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Editado Abrente 70

Terça-feira, 3 Dezembro 2013

O vozeiro de Primeira Linha correspondente o último trimestre deste ano vem de sair do prelo.

O jornal comunista galego denuncia no seu editorial, intitulado “Intoxicaçom mediática, involuçom de liberdades e repressom policial”, que a “brutal ofensiva do bloco de classes oligárquico espanhol contra o proletariado, o conjunto do povo trabalhador, as mulheres e a Galiza, vai acompanhado por um incremento progressivo da intoxicaçom mediática, de cortes nas liberdades e direitos, do aumento do controlo social e da repressom policial e judicial”.

Na seçom de opiniom, Afonso Mendes Souto, ativista do centro social corunhês Gomes Gaioso, analisa umha década do último acordo ortográfico no artigo “10 anos do último acordo RAG. 10, 100, 1.000 passos atrás”.

O sindicalista da CIG e membro do Comité Central de Primeira Linha, Óscar Peres Vidal, analisa em “Taxa de desempego: realidade ou manipulaçom mediática” o fraudulento cómputo do desemprego realizado polas instituiçons e organismos burgueses, ilustrada com 19 gráficas que contribuem a sua compreensom.

A seçom de livros conta com as sinopses elaboradas por Domingos Antom Garcia Fernandes, Anjo Torres Cortiço e Miguel Cuba. E o site da televisom galega na internet, Irmandade.TV, é o recomendado nesta ocasiom.

Na página de internacional, Antonio Torres, secretário-geral de Andaluzia Comunista, dá aconhecer em “Andaluzia, realidades e potencialidades da luita de um povo” umha realidade negada polo espanholismo.

Finalizando com a reconfiguraçom da diagramaçom do Abrente iniciada no anterior número, estreia-se a nova seçom de opiniom Contracapa Insurgente, publicando o artigo “É necessária umha política radical”, da autoria de Carlos Morais, secretário-geral de Primeira Linha.

Intoxicaçom mediática, involuçom de liberdades e repressom policial

A brutal ofensiva do bloco de classes oligárquico espanhol contra o proletariado, o conjunto do povo trabalhador, as mulheres e a Galiza, vai acompanhado por um incremento progressivo da intoxicaçom mediática, de cortes nas liberdades e direitos, do aumento do controlo social e da repressom policial e judicial.

O regime é plenamente consciente da sua vulnerabilidade, do elevado grau de descrédito da casta política, da perda de apoio da monarquia, da carência de credibilidade do sindicalismo colaboracionista e amarelo e das ONGs que subsídia. Os partidos sistémicos sabem que cada vez som mais numerosos os setores sociais que deixam de acreditar nesta falsa “democracia constitucional”, no gasto modelo imposto no pós-franquismo, derivado do pacto atingido entre o grande capital e os partidos espanhóis da esquerda reformista: PCE e PSOE.

A estabilidade dos primeiros trinta anos de restauraçom bourbónica está questionada polas luitas de libertaçom nacional dos povos oprimidos; pola juventude forçada a emigrar, ao desemprego estrutural antes de integrar-se no mercado laboral ou a sobreviver na casa familiar com contratos precários de jornadas intermináveis remuneradas com salários de miséria; polas mulheres que assistem indignadas à perda das conquistas adquiridas e som relegadas novamente aos roles impostos polo franquismo e o patriarcado mais descarnado; pola classe obreira que observa como vam liquidando umha a umha as condiçons laborais e os direitos sindicais atingidos em décadas de luita; pol@s reformad@s que som condenad@s a pensons de miséria; polas camadas intermédias em processo de proletarizaçom ou semiproletarizaçom.

Espanha é perfeitamente conhecedora do grau de mal-estar e indignaçom popular, é plenamente consciente da paulatina erosom que padece o regime. Mas a oligarquia e os partidos que representam diretamente os seus interesses nem estám dispostos a renunciar aos seus privilégios nem opor-se ao roteiro da Troika e do capitalismo internacional. A burguesia espanhola e a submissa lumpen-burguesia galega, ralentiza a implementaçom dalgumhas medidas em funçom da conjuntura sociopolítica para assim amortecer um estalido social, mas simultaneamente está preparando-se para o cenário da confrontaçom com o povo trabalhador.

