Abrente

Ediçons digitais da publicaçom trimestral do nosso partido

Documentaçom

Textos e outros documentos políticos e informativos de interesse

Ligaçons

Sites recomendados de ámbito nacional e internacional

Opiniom

Artigos assinados sobre temas de actualidade galega e internacional

Video

Documentos audiovisuais disponíveis no nosso portal

Home » Opiniom

Che, cinco décadas depois

Segunda-feira, 9 Outubro 2017

Coletivo Boltxe

Este 9 de outubro é o aniversário do assassinato de Ernesto “Che” Guevara, assassinato organizado polo exército boliviano, e ordenado pola CIA, crime do imperialismo que além de matar ao Che, davam morte também a um dos mais grandes revolucionários do século XX e exemplo do que as e os comunistas vimos de denominar “o ser humano novo”.

O imperialismo além de assassiná-lo tentou desvirtuar sua figura e sua face, já vimos de o perceber em multitude de objetos de merchandising, vendendo-se mesmo em centros comerciais de propriedade capitalista.

O reformismo também nom tivo qualquer escrúpulo para utilizar a sua figura.  Tentam apresentar ao Che, como se dum simple “progre”, ou quer umha figura decorativa que utilizando sua imagem podem tapar suas vergonhas e poder assim atar um setor jovem ou com escassa formaçom  política, setor que já “madurará”, esquecerá-se das ensinanças de Guevara e por fim acabará por aceitar o reformismo e interclassismo.

O “Che” nom teria qualquer um tipo de piedade com este tipo de senvergonhas. O Che teria botado ao cham as mesas dos centros comerciais que vendem as suas camisolas com a sua imagem e faria burla do reformismo com a sua dialética implacável. Porque o “Che”, por cima de todas as demais cousas era comunista.

Comunista de verdade, auténtico. Dos que compreendem o internacionalismo como o que com certeça é: implicaçom com as luitas doutros povos. É assim que ainda que argentino de nascimento, luitou e venceu em Cuba, mas bem pronto marchou para lutar na África e após na Bolívia onde caiu na luita.

Seguindo os passos do Che é imprescindível que pratiquemos o internacionalismo revolucionário, que estejamos junto a todos os povos que luitam. Nestes momentos o povo trabalhador catalám está a luitar e em confronto com o Estado espanhol com o fim de atingir a independência dos Países Cataláns para construir umha República catalana, feminista e socialista.

A nossa responsabilidade é apoiar totalmente esta luita e expressarmos a nossa solidariedade com o povo catalán, nom para copiar o caminho que elegerom, mais do que nada como expressom de solidariedade internacionalista do povo trabalhador basco com o povo trabalhador catalám.

Comunista dos que nom renuncia a qualquer jeito de luita. Comprende perfeitamente que a burguesia utilizou, está a utilizar e utilizará a violência para defender os seus interesses de classe. É assim que nom duvidou à hora de tomar um fusil.

Este aspeto da militância comunista do Che temos de estudá-lo e compreendé-lo. Nom há nengum método de luita de tenhamos que deixar à margem. É possível que num momento concreto nom existam condiçons para a utilizaçom da violência revolucionária, mas jamais, em qualquer momento, temos de deixar à margem a possibilidade de utilizá-la. É por isso que temos de ser conscientes e assumir que num momento ou noutro a violência exercida polos opressores levará consigo a resistência a todos os níveis e para isso temos de ser conscientes da possibilidade de assumir a sua utilizaçom.

Comunista dos exigentes consigo próprio e com os seus camaradas de armas e militância. É assim que castigava con a maior contundência aos guerrilheiros que na luita revolucionária cometerom faltas impróprias dum revolucionário, tal como relata em “Passagens da guerra revolucionária”.

Exigência que mostrou também quando criticou desde a lealdade, errores e desviaçons da própria  revoluçom cubana e em países que visitou como a Checoslováquia ou a própria URSS. O Che, era inimigo implacável do burocratismo e outros males que padeceu o socialismo, todo isto sem deixar de fazê-lo desde umha perspetiva marxista-leninista.

Por isso temos de saber criticar as políticas erróneas que afastam ao povo trabalhador basco do seu caminho cara ao socialismo e a independência. Nom devemos de calar-nos perante as políticas reformistas que a esquerda abertzale está a desenvolver. O nosso dever é criticar, desde a teoria e a praxe estas políticas e avançar na reorganizaçom do povo trabalhador basco.

Che era um inteletual e um teórico de primeira magnitude  mas que sempre continuou a estudar Que necessárias seriam nesta época suas reflexons e análises face o confusionismo e oportunismo que asola o movimento comunista e revolucionário em Euskal-Herria e em todo o mundo!

Mas nom temos de esquecer  as suas obras, que teriamos de ler e estudar. Nom é suficiente dizer que gostamos do Che, temos de estudar os seus escritos e tentar aplicar na Euskal Herria todo o que o Che nos mostra. Umha das suas leiçons era que, de querermos atingir a soberania do nosso país, temos de arrebatar-lha a quem nos está a oprimir e isto nom é singelo. Os opressores nom dam nada, resistem-se e é  preciso saber utilizar todos os métodos que tenhamos à nossa mao para conquistar os nossos objetivos.

Che era um militante da praxe. Quer estava num despacho do Ministério de Economia Cubano que na rua numha manifestaçom anti-imperialista ou recolhendo cana de açúcar.

Che juntou teoria e praxe, apreendeu e nós devemos de continuar os seus passos, que apenas como a teoria nom é possível atingirmos nada, que é a nossa uniom com o povo trabalhador, trabalhando unido com ele, como podemos chegar a compreendermos realmente todo o que vimos de estudar com a experiência da praxe. Para podermos aplicar o marxismo a umha situaçom concreta temos de tentar analisar essa situaçom e apenas só é possível atingirmos com a praxe revolucionária.

Cinquenta anos há do seu assassinato, dizíamos o primeiro. Estas cinco décadas nom figerom mais de agrandar a sua figura. Muitas e muitos somarom-se estes dias na lembrança do guerrilheiro heróico. Mas nom temos de esquecer que Che Guevara era um militante comunista que desenvolveu básicamente a sua militância na rua, deitado na lama, como dizia o nosso Periko Solabarria, que era um inimigo acérrimo do oportunismo e do reformismo e além disso que nom esqueçam que, como Pakito Arriarán, o Che morreu com um fuzil na mao.