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O papel velho pom-se a cantar

Sábado, 20 Julho 2013

Ramiro Vidal Alvarinho

Os livros de contabilidade e as declaraçons da renda nom contenhem toda a informaçom. O mais inconfessável está na literatura informal e noutros vestígios materiais aparentemente intranscendentes (caso das fotos de Feijó no iate de Marcial Dorado), mas que contextualizados contenhem umha parte oculta do relato. Porque dizia Alberto Nunes Feijó, referindo-se a cada vez mais baixa credibilidade do governo espanhol, que “a este governo lhe falta relato”.

Pois o certo é que ao governo espanhol, à Junta, ao aparelho do Partido Popular…relato nom lhes falta. Tenhem um largo relato entre o absurdo e o mais puro negro.

Nos “papéis de Bárcenas” aparecem referências à Galiza e a dirigentes galegos, mas no último episódio servido polos grandes grupos mediáticos, aparece o nome de três empresas beneficiárias de contrato público, relacionadas com doaçons à sede madrilena do PP e à campanha eleitoral do impolutohonrado Manuel Fraga (assim o recorda a lenda, ainda que com o que se passava dentro e à volta do partido que ele fundou a lógica nom para de se revoltar contra esse mito).

Com efeito, aos inestimáveis contributos do narcotráfico galego, há que somar três potentes construtoras que contratavam naquela altura obra pública com a Junta, e que figuram nas anotaçons oficiosas do hoje preso ex-tesoureiro do PP: concretamente ACS, OHL e FCC que, segundo cospe o impúdico papel, contribuírom com grandes quantias para a campanha de Fraga para as eleiçons autonómicas de 2005.

OHL achegou à campanha de Fraga 300.000 euros, ACS 30.000, ainda que inicialmente se comprometesse a um milhom. No que di respeito a FCC, naquela altura punha à caixa do PP 50.000 euros ao mês, mais 12.000 por mês como ajuda à campanha eleitoral galega. Naturalmente cuidárom-se de passar estes movimentos de dinheiro à contabilidade oficial como “doaçons anónimas”, já que tal como avisava o próprio Bárcenas nos apontamentos, estes contributos eram ilegais. As empresas que se benefíciam de contrato público nom podem doar dinheiro a partidos políticos.

Tráfico de influências em troca de ajudas em forma de achegas económicas, a história de sempre. Suculentos prémios para os “conseguidores”. Envelopes de cor castanha com feixes de notas dentro. Claro que, descoberta a batota, ninguém sabia nada. Luis Bárcenas agia pola sua conta e os que estám acima, nom sabiam nada. Mas a queda em desgraça de Luis Bárcenas é um sacrifício à desesperada, agora que chovem provas incriminatórias. Passa de ser arroupado polo aparelho do partido a ser o maldito: o problema é que Luis Bárcenas, sabendo-se sacrificado, opta por confessar todo para “morrer matando”.

PPdeG, ninhada de mafiosos

Apesar do silêncio de Alberto Nunes Feijó, cada vez aparece mais diáfano o traçado dos tentáculos das tramas de financiamento ilegal do PP estendendo-se cara a Galiza. De facto, Galiza, além de ser um cabaço de votos para o PP a nível estatal, também era um ponto de captaçom de dinheiro. Nunes Feijó, como mínimo, forjou a sua carreira política ao calor do dinheiro do narcotráfico galego. Isto é algo já cada vez mais evidente. Que nom apareçam os contratos da empresa de Marcial Dorado com o SERGAS só pode dever-se a umha tentativa de volatilizar vestígios de um vínculo que se pode converter num torpedo à linha de flutuaçom desse navio da glória em que Feijó navegava até agora, sem que aparentemente ninguém o pudesse mandar fora dele. Por seu turno, cai o mito do Fraga “honrado a carta caval”, ainda que @s habitantes de Cambados, Vila Garcia, Ribadúmia, e outras povoaçons da Ria de Arousa conheçam perfeitamente da estreita relaçom do “Leom de Vilalva” com o capo de capos, “Terito”, pai de Marcial Dorado.

Rebeliom popular

Apenas a rebeliom popular pode dar umha resposta definitiva ao partido dos lobbies mais ultras da oligarquia espanhola. Nom o relevo eleitoral, nom formalismos da política institucional tais como a moçom de censura, mas a rebeliom pola ruptura democrática, ruptura que nom se produziria sem o julgamento e condena de todos os elementos empoleirados ao PP e ao aparelho do estado que som herdeiros e cúmplices históricos do fascismo, que roubam à classe trabalhadora, e que no caso da Galiza som os artífices da destruiçom dos nossos setores produtivos e da venda a preço de saldo dos nossos recursos naturais, a destruiçom do nosso meio e dos nossos sinais de identidade.

Na Galiza, essa rebeliom popular tem que ter como horizonte inegociável a soberania nacional, já que é a falta de poderes e instituiçons próprias o que empece darmos respostas acaídas aos nossos problemas. Nada se pode esperar do projeto nacional espanhol, já que para esse projeto nacional é um objetivo claro a nossa desapariçom como povo. Como dixo no seu dia a nossa porta-voz Rebeca Bravo, “Algum dia, a Galiza soberana julgará e condenará Feijó por traiçom ao Povo e à Pátria”.