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Abrente 69 na rua com mudanças no desenho

Quarta-feira, 17 Julho 2013

O número correspondente o terceiro trimestre de 2013 já foi editado. Nesta ocasiom o vozeiro de Primeira Linha apresenta umha série de mudanças na diagramaçom que melhoram a sua apresentaçom e leitura.

Nesta terceira jeira do Abrente a editorial analisa a tentativa do PP de impor na Galiza a dialética política que caraterizou durante décadas a situaçom basca. Igualmente denúncia a campanha de criminalizaçom e intoxicaçom do independentismo e do nacionalismo por parte do Delegado do Governo espanhol na Galiza. Saúda a constituiçom de Galiza pola Soberania (GPS) e analisa a política sistemática de destruiçom do nosso tecido produtivo polo “governinho vendepátrias” de Feijó.

Em “Sete razons do assalto das multinacionais mineiras ao subsolo e solo da Galiza”, Luzia Leirós Comesanha, denúncia o Plano Setorial de Atividades Extrativas (PSAEG).

Xesus Domínguez, porta-voz da Plataforma de afetados polas preferentes e subordinadas na comarca de Compostela-, denúncia o roubo a que fôrom e seguem sendo submetidas dezenas de milhares de pessoas polas caixas de aforro e os bancos em “Participaçons preferentes e obrigaçons subordinadas: Da fraude bancária ao espólio por decreto”.

O Secretário-geral de Primeira Linha, Carlos Morais, debulha alguns dos debates internos do MLNG respeito a política de alianças em “Dúvidas e incógnitas sem resposta sobre a unidade soberanista”.
Finalmente na seçom de internacional é divulgada a Declaraçom Política do Comité Central do Partido Comunista Brasileiro respeito os protestos que sacudem esse País.

Rebeliom obreira e popular

A tentativa de impor na Galiza a dialética política que durante décadas definiu a situaçom basca é umha manobra desesperada do PP para desviar a atençom da grave situaçom que atravessa a Galiza e as suas maiorias sociais.

O governo vendepátrias de Feijó, genuflexo às diretrizes económicas de Madrid e Bruxelas, carente de qualquer projeto para além de acelerar a aniquilaçom do País, é responsável direto pola destruiçom dos setores produtivos, polas elevadíssimas taxas de desemprego, precariedade laboral, salários de miséria, da emigraçom maciça de dezenas de milhares de compatriotas -basicamente juventude com formaçom técnica e académica-, num êxodo que empobrece ainda mais a naçom, do desmantelamento da sanidade e educaçom pública, do roubo das preferentes, do empobrecimento de amplos setores populares e intermédios, da entrega do nosso solo e subsolo à depredaçom das multinacionais, em definitiva, é responsável por umha estratégia que visa impor a inviabilidade do nosso projeto nacional.

O PP, com apoio explícito do PSOE nalguns temas e implícito em todos, age sem piedade de simples coveiros da Naçom Galega. Som agentes da espanholizaçom dumha Pátria que resiste a deixar-se assimilar após mais de 500 anos de opressom e dominaçom.

Destruiçom e absorçom de empresas

A estratégia espanhola e da Troika está aniquilando umha a umha, setor por setor, as empresas mais emblemáticas do nosso tecido produtivo. Primeiro foi a absorçom de Fenosa por Gás Natural, de R pola luxemburguesa CVC Capital Partners, San Luís pola francesa Darty ou de Gándara Censa pola chinesa Citic Group. Depois, a liquidaçom das caixas de aforros e a compra do Banco Pastor polo Banco Popular, do Gallego polo Banco Sabadell, do Banco Etchevarría polo venezuelano Banesco. Agora a grave situaçom que atravessa Pescanova depois do espólio a que estivo submetida por Fernández de Sousa, as ameças da UE sobre o setor naval do sul do País, a perda de zonas de pesca, as reconversons encobertas no setor têxtil, no conserveiro. Em definitivo, a descapitalizaçom e o desmantelamento industrial da Galiza. A lógica colonial dos Reis Católicos continua intacta, tam só muda as formas e os estilos.

Estamos perante um precipício. Eis o resultado dos governos do PP e da carência de Estado próprio.

Perante este dantesco cenário que a lumpemburguesia autótone pretende impor à classe obreira, à juventude, às mulheres e às camadas populares, seguindo a dantesca folha de rota de Espanha e da UE, nom fica mais margem que resistir, luitar, organizar-se, para preparar a rebeliom popular que permita umha ruptura democrática da que emane um processo constituinte galego face a instauraçom de umha República Galega independente e soberana. Nom há pois outra alternativa que evite superar o ponto de nom retorno.

MLNG já apresentou um programa provisório para contribuir a este objetivo. PTRP (Prgrama Tático para a Rebeliom Popular) de NÓS-UP é um documento de mínimos com 502 medidas concretas para esse governo obreiro e popular, patriótico e feminista de transiçom.

O autonomismo fracassou estrepitosamente. Quem abraçou durante anos essa estratégia finalmente reconhece o esgotamento da mesma, deslocando-se e aproximando-se os parámetros da esquerda independentista e socialista.

Só umha Galiza soberana poderá resolver os principais problemas que padecemos como povo e como classe. Só umha Galiza soberana poderá recuperar plenamente a nossa língua, só umha Galiza independente normalizará a nossa cultura, garantizará a viabilidade do projeto nacional galego.

