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Iniciativas patrióticas de 24 e 25 de julho

Terça-feira, 22 Julho 2014
diadapatria2014.
Primeira Linha apoia as iniciativas nacionais promovidas pola esquerda revolucionária independentista que se desenvolverám em Compostela 24 e 25 de julho.
 Mobilizaçom pola liberdade d@s independentistas pres@s
Apelamos a secundar a VII Cadeia Humana de apoio aos presos e presas independentistas conovocadas por Ceivar 24 de julho às 18 horas na praça da Galiza. Mais umha vez solicitamos a imediata liberdade do Antom, do Carlos, do Eduardo, da Maria e do Teto.
Manifestaçom unitária do independentismo juvenil
Saudamos à juventude independentista por ter atingido por segundo ano consecutivo a imprescindível unidade de açom entre o conjunto das organizaçons juvenis do independentismo e do nacionalismo. Apelamos ao conjunto da juventude obreira e popular da Galiza a secundar a manifestaçom convocada às 20 horas na Alameda de Compostela, e parabenizamos a BRIGA pola sua perserveráncia e visom estratégica à hora de promover e fazer possível um cenário imprescindível.
X Jornada de Rebeliom Juvenil
Este ano a organizaçom juvenil do MLNG comemora os dez anos da Jornada de Rebeliom Juvenil com um concerto em prol da independência da Pátria. Aguardamos que novamente milhares de jovens desfrutem da boa música e da festa organizada por BRIGA. O programa pode consultar-se premendo cá
Manifestaçom de NÓS-UP
Primeira Linha apoia a manifestaçom do Dia da Pátria convocada pola Unidade Popular às 12.30 horas na Alameda de Compostela sob a legenda “República Galega feminista e socialista”.
Lamentamos a impossibilidade de ter atingido umha mobilizaçom unitária entre o nacionalismo e o independentismo, tal como lográrom o dia anterior oito organizaçons juvenis e estudantis patrióticas.
Mas também sabemos que o reforçamento do independentismo socialista é determinante para contribuirmos a facilitar um cenário proclive a manter e aprofundar na unidade de açom que culmine com a refundaçom estratégica do conjunto do nacionalismo e do independentismo.

Manifesto à Pátria e ao povo trabalhador galego: República Galega, Feminista e Socialista

O último ano voltou a ser nefasto para a imensa maioria social galega. Padecemos umha agressom permanente em todos os ámbitos, polas políticas neoliberais implementadas por Madrid e Bruxelas, obedientemente canalizadas pola sucursal do governinho vendepátrias de Feijó.

Desemprego, reduçom salarial, perda de poder aquisitivo, deterioraçom da educaçom, sanidade e serviços públicos, emigraçom, exclusom e empobrecimento, nom parárom de incrementar enquanto se reduzem as liberdades e cortam os direitos.

Espanha e a UE prosseguírom a sua ofensiva para destruir as bases materiais da Naçom Galega, que vê perigar a sua existência por umha crise demográfica que impossibilita a continuidade da Pátria.

A carência de soberania a que a Galiza é submetida polo projeto imperialista espanhol acelerou o empobrecimento e o saqueio dos nossos recursos, o aumento da assimilaçom cultural e a destruiçom dos sinais identitários. Mas também se tem reforçado o endurecimento do patriarcado, mediante constantes retrocessos nas conquistas atingidas na luita das mulheres.

Frente às falazes fórmulas da esquerda espanhola, a única forma de evitar esta desfeita é recuperando a independência nacional que nos permita construir umha sociedade socialista e feminista.

Porém, para atingirmos este objetivo é imprescindível mantermos com firmeza e intransigência os princípios da auto-organizaçom nacional, a unidade das forças da esquerda patriótica e, mediante a pedagogia política, demonstrar que a mudança social está ligada intrinsecamente à recuperaçom da liberdade nacional.

Sem instituiçons próprias, sem mecanismos e ferramentas de decisom galegas, nunca poderemos alterar o rol reservado à Galiza polos projetos espanhóis, nem solucionar os nossos mais urgentes problemas.

O povo galego deve confiar nas suas forças, nas suas capacidades, no seu imenso potencial e afastar-se das ilusons do fetichismo unitarista da pseudoesquerda espanhola.

O dilema monarquia-república, demagogicamente agitado nos últimos meses com umha clara estratégia eleitoralista, é umha imensa fraude que nem consegue ocultar a sua vocaçom chauvinista, pois o seu projeto nacional coincide plenamente com o da burguesia.

