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Estado espanhol continua a se preparar para sufocar o levantamento popular

Quinta-feira, 1 Agosto 2013

A esquerda independentista galega leva tempo denunciando que Espanha está a rearmar e a sofisticar os meios das suas forças policiais.

Quando um Estado inviste ingentes quantidades em material repressivo, em modernizaçom das suas forças repressivas, é porque considera que vai ter que empregá-lo, ou que polo menos há indícios elevados da necessidade do seu uso.

Perante a multicrise que padece o regime, agravada nos últimos meses pola corrupçom generalizada que salpica o governo de Mariano Rajói, a cúpula empresarial, a Casa Real e praticamente o conjunto das instituiçons espanholas, a saída policial segue sendo um dos cenários plausíveis para esmagar o incremento e a radicalizaçom das luitas obreiras, populares e de libertaçom nacional.

Burguesia arma-se até os dentes

Se já em dezembro de 2011 foi a Guarda Civil quem anunciou a maior compra de material “antimotim” da sua história, nos orçamentos deste ano foi a polícia espanhola quem incrementou em 1.780% o gasto nas unidades especializadas em reprimir os protestos e reivindicaçons do povo trabalhador.

A “Polícia Nacional” passou de destinar 173.670€ a 3.26 milhons, multiplicando quase 19 vezes o orçamento que vinha dedicando diretamente à repressom.

Paralelamente, tanto no segundo governo de Zapatero como no atual governo de Mariano Rajói, o Estado espanhol realiza constantes reformas do Código Penal com o intuito de criminalizar direitos democrátivos elementares como a liberdade de expressom e de mobilizaçom.

Mais 6 milhons de euros para coletes à prova de bala

Há uns dias o máximo responsável da polícia espanhola anunciou que este corpo vai destinar 6 milhons de euros à compra de coletes à prova de bala. Segundo o Diretor Geral da Polícia Nacional, Ignacio Cosidó, para 2015 teriam sido distribuídas 21.126 unidades pois “entendemos que os polícias nom podem emprestar um serviço eficaz se eles nom se sentirem protegidos e seguros”, afirmou na apresentaçom dos coletes.

Segundo dados do CNP, o novo equipamento entregará-se em três fases. Na primeira, durante o ano 2013, teriam sido distribuídas 7.926 unidades, entre os agentes que patrulham as ruas, pois segundo Cosidó a “possibilidade de que um agente ache um individo perigoso é certa e real”.

Na segunda fase, serám entregues 6.000 unidades mais em 2014, e outra quantidade similar em 2015, finalizando a terceira fase.

O colete que se leva por baixo do uniforme policial está conformado por um conjunto de láminas fabricadas com fibras sintéticas resistentes o calor, ao frio e à água, e mantenhem intatas as suas propriedades entre os 100 graus e os 30 abaixo de zero. Também som resistentes ao fogo e nom se carbonizam antes dos 200 graus. Em funçom do tamanho, pesam entre 1,3 e 1,7 quilos e duram aproximadamente dez anos.

Cámaras nos capacetes

Outra das medidas anunciadas polo CNP é a instalaçom de cámaras nos capacetes policiais. A medida anunciada inicialmente para utilizar exclusivamente nos estadios de futebol, será rapidamente extensível às unidades especializadas na repressom popular, aos corpos da UIP (Unidade de Intervençom Policial).

Os denominados capacetes táticos com cámara integrada permitirám gravar em tempo real as mobilizaçons e luitas populares para facilitar a identificaçom de manifestantes, complementando assim o cada vez mais normalizado uso de vídeocámaras por parte da policía.

RFEF colabora com a polícia

A Real Federaçom Espanhola de Futebol colabora diretamente com as forças repressivas no reforçamento do Estado policial.  A RFEF entregou a meados do mês de julho 18 capacetes ao CNP.