Tal como Primeira Linha já tem analisado e denunciado nestas mesmas páginas, o Estado espanhol está a armar-se até os dentes, a preparar as suas forças repressivas para sufocar e repremir sem olhar a meios as luitas obreiras, nacionais e populares. Os orçamentos da Polícia e da Guarda Civil nom deixárom de aumentar no ultimo quinquénio, à medida que cortam em sanidade, educaçom ou pensons, e as reformas permanentes do Código Penal só procuram endurecer as medidas repressivas contra todas aquelas pessoas e grupos organizados que luitamos na rua polos nossos direitos.

O rascunho apresentado por Gallardón pretende impor a prisom permanente revisável, novas medidas de segurança para prolongar o controlo em liberdade ao ponto de poderem ser mais graves que as penas impostas, a substituiçom das faltas por delitos, o incremento das multas administrativas com destaque para a multa por desobediência vinculada à redefiniçom da figura de “atentado à autoridade”, um ainda maior exaustivo controlo da internet, nomeadamente das mensagens que por meio de correio eletrónico, whatsApp e sms “incitarem à alteraçom da ordem pública”.

Criminalizaçom da esquerda independentista galega

As brutal e desproporcionada sentença emitida em setembro contra quatro patriotas galeg@s julgad@s no mês de junho na “Audiência Nacional” sob acusaçom de formarem parte dumha “organizaçom terrorista”, e a criaçom jurídica dumha organizaçom armada, é um salto qualitativo na repressom espanhola contra a luita de libertaçom nacional e social de género do povo galego.

A partir de agora, Espanha e a sua sofisticada engranagem repressiva tem mais facilidades jurídicas para criminalizar todas as compatriotas e organizaçons sociais e políticas que luitamos pola soberania e a independência da Galiza.

A sentença adotada polo tribunal de exceçom espanhol nom foi umha surpresa para @s comunistas galeg@s.

O Estado levava meses preparando o terreno para umha sentença deste calibre. A intoxicaçom mediática contra o independentismo galego na imprensa colaboracionista tinha exponencialmente incrementado e radicalizado o nível de manipulaçom. Jornais, rádios e televisons nom cessam na criminalizaçom da luita por umha Pátria livre empregando as mais abjetas falácias, contribuindo assim para desviar a atençom popular quando a conjuntura o require.

Nada disto é novo. Só que agora se tem dimensionado e endurecido ao ponto de que a “Audiência Nacional” acusa pessoas por portarem fotografias de pres@s polític@s galeg@s.

A militáncia independentista leva décadas a padecer o seguimento e a espionagem policial, sofrendo na rua, nos centros sociais, nos centros de ensino e trabalho, a acossa e a pressom dos cans do império espanhol mediante identificaçons arbitrárias, cacheios, retençons ilegais, padedendo multas governativas e judiciais por exercer a liberdade de expressom. As tentativas de infiltraçom policial som constantes, as pressons sobre o contorno umha realidade inocultável, especialmente agudizada nos últimos meses entre a militáncia mais jovem.

Está claro que Espanha tem adotado a decisom de converter a luita de libertaçom nacional galega num problema policial e judicial. Sabem perfeitamente que a oposiçom popular à multicrise do regime nom vai poder ser controlada pola inofensiva retórica parlamentar, que as ruas serám o principal campo de batalha contra o capitalismo e o imperialismo espanhol.

É pois necessário na sua lógica contrainsurgente esmagar o independentismo socialista, desacreditá-lo e isolá-lo das grandes luitas sociais e populares mediante a sua criminalizaçom. Querem condená-lo ao residualismo, mas nom o lograrám porque as cada vez mais adversas condiçons sociais e materiais do povo trabalhador galego alimentam as causas objetivas que geram o impulso do desenvolvimento da luita por umha Galiza independente, socialista e feminista, e o acionar das forças revolucionárias desenvolvemos a necessária subjetividade e consciência para luitar de forma organizada. Mas a repressom seletiva que aplica Espanha também tem um objetivo mais amplo: extender o pánico e o medo entre as massas, para atemoralizá-las, bloqueá-las, para dissuadi-las de luitar, para evitar a sua auto-organizaçom.