Tanto o monárquico como o republicano, tanto o de direita como o “progresssista”, perpetuam o empobrecimento do nosso povo, a negaçom da nossa naçom e a sobre-exploraçom da nossa classe.

Nós nom queremos reformar a Constituiçom de 1978, nom queremos umha Espanha federal, nem umha república espanhola, queremos umha República Galega: umha república de caráter socialista e feminista, ao exclusivo serviço do povo trabalhador galego.

Esta é a única alternativa genuinamente revolucionária e rupturista. A única que os poderes fáticos do Ibex 35 nom toleram nem permitem, porque nom se pode integrar nem domesticar.

Para poder avançar face este objetivo, é necessário umha esquerda independentista vigorosa e ativa, com firmeza estratégica e flexibilidade tática.

Para poder avançar face este objetivo há que apostar pola unidade de açom das forças galegas, construir um pólo patriótico rupturista que injete confiança e entusiasmo nos cada vez mais amplos setores sociais que deixárom de acreditar nos partidos do regime e reclamam açom e prática política radical.

Para poder avançar face este objetivo, é necessário agir com a generosidade e a altura que o momento histórico reclama. Há que iniciar um processo de refundaçom da esquerda patriótica sem mais dilaçom. A Galiza e as suas camadas populares necessitam umha organizaçom ampla, abrangente e plural para nos defendermos das agressons de Espanha e da UE, para organizar a resistência e passar à ofensiva. Umha grande força sociopolítica soberanista e independentista, de esquerda antissistema e feminista, que aglutine o conjunto das forças organizadas, mas também os milhares de homens e mulheres que aguardam esse dia.

NÓS-UP tem plena disposiçom em constribuir para abrir esse processo sem mais limitaçons que evitar a derrota definitiva da nossa classe, do nosso povo e da nossa naçom.

As mudanças operadas na monarquia bourbónica som umha tentativa desesperada de recomposiçom do regime espanhol perante a deslegitimidade, apodrecimento e multicrise do modelo da transiçom postfranquista.

Rejeitamos a maquilhagem sistémica e a falsa alternativa republicana promovida pola quarta pata da mesa do regime representada pola esquerda espanhola. Frente a essa falsa esquerda que nega o direito de autodeterminaçom do povo galego, só resta a ruptura democrática e a abertura de um processo constituinte galego.

É urgente construirmos com o nosso povo umha alternativa política integral para o presente.

A esquerda independentista galega apela à militáncia e à base social do nacionalismo galego, ao conjunto de ativistas sociais que respondem às dinámicas galegas, para abrirmos conjuntamente, com humildade e respeito mútuo, a reflexom que catalise a recomposiçom organizativa.

Só assim poderemos frear a ofensiva espanholista, neoliberal e machista da Troika e de Madrid. Mas também assim faremos frente com maior efetividades à espanholizaçom das reivindicaçons e dos espaços de luita, à claudicaçom e à entrega de boa parte do património organizativo, simbólico e comunicativo da esquerda soberanista às sucursais da esquerda espanhola que intervenhem na Galiza.

Só a esquerda patriótica, com o seu rico e plural caudal de experiências e intenso património de luita, poderá parar a ofensiva burguesa e espanholista, empregando como espaço preferencial as ruas e centros de trabalho e ensino da Galiza.

Neste Dia da Pátria, reclamamos a liberdade d@s pres@s polític@s galeg@s denunciando a repressom com a que o Estado espanhol pretende aferrolhar o nosso povo.

Viva Galiza ceive, socialista e feminista!

Viva a luita obreira, feminista e popular!

Antes mort@s que escrav@s!

 Galiza, julho de 2014

X ANOS DE REBELIOM JUVENIL

BRIGA, a organizaçom juvenil da esquerda independentista, acolhe este 24 de julho, véspera do Dia da Pátria, com especial entusiasmo e orgulho, por alcançarmos já a décima ediçom da Jornada de Rebeliom Juvenil, o evento anual central da nossa organizaçom desde a sua constituiçom há quase já 10 anos.

Durante as sucessivas ediçons desta Jornada, BRIGA tem trabalhado arreio para contribuir a consolidar o 24 de julho como a data de e para a juventude rebelde do nosso país, umha data em que, à margem de iniciativas patrióticas adultas, as e os mais jovens tivéssemos o nosso próprio espaço de rebeldia, de reivindicaçom, e também de troula e diversom.

