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Novo ano, novas luitas. As mesmas bandeiras. Saudaçom de Néstor Kohan neste 25J

Sexta-feira, 26 Julho 2013

Néstor Kohan

O militante revolucionário e inteletual marxista argentino encaminhou umha fermosa saudaçom ao povo galego polo Dia da Pátria. A suspensom da manifestaçom da esquerda independentista pola tragédia de Angrois impossibilitou a sua difusom no ato político de NÓS-UP.

Aos nossos irmaos/irmás e companheiros/as da Galiza rebelde e combativa

Queridos/as companheiros/as:

Novo ano, novas luitas. As mesmas bandeiras.

De longe, vejo-vos firmes, teimosos, porfiados e aferrados a certezas de fogo. Por fim! Parece que já passou o pós-modernismo, esse pensamento light, descafeínado, timorato e pusilánime, essa moda frívola e banal do homem medíocre, do animal conformista, da moral flácida que sempre acompanha a contabilidade forte e a paixom polo bolso e o dinheiro.

Tenho conhecimento, escuito, leio, comentam-me que vós contiuades com as vossas demandas contra vento e maré.

Parece que nom cansades. Por fim! Já é hora de retomar as conviçons fortes. Animar-se a abraçar umha causa para toda a vida, nom para um fim de semana. Já é tempo de deixar de nadar com a onda do momento e se acomodar a “o que convém e vende” ou “tem boa imagem”, segundo a política oportunista convertida em marketing eleitoral.

Vós continuades na luita, segundo parece, contra um Estado espanhol que desborda corrupçom, cinismo e dupla moral por todos os poros, da cabeça aos pés. Um Estado espanhol submisso e obediente ao grande amo da humanidade, ao polícia mundial, à pátria de Homer Simpson, o hambúrguer com gosto a chicle e os transtornados que descarregam as suas metralhadoras nas escolas primárias assassinando todo mundo.

Um Estado espanhol que, pretendendo humilhar Evo Morales e os indígenas da nossa América, ou berrando a Hugo Chávez “porque nom calas?”, na realidade humilha-se perante o dólar sujo e nojento. Que obtém em troca? Desemprego, crise económica aguda e repressom. Bem-vinda Espanha ao Terceiro Mundo! Vaidosos e petulantes, o monarca, o PP e o PSOE achavam-se parte da nata extraordinária, modernosa e chique do primeiro mundo, desprezando-nos a nós em forma racista como “sudacas”, mas na realidade, quer queiram quer nom, continuam a ser herdeiros do atraso e a podrémia reciclada do franquismo. Ponham-se o perfume que se pugerem. Por trás da soberba altaneira e dessa ilusom banal, comprada no shopping do Bundesbank, continua a palpitar a velha teia de aranha primitiva do franquismo, nom só autoritária, mas também medíocre e de baixa categoria.

Lembrando com emoçom, orgulho e honra, a insurgência comunista e libertária que combateu nos anos 30 contra Francisco Franco, desprezamos profundamente este Estado espanhol sócio da NATO, racista, autoritário, neoliberal e baluarte do neocolonialismo contemporáneo.

E vós, queridos irmaos e irmás da Galiza rebelde e combativa, continuades aí, como os bascos, cataláns e andaluzes. Luitando. Perseverando. Desobedecendo. Umha nova geraçom retoma as velhas e queridas bandeiras insurgentes que pareciam esquecidas. Nom todo está perdido.

Nom afrouxedes, por favor, continuai a luitar que no fim vamos ganhar, a ambas margens do Oceano Atlántico e em todo mundo.

Um abraço solidário do sul da nossa América, esse “escuro recanto do mundo” como gostam de dizer os generais do Pentágono, com imenso agradecimento a todos os galegos combatentes do nosso país como o galego Fernández Palmeiro, Antonio Soto e tantos outros que levamos no nosso coraçom.

Néstor Kohan

Buenos Aires, 23 de julho de 2013