Abrente

Ediçons digitais da publicaçom trimestral do nosso partido

Documentaçom

Textos e outros documentos políticos e informativos de interesse

Ligaçons

Sites recomendados de ámbito nacional e internacional

Opiniom

Artigos assinados sobre temas de actualidade galega e internacional

Video

Documentos audiovisuais disponíveis no nosso portal

Home » Opiniom

Síria, nom somos neutrais frente o o terrorismo ianque

Quarta-feira, 28 Agosto 2013

Carlos Morais

Semelha iminente um salto qualitativo na escalada imperialista contra a Síria. Mas o anunciado ataque dos Estados Unidos e de outras potências leva preparando-se há muito tempo.

A Síria padece de há mais de dous anos umha agressom militar, promovida basicamente polos Estados Unidos, a França, o Reino Unido, Israel e os estados lacaios da área, com destaque para a Turquia de Erdogan e as monarquias feudais do Golfo Pérsico.

A novidade é umha intervençom aberta, direta e anunciada pola TV, empregando idêntico livrete usado com sucesso contra a Jugoslávia em 1999, o Iraque em 2003, ou mais recentemente em 2011 contra a Líbia.

Novamente, fabricando umha gigantestca mentira que justifique a intervençom militar, saltando-se a “legalidade internacional” da ONU, pretende destruir, ou polo menos debilitar o governo de Bashar al-Assad, num momento no que Damasco recuperou a iniciativa militar e está avançando sobre o terreno perdido frente o conglomerado de forças terroristas que procuram destruir a sua soberania nacional, para apoderar-se dos seus recursos naturais e impor na área um governo submisso os interesses do capitalismo ocidental.

Nada do que está acontecendo é umha surpresa. Forma parte da lógica do militarismo ocidental, agudizada pola profunda crise estrutural que padece o capitalismo.

Em março de 2007, o general ianque Wesley Clark, revelou numha entrevista televisada, que uns anos antes -em pleno bombardeamento do Afeganistám-, foi informado por outro criminoso de guerra que iniciariam um ataque contra o Iraque e que em 5 anos anos iam atacar 7 países. “Depois seguiremos com a Siria, o Líbano, a Libia, o Sudám, a Somália e finalizaremos com o Irám”. Boa parte deste diabólico plano já se implementou.

Armas de destruiçom maciça e armas químicas

O pretexto empregado para destruir o Iraque na segunda guerra do Golfo foi umha falsidade monumental inventada por parte das potências ocidentais, e difundida polos seus meios de desinformaçom. Se em 2003 Saddam Hussein possuia armas de destruiçom maciça, agora o governo de Damasco emprega armamento químico contra a a populaçom civil.

A comprovada mentira construida pola administraçom Bush há dez anos, é idêntica à fabricada e divulgada agora por Obama, David Cameron e François Hollande e os seus meios de manipulaçom de massas.

Daquelas era a CNN quem cumpria um papel central na montagem, hoje som Al Arabiya ou Sky News. A manipulaçom chega ao extremo que Aljazeera e Reuters já anunciárom o “massacre” um dia antes de teoricamente ter-se produzido o falso ataque com gás sarim em Ghouta, nos arrabaldos de Damasco.

Resulta completamente inverosímil que o governo da Síria, após já solicitar no mês de março, e permitir a entrada no seu país de umha delegaçom da ONU para investigar o uso de armamento químico que negam ter usado, realize um ataque químico a poucos quilómetros dos inspetores internacionais. Salvo o suicídio político de Bachar Al Assad nom tem lógica algumha este disparatado cenário fabricado para justificar o ataque.

Todo indica que as imagens de crianças supostamente gaseadas som umha recriaçom similar ao cormorám da CNN agonizando por petróleo em 1991, ou a falsa toma da Praça Verde de Trípoli em agosto de 2011, meses antes da queda de Gaddafi, difundidas polas cadeas de TV propriedade de Arábia Saudita e Qatar.

Estamos pois perante outra imensa manipulaçom e engano da opiniom pública mundial, em base a falsos argumentos éticos da defesa da vida por parte dos que só promovem a morte e o terror, para assim justificar a destruiçom de um Estado soberano que nom se submete aos parámetros da geopolítica imperialista.

As mesmas potências que fornecérom às forças mercenárias de armamento químico, as mesmas potências que ocultárom o seu uso polos terroristas de Al-Qaeda, as mesmas que nom duvidárom em usar trioxin e agente laranja no Vietnam ou uránio enriquecido no Iraque, que usam fósforo branco contra a Palestina, som as que agora obscenamente fabricam esta enorme falácia para apoderar-se da República Árabe Síria seguindo o guiom que o ex-comandante em chefe da NATO revelou em 2007.

A própria ONU tem mais que simples indícios sobre a utilizaçom deste armamento por parte das mal chamadas forças “rebeldes sírias”.

Segundo divulgou um jornal tam “confiável” como “El Pais”, as investigaçons concluírom que fôrom fornecidos polos Estados Unidos para assim justificar umha intervençom a grande escala. “Os nossos investigadores tenhem estado em países vizinhos [Síria], entrevistando a vítimas, médicos e em hospitais de campanha e, segundo os seus informes da semana passada, que eu vim, há fortes e concretas suspeitas, embora ainda nom som provas irrefutáveis, do uso de gás sarim, polo modo no que as vítimas tiverom que ser tratadas”, afirmou a um canal suiço de televisom a jurista Carla del Ponte, fiscal nos tribunais penais inernacionais da Jugoslávia e Ruanda.

Esta alta funcionária acrescentou que o armamento químico foi usado “por parte da oposiçom, os rebeldes, e nom por parte das autoridades governamentais”, em clara referência ao ataque realizado 19 de março deste ano em Alepo, quando um míssil carregado com umha “substáncia nom identificada” provocou sintomas de asfixia entre os mais de 100 feridos.

Naquela altura o imperialismo acusou inicialmente a Damasco para de seguido impor um manto de silêncio sobre o caso, mas que justificou a instalaçom de mísseis Patriot na fronteira turca, os mesmos que agora também están na Jordánia.

http://internacional.elpais.com/internacional/2013/05/06/actualidad/1367832766_311214.html

Os povos do mundo nom podemos ficar impassíveis

Nom somos neutrais perante o iminente ataque norteamericano, com apoio británico e francês, empregando bases na Turquia e na Grécia.

A denominada “guerra civil síria” é na atualidade umha agressom imperialista empregando forças mercenárias e yihadistas, armadas e financiadas por países onde os direitos humanos nem existem na constituiçom porque simplesmente carecem de legislaçom, como a Arábia Saudita, umha monarquia absolutista, a quinta privada do clam Al Saud.

A esquerda revolucionária, o movimento popular galego, nom pode agir com cínica imparcialidade, metendo no mesmo saco ao governo de Damasco e as potências que o querem destruir empregando os brutais métodos do colonialismo.

O povo, os povos da Síria, som os que devem decidir o seu destino, o seu futuro, o seu modelo de estado e vertebraçom territorial, exercendo o direito de autodeterminaçom, sem ingerências externas, e muitos menos, sem padecer a “democracia” dos tomahawks, dos F-16 e dos drones, que pretende impor novamente o prémio nobel da Paz.

A brutal guerra que padece a Síria é um passo mais na estratégia do militarismo ianque e sionista de aniquilar os estados soberanos da área.

@s comunistas galeg@s condenamos esta agressom e manifestamos o nosso apoio à Síria que resiste, à Síria que nom se submete à falsa democracia de mister Obama, e apelamos a evitar esta nova infámia genocida.

Galiza, 28 de agosto de 2013