A meados de outubro tivérom lugar em Vigo umhas jornadas sobre “terrorismo”, organizadas pola UFP (Uniom Federal de Polícia) com apoio da UGT, e presididas por Abel Caballero (PSOE), às quais assistiu o Diretor Geral da polícia espanhola. Tanto Ignacio Cosidó como Samuel Juárez, Delegado do Governo espanhol na Galiza, alertárom sobre o “problema da radicalizaçom na Galiza”.

Nom há dúvidas que Espanha empresta enorme atençom e dedica ingentes recursos humanos e materiais a combater o independentismo galego, mas também a controlar o nacionalismo soberanista.

A involuçom política que o PP está aplicando com o apoio do PSOE está a alimentar a eclosom do fascismo que aninha no interior do partido de Feijó e Rajói, mas também adota novas formas e estilos como a UPyD ou Ciutadans.

À medida que se agudiza a luita de classes e avança a necessidade de ligar a defesa do emprego e das pensons, da sanidade e educaçom pública e gratuíta com a recuperaçom da soberania galega conculcada por Espanha e a UE, o Estado vai aprofundar na repressom e criminalizaçom do independentismo.

Sabemos que é umha incómoda companheira de viagem das e dos revolucionários, de todas aquelas que nom se submetem nem calam, por isso temos que conviver com naturalidade com ela.

Direito à rebeliom armada

@s comunistas temos que defender sem complexos nem posiçons timoratas o direito dos povos oprimidos à rebeliom armada contra governos ilegítimos. A Espanha de Rajói, de Rubalcaba, Cayo Lara, Rosa Díaz e Juan Carlos, é um regime opressor construido em base ao genocídio, a exclusom, exploraçom e negaçom da diversidade.

A política do PP está provocando morte polo copago sanitário, polos despejos, polo desemprego, por nom adotar medidas contra o terrorismo machista, pola negaçom a um futuro digno de centenares de milhares de galegas e galegos.

O direito à desobediência popular e mesmo o uso da força com o fim de derrocar governos ilegítimos para os substituir por outros legitímos é umha constante histórica, bem implemetanda polos povos e desenvolvida teoricamente desde Platom até a Carta fundacional das Naçons Unidas (ONU).

A Revoluçom Bolchevique, da qual comemoramos o 96 aniversário, é a melhor expressom da vontade popular por se desfazer da injustiça empregando a violência legítima para evitar que o opressor perpetue a dominaçom. Este é o coerente acionar teórico-prático do marxismo-leninismo a que nom renunciamos.

Hoje a burguesia levanta um manto de silêncio e obscuridade sobre os métodos empregues em 1789 para acabar com o absolutismo e iniciar o processo de destruiçom do Antigo Regime, abalando assim o feudalismo em grandes áreas planetárias. A Declaraçom de Independência dos Estados Unidos de América de 1776 e a posterior Declaraçom dos “Direitos do Homem e do Cidadao” da Revoluçom Francesa reconhecem a legitimidade da autodefesa e o direito à rebeliom.

Nos dias de hoje, nada mudou, de facto, há mais razons que antes para luitarmos contra um governo e um Estado que pretende impor pola força condiçons laborais decimonónicas, reinstaurar o patriarcado em estado puro e destruir os alicerces básicos da Naçom Galega. Um governo que conculca os mais elementares direitos humanos.

Verdadeiros terroristas

Contrariamente ao que o regime e os seus aparelhos de manipulaçom e dominaçom pregoam, os verdadeiros terroristas nom se chamam Antom, Carlos, Eduardo, Maria, Senlheiro, Teto ou Xurxo. Os que provocam dor, sofrimento, miséria, portanto geram terror em amplos segmentos populares, chamam-se Amancio Ortega, Juan Roig Alfonso, Sandra Ortega, Manuel Jove, Villar Mir, Emílio Botín, ou Juan e Carlos March. A esta seleçom de oligarcas há que somar os seus lacaios nas instituiçons estatais.

Eles, donos de obscenas fortunas a custa da miséria das maiorias, som os inimigos do povo trabalhador e da Galiza. Eles som os que devem ser condenados e criminalizados.

Unidade de açom

Perante o incremento e endurecimento da represom contra a esquerda independentista e soberanista galega, contra os movimentos populares, som necessárias respostas unitárias. Nós temos como sempre assim figemos, plena disposiçom para fazer frente e de forma unitária à repressom espanhola.