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Difundimos manifestos de NÓS-UP e BRIGA neste 8 de março

Segunda-feira, 3 Março 2014

Cartaz-Desmitifiquemos-o-assédio.

As comunistas galegas organizadas em Primeira Linha chamamos a participar na mobilizaçom nacional unitária. convocada pola Plataforma Galega polo Direito ao Aborto com motivo do Dia da Mulher Trabalhadora, e nas convocatórias locais. A manifestaçom será domingo 9 de março e partirá da estaçom de comboios de Compostela às 12:00hs, sob a legenda “Enchamos a Quintana polos nossos direitos sexuais e reprodutivos”

A continuaçom disponibilizamos os manifestos difundidos por NÓS-UP e BRIGA para este 8 de março.

8m2014.

8 de março: Exploram a nossa classe, oprimem o nosso corpo. Nem um passo atrás!

Neste 8 de março mulheres de diferentes coletivos e organizaçons saímos em manifestaçom unitária polas ruas da capital do nosso país, e tal e como vem acontecendo nos últimos meses fazemo-lo para mostrar o nosso rejeitamento à reforma ideológica da lei do aborto promovida polo governo espanhol do Partido Popular.

As constantes ameaças cumprírom-se, e antes de finalizar 2013 pudemos comprovar como o setor mais integrista do PP mostrava com orgulho a sua face mais reacionária, anunciando umha reforma tam anacrónica como disparatada que de aprovar-se suporá mais um ataque à nossa dignidade e mais umha vitória para a burguesia.

Conhecemos as intençons do Partido Popular com esta reforma, que entre outras cousas facilitaria a continuidade da opressom que dia após dia padecemos as mulheres. Os motivos para rejeitá-la som múltiplos:

Opomo-nos a esta reforma porque as mulheres temos plena capacidade de tomar as nossas próprias decisons, sem tutelagens, submissons e manipulaçons de qualquer tipo.

Opomo-nos porque nom suporá um descenso no número de abortos, serám praticados na clandestinidade, em condiçons lamentáveis e ocasionando um enorme perigo para a vida das mulheres. Cumpre destacar que também pretende castigar o pessoal sanitário que colabore com a mulher que opte por interromper a sua gravidez.

Opomo-nos porque é hipócrita que os que dizem defender a vida levem a cabo políticas selvagens e ultraconservadoras que derivam em cortes em serviços sociais, em sanidade, educaçom e dependência, fazendo que as mulheres sejamos, mais umha vez, as que levamos a pior parte. 

Opomo-nos porque fai que um direito fundamental esteja só ao alcance de umhas poucas, aquelas que tenham meios económicos suficientes para fazer frente ao custo de se deslocarem a outro país onde a lei permita abortar.

Opomo-nos porque os termos em que está escrito o anteprojeto, no referente aos supostos, som insultantes e nom chamam as cousas polo seu nome, utilizando todo tipo de eufemismos para evitar falar claro de algo tam grave como umha violaçom, e antepondo a maternidade forçada a todo o demais. No nosso ponto de vista esta lei fai clara apologia do terrorismo machista.

Opomo-nos porque é umha reforma que responde a critérios ideológicos e pom de manifesto que o governo espanhol do Partido Popular sempre estivo, está e estará ao serviço do integrismo representado pola Conferência Episcopal.

Opomo-nos a que esta reforma seja causante de um retrocesso sem precedentes em matéria de direitos sexuais e reprodutivos, mas também nom defendemos que se mantenha a atual lei do PSOE, pois entendemos que também condiciona a decisom das mulheres perante problemas que podem ser detetados durante a gravidez e portanto evidencia que o direito ao aborto nom é completamente livre.

