já denunciárom no seu momento.

Cumpre voltarmos às origens, restaurar o fundamentos do anticapitalismo, recuperar o espírito rebelde e antagónico que carateriza o marxismo-leninismo.

HOMENAGEM À GALIZA QUE NUNCA SE RENDEU NEM CLAUDICOU

Nesta nova ediçom do Dia da Galiza Combatente queremos rendir homenagem à melhor tradiçom de combatividade da nossa classe e do nosso povo, reivindicar os capítulos mais destacados da Galiza que nem se vende nem se rende.

Frente à amnésia e impunidade imposta polo regime espanhol e o sistema capitalista, frente à criminalizaçom a que submete as melhores filhas e filhos da Galiza, Primeira Linha reivindica o seu legado indelével.

Sem o compromisso abnegado, a coragem e a determinaçom de Benigno Álvares, José Gomes Gaioso, O Piloto, Henriqueta Outeiro, Henrique Líster, Maria Araújo, Abelardo Colaço, Luís Soto, Moncho Reboiras, Lola Castro, José Vilar e tantas e tantos outras, o nosso povo e a nossa classe nom teriam futuro.

Só nas ruas e centros de trabalho e ensino lograremos derrotaro regime do 78, o Capital e o imperialismo espanhol e da UE, pois a luita é o único caminho para a vitória.

Viva a Galiza Combatente!

Viva a Revoluçom Galega!

Denantes mort@s que escrav@s!

Pátria Socialista ou morte! Venceremos!

Viva a República catalana!

Galiza, 10 de outubro de 2017