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Salários baixam na Galiza

Terça-feira, 4 Março 2014

luzia

Luzia Leirós Comesanha

O Instituto Galego de Estatística fijo público um informe sobre o mercado de trabalho galego e a evoluçom salarial no nosso Pais. Quase ao mesmo tempo, a diretora do FMI afirmava em Bilbo que “graças às formidáveis açons dos últimos cinco anos Europa e Espanha, estam mudando a tendência”.

Pois bem, desprende-se do informe do IGE que graças a essas açons das que fala Lagarde, essas açons do governo do PP que o conjunto da classe trabalhadora sofremos, na Galiza existem mais fogares cujo único sustento som prestaçons por desemprego ou pessons contributivas, que fogares cujos ingressos provenhem dum salário. Graças a essas açons,  a Galiza ocupa o 3º posto com maior taxa de desemprego da UE e o 2º posto em pior taxa de ocupaçom (de cada 100 galegas/os entre 16 e 64 anos só 44 estam ocupadas/os), só por acima de Grécia.

Graças as essas açons das que fala o FMI, os salários acumulam quatro anos consecutivos de queda. E refere-se aos salários em termos absolutos, nom ao salário real, é dizer, ao que enche com mais ou menos quantidade os pratos de comida de cada obreira, o que aquece mais ou menos meses ao ano -ou nengum- os fogares obreiros, o que paga o elevado preço  da luz e da água, etc. Este, o real, o verdadeiramente importante para fazermos umha ideia da dramática situaçom que sofremos, e que nom analisa este informe do IGE, sufriu umha disminuiçom muito mais acentuada nos últimos anos.

Umha jovem menor de 25 anos cobra 10.000€ menos brutos ao ano que um trabalhador de 45 anos. Eis a fenda salarial entre jovens e adultos e entre mulheres e homens, da que tanto se aproveitam as empresas e tam poucas soluçons emanam dos governos.

A fenda salarial entre a Galiza e a meia estatal também se acrescentou. Agora cobramos uns 4€ menos/hora.

Segundo o informe, o ingresso mensal meio por pessoa som 810€ nos fogares cuja renda principal é o salário, 713€ nos fogares cuja renda principal som as pensons e 423€ nos fogares cuja renda principal som as prestaçons por desemprego. Se temos em conta que 46.9% dos fogares galegos sobrevivem com prestaçons de reforma ou outras, obtemos que a metade dos fogares da Galiza ingressam por pessoa entre 400€ e 700€.

A classe obreira galega sabemos, e muito, muitíssimo, de necessidade.

No apartado sobre custos laborais, objetivo da última reforma laboral, afirma que “o custe total por trabalhador/a em Galiza, em termos brutos, foi de 26.733 euros durante 2012, 3,5% menos que no ano anterior. O custo neto foi de 26.507 euros por trabalhador/a, umha vez deduzidos 226 euros em conceitos de subsídios e deduçons recebidas das Administraçons Públicas para fomentar o emprego e a formaçom profissional”. Para fomentar que? Os dados estam a disposiçom de quem queira conhecé-los, e só falam de emigraçom juvenil, de desemprego, de precarizaçom, de embaratecimento da força de trabalho.

Enquanto, no Foro Global Espanha, o grande capital espanhol era representado fisicamente por César Alierta, dono de Telefónica, que em 2013 atingiu um ganho de 57.000 milhons. Francisco González do BBVA, cuja declaraçom estelar foi “a economia espanhola tem-se afastado do precipício e tem iniciado a recuperaçom, mas nom há tempo para a autocomplacência”. Ignacio Sánchez, de Iberdrola, ou Pablo Isla, de Inditex, que fazia um repugnante alarde da sua condiçom dizendo que, “se há 10 anos nos digeram que iamos a ter agora perto de 500 lojas na China, nom acreditaria”.

Burguesia espanhola e mundial em aliança, pedindo mais reformas do mercado de trabalho, mais impostos e mais IVA, menos custos laborais e menos proteçons para a classe obreira. Organizaçom e luita é o que nos fica, e com decisom, orgulho e audácia, porque da “vitória contra a crise” da que fala essa minoria, que hoje planificava como pissar-nos o futuro, significa a nossa miséria.