As mulheres de NÓS-Unidade Popular aproveitamos a ocasiom para reivindicar o 8 de março   como umha data revolucionária, combativa e de classe. Nom estamos dispostas a ceder espaço, e fazemos um apelo à implicaçom das mulheres trabalhadoras galegas no movimento feminista para encarar quem difunde mitos sobre um suposto rol reprodutivo que temos que cumprir e que cuja únicas pretensons som submeter-nos e afastar-nos da realidade e da luita. Só derrocando o patriarcado, pilar fundamental sobre o que se sustenta o sistema patriarco-capitalista, conseguiremos avançar no nosso objetivo. A esquerda independentista que  representa a nossa organizaçom tem claro que desvincular a luita feminista de qualquer luita emancipatória é um erro que nom estamos dispostas a assumir.

Entre todas temos que deixar bem claro à Conferência Episcopal, às organizaçons “pro-vida” e ao Partido Popular que a sua tentativa por controlar o nosso corpo e a nossa sexualidade vai fracassar, e que nom imos consentir que a sua lei estrague séculos de corajosa luita feminista.

Nom nos vam calar!

As mulheres galegas em pé polo nosso direito a decidir!

8M: O MEU CORPO É MEU. Jovens rebeldes revoltamo-nos contra o patriarcado

Quando se achegam celebraçons como a do 8 de Março, aquelas a quem nos repulsam os anúncios da venda de flores com que parabenizar as mulheres nessa data, aquelas que nos indignamos com as novas que durante esses dias nos bombardeiam e que nos dim o próxima que está a igualdade, aquelas que vemos como umha jornada de luita é convertida em mais um feriado, nu da carga ideológica que tinha, somos as mesmas que temos a necessidade imperiosa de chamar a atençom para a dimensom mais política e histórica da efeméride.

Consideramos que o primeiro passo é denunciar como o sistema patriarco-burguês sabe balançar-se mui bem entre a repressom e a assimilaçom, pois à hora de neutralizar um elemento cuja existência resulta perigosa para o mantimento do aparato de dominaçom, pode resultar muito mais eficaz a adaptaçom deste elemento do que seria a sua própria proibiçom. Assim, toda introduçom no sistema de pequenas “concessons” devem ser analisadas como vitórias após umha luita, sim, mas devemos seguir em alerta permanentemente para que estas batalhas que ganhamos nom sejam despolitizadas, tergiversadas, injuriadas; em muitos casos, graças à “institucionalizaçom” como mecanismo de controlo e manipulaçom ideológica.

É por todo isto polo que em BRIGA queremos reclamar mais umha vez a indiscutível vertente de classe que tem a celebraçom do 8 de Março, junto com a combatividade do feminismo organizado ao longo destes dous séculos sem a que nom se poderia entender como o Dia da Mulher Trabalhadora chegou aos nossos calendários. Há mais dum século que tivo lugar a II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhaga, onde Clara Zetkin e outras mulheres obreiras propugêrom a realizaçom anual do Dia Internacional da Mulher Socialista, e que mais tarde passaria a ser o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Fai parte da nossa história e como tal a reivindicamos com orgulho, com orgulho de classe e de género. Nom permitiremos que nos ocultem mais referentes nem nos despolitizem os que tínhamos e assim o deixaremos claro neste 8 de março.

A grave ofensiva patriarcal com que nos ataca o governo do PP marcou a reivindicaçom temática na Galiza para esta data: “Polos nossos direitos sexuais e reprodutivos” é a legenda sob a qual percorreremos as ruas de Compostela este 9 de março.

As jovens organizadas em BRIGA manifestaremo-nos berrando bem forte que o nosso corpo é nosso, o que significa que nom imos permitir que legislem sobre o nosso direito a decidirmos sobre ele; significa que luitaremos por umha sexualidade livre, despojada de toda carga patriarcal; significa que nos rebelaremos ante a exploraçom que o patrom fai da nossa força de trabalho; significa que nos opomos a ser as consumidoras vorazes que exige de nós o sistema; significa reclamar que nom somos qualquer mercadoria, que nom se nos cousifica nem se nos converte em meros objetos sexuais para o desfrute masculino. Reivindicar que o nosso corpo é nosso significa que as jovens rebeldes galegas estaremos em revolta contínua contra o patriarcado até conseguirmos a emancipaçom nacional e social de género da Galiza.