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Gripe A-hini e capitalismo actual

Domingo, 10 Maio 2009

Narciso Isa Conde

Neste caso, quando falo de capitalismo refiro-me especialmente a dous grandes multinacionais das indústrias farmacêuticas e aos magnatas da cria de porcos no “norte revolto e brutal”.

Investigadores(as) do tema da gripe “influenza A-HINI” (mal chamada suína) falam de como a “quinta familiar” de cria de porcos se transformou em algo parecido à indústria “petroquímica”.

Mike Davis num artigo intitulado “A gripe suína e o monstruoso poder da grande indústria pecuária”, di-nos:

“Em 1965, por exemplo, havia nos EUA 53 milhons de porcos repartidos entre mais de um milhom de quintas; hoje, 65 milhons de porcos concentram-se em 65.000 instalaçons. Isso significou passar dos antiquados cortelhos a ciclópeos infernos fecais nos quais, entre esterco e sob um calor sufocante, prestes a trocar agentes patogénicos à velocidade do raio, se amontoam dezenas de milhares de animais com mais do que enfraquecidos sistemas imunitários”.

No ano passado, umha comissom convocada polo Pew Research Center publicou um relatório sobre a “produçom animal em quintas industriais”, onde se destacava o agudo perigo de que a contínua circulaçom de vírus se transmutasse para humanos.

Qualquer melhoria na ecologia deste novo agente patogénico teria que se enfrentar com o monstruoso poder dos grandes conglomerados empresariais avícolas e de gado, como Smithfield Farms (suíno e bovino) e Tyson (polos). A comissom falou de umha obstrucçom sistemática de suas investigaçons por parte das grandes empresas”.

(Publicado no jornal digital SINPERMISO, do qual Mike Davis é membro do Conselho Editorial).

Tam dramática denúncia confirma que o móbil destes senhores é o ganho capitalista, que o seu afám de entesourar riquezas nom se detém diante de nada nem de ninguém. Todo vale para eles, ao ponto de que nom sei importam com o ser humano nem com o resto da natureza. A sua razom de vida é ganhar dinheiro como quer que seja.

As investigaçons fôrom bloqueadas e as advertências a tempo do que se incubava fôrom olimpicamente desprezadas, polo qual esta pandemia nom só tem vítimas, como também responsáveis e beneficiários. Mas a conversom deste vírus suíno em humano conta ainda com seres capazes de aproveitar-se dos riscos e das necessidades humanas que os industriais do porco gerárom e de aumentar as suas conseqüências para vender mais e a altos preços. E nesta segunda fase entrárom as corporaçons encarregadas de produzir medicamentos.

Noutro trabalho sobre o tema, intitulado “o negócio da gripe suín”, Kenny García Ortega deixa ao léu a grande manobra comercial de duas delas:

“Actualmente dispom-se de medicamentos para o tratamento das pessoas com infecçon ou gripe suína. O Centro de Controlo e Prevençom de Doenças dos Estados Unidos em Atlanta (CDC) recomenda o uso de Oseltamivir e Zanamivir para o tratamento ou a prevençom da infecçom poos vírus da influenza suína. 

O Oseltamivir o produz Roche com a marca Tamiflu, e o Zanamivir actualmente é comercializado por Glaxo Smith Klinecomo Relenza.

Tanto Roche como Glaxo seriam os principais beneficiados em todo este assunto.

O mais curioso é que, ao revisar o comportamento accionarial de Roche, foi anunciado um desabamento das suas acçons para o passado 22 de abril. A situaçom de Glaxo nom é muito diferente que se diga.

Em definitivo, temos duas multinacionais que requerem umha dinamizaçom da sua produçom para reduzirem as perdas e incrementar os ganhos… Se calhar, e dado este cenário, nom é simples acaso o surgimento deste vírus. Os mercadólogos o sabem muito bem aquilo de “cria umha necessidade que seja satisfeita polo que vendes e terás o mercado rendido aos teus pés”. Se no mundo se provocam conflitos e guerras para vender armas, nom é igualmente possível gerar surtos de vírus e doenças para vender medicinas?”