E hoje, no décimo ano consecutivo em que organizamos este evento, parabenizamo-nos nom só por ver que o 24 de julho avança na sua consagraçom como data referencial da juventude que rechaça Espanha, o Patriarcado e o Capital, mas também porque desde o passado ano, as organizaçons juvenis da esquerda independentista e nacionalista galega conseguimos que toda essa juventude marchasse numha única manifestaçom nacional e por trás dumha faixa com umha unánime mensagem.

Umha mensagem que este ano nom pode ser mais clara. Umha mensagem em positivo para a juventude galega, e de advertência para o nosso inimigo: as e os jovens mantemos viva a Galiza luitando desde parámetros indiscutivelmente feministas e anti-capitalistas pola independência do nosso país.

Em BRIGA temos claro que se a Galiza segue sendo Galiza é pola vontade que pomos os projetos de emancipaçom nacional, e que de desaparecermos as e os jovens que acreditamos numha Galiza independente, socialista e nom patriarcal, o futuro da nossa naçom, das mulheres e da nossa classe nom será outro que o dumha província mais de Espanha, onde o sistema patriarco-burguês aprofundaria sem qualquer oposiçom popular na nossa exploraçom, alienaçom e submetimento.

Nom há mais que olhar a evoluçom dos ataques do nosso inimigo nos últimos anos. Imposiçom artificialmente normalizada dumha língua alheia ao nosso povo, destruiçom sistemática do nosso território e recursos naturais, desmantelamento planificado dos nossos setores produtivos, empobrecimento e conseqüente desapariçom progressiva da populaçom do meio rural, assimilaçom cultural, ocultamento e manipulaçom da nossa história própria pola historiografia espanhola e um longo et cetera.

Estes nom som ataques casuais, perseguem a nossa desapariçom como realidade nacional diferenciada, como naçom com recursos e riqueza própria e com indiscutível capacidade para exercermos o nosso direito de auto-determinaçom, a nossa independência nacional.

Espanha é um projeto imperialista ao serviço desta ditadura do Patriarcado e o Capital. É um projeto nacional criado e mantido para servir aos interesses da burguesia patriarcal, para perpetuar um marco de acumulaçom de Capital o mais amplo e seguro possível que garanta a fácil exploraçom da maioria social. Espanha é inimiga da Galiza, das mulheres e da classe trabalhadora, e como tal, nom podemos menos que trabalhar por destruí-la. Como tal, nom podemos menos que rechaçar qualquer alternativa oposta à monarquia espanhola, que nom seja umha REPÚBLICA GALEGA, SOCIALISTA E NOM PATRIARCAL.

Nós, como jovens trabalhadoras galegas, sabemos bem do que estamos a falar. A emigraçom, o desemprego crónico, a exploraçom feroz em trabalhos eventuais, a instabilidade e dependência económica da família, fam parte da nossa realidade quotidiana e do nosso entorno mais próximo.

Como mulheres jovens galegas, também sabemos mui bem do que estamos a falar. Quando o nosso salário meio é inferior ao dos homens; quando suportamos a palmadinha do chefe no nosso traseiro; quando se espera que ao chegar de trabalhar devamos ser nós quem fagamos a ceia ao companheiro, marido, ou familiares; quando o governo espanhol cede a soberania sobre o nosso corpo a setores ultra-católicos; quando sofremos assédio sexual polas ruas; ou quando nos imponhem encorsetados modelos de sexualidade.

Nom falamos portanto dumha realidade opressiva longe no tempo e no espaço mas dumha realidade de submetimento e exploraçom cada vez mais aguda na Galiza de hoje e que exige umha urgente resposta, umha resposta que depende e precisa de nós, jovens rebeldes; que precisa e passa necessariamente pola contundente e alargada rebeliom juvenil.

É por isto que em BRIGA, a escassos meses de cumprir o nosso décimo ano de vida e de luita juvenil ininterrompida, estamos convencidas da vigência do nosso projeto político, da indiscutível necessidade dumha organizaçom que traslade a intervençom independentista, socialista e feminista, à juventude galega de extraçom popular.

Umha organizaçom que depois de quase dez anos continua trabalhando por somar mais jovens a exercer o nosso legítimo direito à rebeliom contra Espanha, o Patriarcado e o Capital.

VIVA A JORNADA DE REBELIOM JUVENIL!

VIVA A GALIZA INDEPENDENTE, SOCIALISTA E FEMINISTA!