Abrente

Ediçons digitais da publicaçom trimestral do nosso partido

Documentaçom

Textos e outros documentos políticos e informativos de interesse

Ligaçons

Sites recomendados de ámbito nacional e internacional

Opiniom

Artigos assinados sobre temas de actualidade galega e internacional

Video

Documentos audiovisuais disponíveis no nosso portal

Home » Nacional, Notícias

NÓS-UP e BRIGA difundem manifestos para este 8 de março, Dia da Mulher Trabalhadora

Quinta-feira, 5 Março 2015

DSCN0802

As comunistas galegas organizadas em Primeira Linha chamamos a participar na mobilizaçom nacional unitária com motivo do Dia da Mulher Trabalhadora. A manifestaçom será domingo 8 de março e partirá da estaçom de comboios de Compostela às 12:00hs, sob a legenda “Feminismo para avançar. Juntas numha mesma luita”

A continuaçom disponibilizamos os manifestos difundidos por NÓS-UP e BRIGA para este 8 de março.

cartaz8demarço2015

Porque todos os dias som 8 de março,

Desobediência feminista!

Um ano mais, aproxima-se a efeméride do 8 de março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, umha data cheia de luitas e reivindicaçons feministas no passado, e que nom podemos permitir que deixem de ser as do presente.

Levamos anos a assistir à institucionalizaçom desta data, umha assimilaçom do sistema capitalista e patriarcal e que a #marcaespaÑa decidiu converter em festividade para celebrar, nom sabemos mui bem o que…

Talvez devamos celebrar que as mulheres perdamos a vida ao optarmos polo aborto clandestino em condiçons indignas e de insalubrilidade, obrigadas por políticas retrógradas e integristas?

Devemos celebrar que ano após ano continuam a ser escandalosas as cifras de mulheres assasinadas, maltratadas ou violadas?

Deveríamos celebrar que a educaçom binomial (homem-mulher) continue a separar-nos por gêneros  nos estudos, no mundo laboral, no desporto, nos hobbies, segundo o “isso é para homens” ou “isto é cousa de mulheres”?

Podemos celebrar que os meios de comunicaçom continuem com a publicidade orientada a reforçar os estereótipos e condutas machistas? Umha publicidade orientada a nos enrolar o cérebro e submetê-lo ao consumo, à nossa cousificaçom e mercantilizaçom?

Devemos celebrar que a maior taxa de pobreza, os trabalhos menos ou nom remunerados, os maiores índices de despedimentos estejam sempre feminizados?

Celebraremos entom a diminuçom cada vez mais evidente dos tamanhos na roupa, ou a premisa de que todas devemos levar um 36, induzindo assim a prácticas pouco saudáveis, pondo em risco a saúde física e mental com doenças como a anorexia ou a bulimia?

Acaso celebraremos os roles que as indústrias do brinquedo continuam a perpetuar com as nenas que lavam, passam o ferro, cuidam, som maes, etc?

Deveríamos celebrar que em anúncios, filmes, seriais ou livros continuem a maltratar de innumeraveis formas as mulheres, supeditando-as a um homem e que isso seja o atrativo, o correto e o moderno?

Será que devemos celebrar que as mulheres ainda nom podemos aceder nem gratuita nem livremente à pílula do dia depois sem a supervisom de um médico que decida por nós?

Celebramos a desigualdade salarial entre homens e mulheres?

Celebraremos que este sistema nos utiliza como mao de obra barata, como mao de obra de reserva, como cuidadoras da mao de obra, em definitivo, como reprodutoras?

Podemos celebrar que as mulheres ainda, depois de décadas de luita, tenhamos que continuar a sair às ruas para protestar, berrar, solicitar direitos que som nossos?

Este 8 de março devemos lembrar e manter vivas todas as mulheres caídas nas luitas que começárom este nosso caminho, que luitárom pola igualdade, pola dignidade de sermos mulheres, pola justiça social. Devemos comemorar e celebrar as grandes mulheres que figérom parte dos mais importantes processos sociais da nossa história.

Podemos e devemos celebrar todas essas galegas que ao longo da nossa história, embora tenham andado descalças, estivessem sozinhas ou nom soubesse  ler e escrever, tinham umha força de superaçom que abraçava este nosso país, as mulheres que fôrom silenciadas por dizerem verdades, por nom se conformarem, por pular por cima das normas.

Celebremos todas essas mulheres que hoje em dia continuam a luitar pola igualdade, polo orgulho de ser mulheres, galegas e trabalhadoras.

Avante a luita feminista!

Galiza, 8 de março de 2015

8M: As jovens também decidimos!

8-M-2015

O sistema patriarco-burguês obriga-nos a estar num contínuo estado de alerta. Bem sabemos que as agressons som contínuas, algumhas mais subtis, outras estremadamente violentas, mas a nossa é umha luita constante.

Somos conscientes, aliás, de que cada batalha ganhada é apenas um estímulo para colher aços e luitar com mais ferocidade. É por isso polo que nom foi qualquer surpreesa o anúncio da proposta de lei do aborto do Partido Popular. Depois do seu último fracaso legislativo que causou a demissom do que fora o ideólogo do maior ataque contra os direitos sexuais e reprodutivos dos últimos anos, Alberto Ruíz Gallardón, o Partido Popular quer contentar os setores ultraconservadores da sua massa eleitoral, e mais umha vez, os nossos corpos som o seu campo de batalha.

Neste caso concreto, os corpos das jovens menores de 18 anos, que nos veremos na obriga de contar com o consentimento das/dos nossos titores legáis para poder abortar, negando-nos a capacidade de decidir sobre os nossos corpos e as nossas vidas.

BRIGA leva mais de 10 anos combatendo o poder adulto como forma específica de opressom que sofre a juventude trabalhadora, futura força de trabalho que deve ser controlada, domesticada e reprimida para que se submeta docilmente às condiçons de exploraçom inerentes ao sistema capitalista. Também levamos mais de 10 denunciando a especial violência com que esse poder adulto se impóm sobre as mulheres jovens, obrigadas desde etapas bem tempranas à obediência cega e ao cumprimento de centenas de normas que culminam no desenvolvimento dum rol mui concreto e fundamental para a perpetuaçom do modo de produçom capitalista: realizar invisivelmente o grosso do trabalho socialmente necessário.

Eis o porquê de as jovens sermos alvo fácil deste novo ataque da burguesia espanhola contra as mulheres trabalhadoras, pois se fracasárom na imposiçom da proibiçom do aborto contra o conjunto de mulheres, só lhes fica dirigir-se ao setor destas mais desprotegido, ao setor que mais precisam amansar e domesticar: as jovens.

Assim, este 8 de março, como jovens orgulhosamente pertencentes à classe imprescindível, à classe trabalhadora, devemos reinvidicar o nosso legítimo direito à desobediência ante o poder adulto, o patriarcado e o capitalismo, que aliados pretendem aumentar a nossa opressom, exploraçom e dominaçom. Devemos reinvindicar pois, o nosso legítimo direito ao aborto livre, gratuíto, sem condiçons, sem prazos nem empecilhos.

AS JOVENS TAMBÉM DECIDIMOS!