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NÓS-Unidade Popular exige à banca devoluçom do roubado

Quarta-feira, 5 Fevereiro 2014

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Nesta semana diversos meios de comunicaçom noticiavam os lucros tirados polas principais entidades bancárias no ano passado. O Santander, BBVA, Caixabank, Sabadell e Banco Popular somam entre os 5 uns benefícios netos de 7.674 milhons de euros.

A seguir reproduzimos o comunicado emitido pola Direçom Nacional  NÓS-Unidade Popular onde “exige à banca devoluçom do roubado” e a necessária “nacionalizaçom da banca”  que permita  “recuperar o roubado, solventar as justas reclamaçons das pessoas que ainda nom recuperárom os seus aforros nas preferentes, e evitar seguir especulando com os aforros das galegas e galegos”.

NÓS-Unidade Popular exige à banca devoluçom do roubado

As principais entidades bancárias do Estado espanhol multiplicárom por mais de quatro os seus ganhos no ano 2013, o que lhes supujo uns beneficios netos de 7.674 milhons de euros.

O Santander ganhou 4.370 milhons de euros (90% mais que em 2012), o BBVA 2.228 milhons (32,9% mais que em 2012), Caixabank 503 milhons (118,9% mais que em 2012), o Sabadell 247,8 milhons (o triplo que no exercicio anterior) e o Banco Popular 325,3 milhons (após ser o único dos cinco em ter perdas o ano anterior).

Estas melhorias tam significativas devem-se em parte à reduçom das necessidades de saneamento e provisons após afrontar as exigências regulatorias do Governo espanhol para sanear o setor da construçom; asim como as ajudas, avais para as emissons da dívida e fundos para o banco mao (SAREB), embora o crédito segue sem fluir às famílias.

O surprendente seria que as entidades financieiras nom registraram ingentes beneficios tendo em conta que os sucessivos Governos espanhóis, primeiro do PSOE e posteriormente do PP, fornecerom desde o ano 2009 mais de 246.000 milhons de euros de cartos públicos à banca, assegurando-se de recuperar tam só 60.000 milhons segundo aponta o FMI.

Enquanto se produzia este festim do capital a conta do dinheiro da classe trabalhadora sucediam-se os cortes em educaçom e sanidade, alem de se preparar o assalto ao sistema de pensons.

No caso concreto da Galiza, a finais de 2013 producia-se a venda das fusionadas caixas de aforros convertidas em Nova Galicia Banco, adquiridas polo Estado espanhol por 9.000 milhons de euros e vendidas ao capital privado a preço de saldo por uns ridículos 1.000 milhons.

Deste jeito perdeu-se a oportunidade de criar, instaurar e consolidar na Galiza umha banca pública ao serviço do povo trabalhador galego que estimulara a economia, outorgara crédito com baixos juros e apoiara o desenvolvimento dos nossos setores produtivos.

NÓS-Unidade Popular está contra esta obscena acumulaçom de capital que ano após ano aumenta os seus beneficios de umha maneira desmedida a custa de alargar a pobreza e miséria da classe trabalhadora, de gerar cada vez mais desigualdades sociais e golpear com maior virulência aos setores mais desfavorecidos.

A nacionalizaçom da banca permitirá recuperar o roubado, solventar as justas reclamaçons das pessoas que ainda nom recuperárom os seus aforros nas preferentes, e evitar seguir especulando com os aforros das galegas e galegos.

Fai-se imprescindível pois a criaçom de umha banca nacional galega que varra com estas práticas e rompa com as suas desigualdades, o qual só poderá ser posível apostando e dando passos firmes face a construçom de um Estado próprio ao serviço do povo trabalhador galego sob as bandeiras do socialismo.

Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 3 de fevereiro de 2014