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Comunicado das FARC-EP anunciando fim do cessar-fogo unilateral

Quinta-feira, 16 Janeiro 2014

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O Secretariado Maior do Estado Central  das FARC-EP emitirom no dia de hoje um posicionamento onde anunciam fim do cessar-fogo unilateral que vinham mantendo de 15 de dezembro de 2013. Eis o comunicado.

Contrasta na atuaçom do governo, quem previa a entrada em vigência do nosso cessar-fogo, umha incessante campanha de extermínio contra unidades guerrilheiras no país. Estruturas do Frente 34 em Murindó, do 53 Frente em Cubarral, do Sexto Frente no Cauca, do 29 Frente em Nariño, do Frente Policarpa  Salavarrieta e a Companhia Darío Bonilla no Meta, entre outras, incluida umha força do ELN no Catatumbo, fôrom objeto de aleives bombardeamentos noturnos, complementados com ametralhamentos e desembarcos de tropas profissionais.

Algumhas destas brutais agressons conseguírom parcialmente os seus objetivos, porém na maioria, embora às dificuldades, os nossos guerrilheiros superárom com êxito a embestida homicida do governo de Juan Manuel Santos.

Começando 16 de dezembro helicópteros artilhados ametralharom até destruir a vivenda do camponês Segundo Pascual Angulo, privado da liberdade um ano atrás, em Corriente Grande, Tumaco. Duas semanas despois a banda terrorista que se fai chamar Comando Específico do Caguán destruiu outra vivenda na vereda Jordán, de Puerto Rico, Caquetá, assassinando três civis que fôrom apresentados como guerrilheiros das FARC.

As operaçons militares incrementarom-se em todos os departamentos do país, ao tempo que o ministro de defesa alentava às forças armadas a avançar no seu plano Espada de Honor 2, produzindo mais e melhores resultados, e em últimas a vitória final sobre o terrorismo em 2014. Também anunciou os objetivos de adquirir 70 veículos blindados e quatro navios, modernizar os helicópteros AH-60 Arpía e aumentar em 15.000 homens o pé de força policial.

Do mesmo modo o Presidente Santos ao incoar 3 de janeiro novos helicópteros e unidades fluviais à Armada Nacional, afirmou contar com as Forças Armadas melhor capacitadas e melhor equipadas da história, as quais continuarám afortalando-se em todos os frentes, repetindo o exprimido na sua saudaçom de ano novo no sentido que, era graças ao seu acionar militar e repressivo que a Colômbia se tinha convertido no país das mil maravilhas.

Nesse país de Jauja que predica o Presidente, organizaçons sociais e populares avaliárom no final de ano o assassinato impune de 26 dirigentes sindicais da CUT e de 25 integrantes da Marcha Patriótica, só em 2013, ramilhete coroado este início de ano com os crimes contra Ever Luis Marín Rolong em Soledad, e Giovany Leyton em San José del Palmar, assim como com a nova montagem da inteligência militar contra o professor Francisco Tolosa, no intuito do afam do regime colombiano de descabeçar umha e outra vez o movimento social de inconformidade e protesto.

Também nesse breve lapso, tribunais e juízes do país anunciárom a vinculaçom de pessoal militar ao processo do crime do humorista Jaime Garzón, ordenárom a detençom de um major da Policía na sua responsabilidade na massacre de Mondoñedo, acusárom a um major do Exército, um sargento e seis soldados um falso positivo em Vistahermosa e condenárom à Naçom a detençom ilegal e arbitrária de dous docentes de Antioquia por elementos da Polícia Nacional. Conheceu-se aliás o assassinato do soldado profissional Edinson Camelo por parte do seu superior hierárquico em Villavicencio, e fôrom sindicados a um oficial da Polícia e um patrulheiro os golpes e assassinato de um jovem detido em Medellín. Som o tipo de factos os que o ex-Presidente Uribe considera que nom devem ser privados da liberdade os que chama heróis da pátria.

O denunciado por crimes de guerra e contra a humanidade, ex-general Fredy Padilla, aspirante ao Senado nas listas apoiadas polo Presidente Santos, tivo a bem confesar o propósito oficial de materializar o fim do fim do conflito com os diálogos de Havana, em aplicaçom da velha lógica lopista de derrotar militarmente à guerrilha antes de obrigá-la à rendiçom na Mesa, estratégia da que se sinte protagonista principal. Isso explica a atitude governamental perante o nosso cessamento o fogo e pom em evidência o que realmente significa a paz para o atual governo.

50 anos de guerra continua provam que o final do conflito e a paz nom poderám atingir-se mediante a repressom e a força bruta do Estado, causas fundamentais da confrontaçom que a alimentam num círculo infinito. Verificamos que cada vez é maior o número de colombianos que se fai consciente a esse respeito e o manifiesta abertamente. Só eles, unidos, organizados e mobilizados poderám conseguir que a oligarquia colombiana e o militarismo se detenham e aceitem examinar e solucionar as verdadeiras razons às que o povo colombiano se rebela.

Este 2014 será um ano definitivo nessa direçom. As FARC-EP seguiremos apostando nas vias do diálogo e a reconciliaçom, sem que isso signifique jamais que recolheremos as nossas bandeiras de soberania, democracia e justiça social para Colômbia. Acreditamos, como Jorge Eliécer Gaitán, na consciência do povo colombiano, e dizemos como ele: seremos superiores à força cruel que fala a sua linguagem de terror através do iluminado aceiro letal.

SECRETARIADO DO ESTADO MAIOR CENTRAL DAS FARC-EP

 Montanhas da Colômbia, 15 de janeiro de 2014