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Origens do Dia da Galiza Combatente

Terça-feira, 11 Outubro 2016

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Em julho de 2001 a Direçom Nacional da recém fundada NÓS-Unidade Popular acorda instaurar 11 de outubro como Dia da Galiza Combatente.

Até esse ano a esquerda independentista coincidia com o nacionalismo institucional e o galeguismo na celebraçom 17 de agosto do Dia da Galiza mártir, aniversário do assassinato de Alexandre Bóveda polo fascismo espanhol.

Também 12 de agosto honramos a morte em combate em 1975 do militante comunista e independentista Moncho Reboiras num confronto com a polícia espanhola.

Mas ambas datas fôrom completamente disvirtuadas polo nacionalismo até converter-se nuns atos nostálgicos e grotescos de simples justificaçom da sua deriva entreguista e claudicante. Despreendidos da mística reivindicativa e da vigência da luita pola que ambos patriotas, com as suas diferenças ideológicas e temporárias, entregarom a sua vida, era necessário delimitar também neste ámbito o nosso projeto revolucionário do que representa o nacionalismo galego, a meio caminho entre o autonomismo radical e a defesa acomplexada da “soberania”.

Para homenagear num só dia a todas as galegas e galegos que em diferentes etapas históricas e projetos políticos fôrom repressaliados ou perdérom a vida pola sua entrega à causa de umha Galiza justa e soberana, a nova esquerda independentista decidiu instaurar esta nova data.

Na madrugada de 11 de outubro de 1991, Lola Castro Lamas “Mariana” e José Vilar Regueiro “Marcos”, membros do Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive (EGPCG), morriam ao fazer-lhes explosom acidentalmente um artefacto destinado a combater os interesses do narcotráfico na Galiza. Tal como manifestou NÓS-UP em 2001 na primeira ediçom do Dia da Galiza Combatente “enquanto outros luitadores e luitadoras passárom à nossa História por direito próprio, sobre Lola e José semelha pairar um manto de silêncio e esquecimento. Manto que é a nossa obriga destruir para restituí-los ao lugar que se merecem. A nós unicamente nos corresponde a homenagem, o reconhecimento político à sua generosidade e combatividade nesta luita que continuamos e, finalmente, o compromisso coletivo de que as suas vidas, como a de Moncho, as de Amador e Daniel, as de “O Piloto”, Zélia, “O Foucelhas”, Benigno Álvares, Alexandre ou os fusilados em Carral, nom cairám no esquecimento nem passáram a fazer das últimas expressons de rebeldia de um povo que existiu”.

Nesta primeira efeméride NÓS-UP deixava claro que “nom está na nossa intençom consolidar umha data para um calendário reservado a independentistas com cartom militante”.

Desde que em 2001 NÓS-UP celebra o Dia da Galiza Combatente a data foi-se socializando e consolidando-se na agenda política de boa parte da esquerda independentista.

Após implosom provocada deliberadamente de NÓS-UP na primavera de 2015 polo setor liquidacionista, a XV ediçom da Galiza Combatente foi organizada por Primeira Linha.

Na serra do Galinheiro, no sul da Galiza, Primeira Linha lembrou Benigno Álvares, José Gomes Gaioso, Henriqueta Outeiro, Henrique Líster, Maria Araújo, Abelardo Colaço, Luís Soto, Moncho Reboiras, homenageando nestas figuras indeléveis aos milhares de “comunistas anónimos que de forma perserverante contribuírom a espalhar o nosso ideário em quase um século”.

No ato convocado sob a legenda “Orgulho comunista. A luita é o único caminho” defendimos a necessidade de redobrar o combate ideológico como um “dos principais frentes de batalha perante as fábulas das marés, das cidadanias democráticas e transversais, dos sucedáneos “partidos ruturistas” que só pretendem soldar e manter o status quo” e reafirmamos a defesa da via insurreicional frente ao ilusionismo eleitoral no que está instalada a prática totalidade da esquerda da Galiza.