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1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário. ORGULHO OPERÁRIO. Luitando há futuro

Terça-feira, 11 Abril 2017

A pouco mais de duas semanas do 1º de Maio -Dia do Internacionalismo Proletário-, divulgamos o manifesto “Orgulho operário. Luitando há futuro”, emitido por Agora Galiza, organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional. 

1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário
ORGULHO OPERÁRIO
Luitando há futuro

A ofensiva da burguesia e do imperialismo contra a classe trabalhadora e os povos semelha nom ter fim.

Após quase umha década padecendo as consequências da crise global do capitalismo, as condiçons de trabalho e de vida da imensa maioria social que configuramos o povo trabalhador galego nom cessam de retroceder.

Aos elevados índices de desemprego crónico, de precariedade laboral, de baixos salários, de pensons de miséria, de perda de direitos laborais, de emigraçom, de sinistralidade laboral, devemos acrescentar o paulatino processo de deterioramento da sanidade, da educaçom pública, dos serviços sociais, por mor da sua privatizaçom.

A “anunciada” falência da Segurança Social e portanto dos sistema público de pensons fai parte deste processo de saqueio do público pola irrefreável voracidade burguesa.

No quadro desta guerra sem quartel da burguesia contra a classe operária devemos entender as restriçons nas já de por si raquíticas liberdades e direitos, mais o incremento da repressom laboral, judicial e policial, assim como da manipulaçom e censura nos meios de [des]informaçom.

A recente condena a prisom dumha jovem tuiteira por exercer o direito à liberdade de expressom, opinando sobre a execuçom do presidente do governo espanhol de 1973, -tal como outras condenas parecidas por factos similares-, exprime a involuiçom reacionária e fascistizante do regime espanhol.

Luis Carrero Blanco era o número 2 do franquismo, umha ditadura terrorista imposta a sangue e fogo sobre o povo trabalhador galego como consequência da vitória militar derivada do golpe de Estado de 18 de julho de 1936.

A execuçom do almirante fascista foi justa e necessária, pois a rebeliom armada e a autodefesa é um direito legítimo da classe trabalhadora e dos povos perante regimes tiránicos.

Que a “Audiência Nacional” como continuadora do TOP [“Tribunal de Ordem Pública”] franquista considere que emitir opinions favoráveis à execuçom do hierarca fascista, 44 anos depois do seu voo ao inferno, é umha “humilhaçom às vítimas do terrorismo”, constata a natureza infame da segunda restauraçom bourbónica.

Mas perante esta situaçom tam dramática a nossa classe continua lamentavelmente delegando a nossa representaçom à pequena-burguesia e à burocracia sindical.

Neste 2017, ano do 50 aniversário do assassinato do Che na Bolívia e do 100 aniversário da Revoluçom Bolchevique, devemos extrair leiçons históricas que nos permitam despreender-nos das hipotecas e inércias impostas polo reformismo que esterilizárom e adulterárom a luita obreira até o extremo de praticamente invisibilizá-la.

A nossa luita como classe tem como objetivos atingirmos melhoras salariais, melhoras das nossas condiçons laborais, assim como direitos sociais e liberdades, mas nom só.

A luita da classe trabalhadora galega deve estar encardinada a derrubarmos o capitalismo. Nom a contribuir para gerí-lo melhor pois este sistema intrinsecamente corrupto e depredador, baseado na exploraçom dumha minoria sobre a imensa maioria, de uns países imperialistas sobre o resto dos povos do mundo, simplesmemte nom é reformável.

A história da luita de classes tanto na Galiza como a escala mundial tem demonstrado de forma sistemática a impossibilidade de reformá-lo. Nom se pode mudar mediante aritméticas eleitorais, há que destruí-lo por meio dumha revoluçom. Eis a tarefa estratégica da classe trabalhadora e da sua vanguarda, o proletariado: acumular forças, organizar povo para desputar o poder, nom só o governo de turno.

Nom podemos esquecer que todos os direitos, sem exceçom, que até há uns anos “desfrutávamos” som fruto da nossa luita organizada como classe. Nada nos foi entregue gratuitamente, de forma voluntária e pacífica. Todo, completamente todo, foi logrado por meio da luita. É resultado de mais de um século de greves, manifestaçons, barricadas, combates de rua, revoltas, rebelions, revoluçons, sempre com a fábrica, o centro de trabalho e a rua como eixo central.

O 1º de Maio é umha data adequada para que a classe obreira galega reflita e avalie a funesta situaçom em que nos achamos, derivada da inexistência dumha linha genuína e coerentemente classista, da nossa fagocitaçom polas fraudulentas forças ”ruturistas”. Simples espaços interclassistas da “gente” e da “cidadania” que só defendem os interesses dos setores intermédios progressistas.

Sem recuperarmos a linha da confrontaçom, sem superarmos as práticas mornas e conciliadoras das organizaçons de “esquerda” hegemónicas, sem batalha ideológica, sem coragem e e audácia, tam só seguiremos caminhando face ao precipício.

É hora de quebrar com o pactismo do sindicalismo hegemónico, de abandonar o fetichismo eleitoral, o ilusionismo de que maiorias aritméticas parlamentares ao PP som a única via para recuperar o perdido e iniciar a contraofensiva popular.

Os continuistas governos municipais da nova e velha “esquerda”, o governo grego da Syriza, demonstram este erro que tanto nos custa admitir.

As políticas ultraliberais de cortes e austeridade só se derrotam na rua com um povo organizado e em luita, movimentado sob um programa operário, popular, patriótico e feminista, de rutura com o regime do 78, por organizar umha saída revolucionária à crise capitalista, visada para a recuperaçom da independência e a soberania nacional da nossa Pátria, a Galiza.

Só umha Revoluçom Socialista logrará que as nossas filhas e os nosso filhos, as nossas netas e os nossos netos nom tenham umhas condiçons de trabalho e de vida similares ou inclusive piores às que tinham os nossos pais e avôs.

Neste 1º de Maio de 2017, Agora Galiza transmite a sua solidariedade internacionalsita à classe operária de todo o mundo e aos povos como o venezuelano, sírio, palestiniano, iraquiano, iemenita, catalám, cubano, do Dombass que resistem e combatem as embestidas do imperialismo.

Viva a luita operária!
Viva a classe operária galega!
Viva o internacionalismo proletário!
Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza
Na Pátria, 1º de Maio de 2017