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América, crise do capitalismo, crise do progressismo

Sexta-feira, 17 Junho 2016

PCMDivulgamos um extrato do Informe ao VII Plenário do Comité Central do Partido Comunista do México, reunido em fevereiro de 2016 na Cidade do México. Neste relatório o PCM avalia criticamente a complexa situaçom e delicada situaçom da Revoluçom Bolivariana na Venezuela, a errónea orientaçom de Cuba, as negociaçons de paz entre as FARC-EP e o governo oligárquico colombiano.

Um quadro continental negativo para a classe operária e os setores populares onde se constata a derrota da via progressista no conjunto da América Latina “a favor da reinstalaçom da contrarrevoluçom e, além disso, onde o progressismo auxiliado por partidos comunistas de prestígio está a condenar a crítica revolucionária”.

 

AMÉRICA, CRISE DO CAPITALISMO, CRISE DO PROGRESSISMO

Partido Comunista do México

As eleiçons na Venezuela confirmam a previsom do nosso V Congresso, e a encruzilhada nom foi apenas umha hipótese, mas é uma dura realidade. Dissemos entom que as forças bolivarianas, PSUV, PCV, movimento popular teriam de definir entre radicalizar o processo ou retroceder perante a contrarrevoluçom. As indefiniçons permitirom o avanço das forças oligárquicas ao obterem umha esmagadora maioria nas eleiçons legislativas.

Hoje, a contrarrelógio, Maduro e o PSUV procuram algumhas medidas que continuam com as hesitaçons marcadas polo mesmo quadro ideológico em que se movimentam. O PCV comporta-se com maturidade e dentro de umha política revolucionária, procurando conquistar umha influência decisiva, que neste momento nom tem.

O triunfo de Macri na Argentina e a derrota de Evo Morales apresentam, na generalidade, um quadro de derrota do progressismo e do bolivarianismo, bem como a recuperaçom de espaço por parte da contrarrevoluçom.

A isto temos de acrescentar a situaçom em Cuba e na Colômbia. Por mais retórica a favor do socialismo, o que hoje temos em Cuba é a reinstalaçom de relaçons mercantis, por agora de monopólios brasileiros, latino-americanos, russos e chineses, mas prepara-se o terreno para a chegada massiva de monopólios norte-americanos, o que se acelerará após a visita de Obama a Havana no mês de março onde, entre outros aspetos da agenda, se prevê uma reuniom com o setor empresarial. Isto é, já existe umha camada que acumula, que investe, que explora.

No campo ideológico, em Cuba o socialismo é praticamente inexistente, o que se observa nos seus debates, na prioridade das suas publicaçons, nas suas diretrizes económicas nas suas relaçons políticas. A nossa Comissom Ideológica deve seguir atentamente o dia-a-dia, mas as perspetivas som negativas.

Nesse mesmo contexto latino-americano e caribenho há a possibilidade de as FARC-EP abandonarem as armas; entrar na vida política é um direito que ninguém pode questionar a umha organizaçom revolucionária que há mais de 50 anos, com heroicidade sem limite, enfrentou todo o peso da oligarquia e do imperialismo. Preocupa-nos, no entanto, que o programa que agora se elabora seja de reformas e já nom de rutura e polo socialismo, um programa «por um Estado social de direito», onde nom procuram destruir o exército sanguinário que ao longo de décadas combaterom, mas a reconciliaçom com ele. O Acordo de Paz nom é nas melhores condiçons para o movimento revolucionário colombiano nem internacional.

Em conclusom, temos um panorama onde a crise do progressismo é a favor da reinstalaçom da contrarrevoluçom e, além disso, onde o progressismo auxiliado por partidos comunistas de prestígio está a condenar a crítica revolucionária. Mas o tempo trabalha a nosso favor, e foi correto desligarmo-nos do Fórum de S. Paulo, e nom colaborarmos em projetos pró-capitalistas como o MERCOSUR, a ALBA ou o CELAC como oposiçom ao centro imperialista norte-americano.

Nesse cenário é previsível a desmoralizaçom de setores aliados que depositárom as suas esperanças nesses processos e a desmobilizaçom de vários movimentos populares.

É neste contexto que o PCM deve manter a sua política de contra-ataque, de rutura radical com o capitalismo e a luita polo poder operário, que mesmo na adversidade pode apresentar semelhanças com a crise política e ideológica dos anos 90 que se seguiu ao triunfo da contrarrevoluçom na URSS.