A Pátria dotou-se de um novo GPS

A recente constituiçom de umha iniciativa suprapartidária, plural e abrangente que visa acumular forças sociais e políticas em prol da soberania nacional da Galiza, é um passo mui importante no processo de unidade de açom entre o nacionalismo e a esquerda independentista.

A iniciativa Galiza pola Soberania (GPS) -constituída a 6 de julho em Compostela- é um facto histórico, pois é a primeira vez que nasce um espaço de confluência tam amplo com um projeto tam bem definido, superando parcialmente os timoratismos e complexos que tanto dano tenhem feito nas últimas décadas à luita de libertaçom nacional e social de género. Umha plataforma para a divulgaçom política e ideológica, para a mobilizaçom social, para ganhar a hegemonia entre o nosso povo, situando no centro de gravidade das tarefas do movimento obreiro e popular a soberania como chave para poder derrotar os letais planos da burguesia e do imperialismo.

Primeira Linha saúda a GPS e deseja-lhe enormes êxitos.

PP aposta pola intoxicaçom e a criminalizaçom da Galiza

Perante este cenário, que era tam difícil de traçar como algo viável a curto prazo no Dia da Pátria do ano passado, o espanholismo age com nervosismo.

Recorre ao manual contrainsurgente, querendo transformar em mera “questom policial” as legítimas e justas demandas sociais e políticas do povo trabalhador movimentado nas ruas a reclamar emprego, serviços sociais gratuitos e de qualidade, e defendendo o futuro deste país.

O vice-rei do governo espanhol na Galiza, Samuel Juárez, é um sinistro e medíocre personagem alheio à Galiza, aderido às posiçons da extrema-direita espanholista, com umha intensa implicaçom nos governos mais daninhos de Fraga e posteriormente de Feijó.

O atual Delegado do Governo espanhol na Galiza está agindo como o que realmente é: representante direto dos interesses da metrópole, e portanto inimigo acérrimo do todo aquilo que se identifique com a Galiza e as suas maiorias sociais.

Juárez emprega as forças de ocupaçom para reprimir com contundência as reivindicaçons populares, para espiar sem contemplaçons o independentismo, mas também o nacionalismo, para elaborar informes maquilhados e falsos, inçados dos piores tópicos xenófobos de um império decadente que pretende perpetuar-se a conta de aniquilar a Galiza.

Deste jeito a estratégia do PP pretende impor na agenda da Galiza problemas fitícios, construir cenários artificiais, mediante a intoxicaçom mediática e a criminalizaçom policial das forças políticas e organizaçons sociais situadas no campo da esquerda nacionalista e independentista.

Audiência Nacional” julga a Galiza

O recente julgamento em Madrid contra quatro patriotas por um tribunal de exceçom espanhol está a ser empregado para implementar umha dialética que hoje nom existe no País, seguindo umha lógica preventiva. Nesta ocasiom, no alvo nom só está o independentismo, pois basicamente procura curtocircutar o ainda contraditório e quebradiço deslocamento face posiçons coerentes no plano nacional e social do nacionalismo representado polo BNG.

Juárez, Feijó, Guarda Civil, polícia, imprensa e aparelho judicial espanhol, tenhem umha estratégia perfeitamente desenhada e coordenada que só procura evitar a consolidaçom de um amplo espaço sociopolítico soberanista de esquerda e antipatriarcal. Sabem perfeitamente que, à medida que se avance no desenvolvimento da estratégia rupturista de libertaçom nacional, na medida em que as teses soberanistas recuperem o terreno perdido e avancem no seio das luitas em ascenso, penetrem nos movimentos sociais, retrocederá o discurso vazio e falso dumha esquerda pseuradical cujo único capital é o frágil e curto percurso da liderança carismática que tam bem alimenta o discurso do PP.

Nom se pode ceder às pressons do PP, nom se pode deixar chantagear polas ameaças da “brunete mediática”, das declaraçons fascistas de Feijó e Juárez. É hora de firmeza, de coerência, de defender a legitimidade da luita de libertaçom nacional, a alternativa independentista, a multiplicidade de formas que adota o combate contra o inimigo.

A “Audiência Nacional” espanhola, seguindo a tradiçom do TOP franquista, realizou um julgamento farsa, onde se vulnerárom os direitos mais elementares de Antom, Eduardo, Maria e Teto. Um julgamento político, a pres@s polític@s galeg@s, no qual a sentença já estava escrita de antemao e que, com toda a probabilidade, será demolidora para estes patriotas e procurará sentar umha doutrina que pretenda ilegalizaçons que facilitem cortar a expansom da alternativa independentista.

Fracassarám se o conjunto das forças, entidades e ativistas sociais que nos dias de hoje nos identificamos com a iniciativa e o projeto de GPS, agimos em chaves políticas, procurando acordos, mantendo a velocidade adequada que permita gorar a estratégia fascista do PP e dos seus aliados. Nom som pois momentos nem de acelerar nem de frear. Temos que dar umha resposta adequada com visom estratégica.

Terceira jeira do Abrente

Após 17 anos de ediçom regular, este novo número do Abrente, que atinge o emblemático e sugerente número 69, apresenta-se com umha série de modificaçons no desenho seguindo a lógica da “modernizaçom”. Abrente continua a ser o mesmo jornal comunista de debate e formaçom ideológica para promover a Independência Nacional e a Revoluçom Socialista Galega que se mantém no cabeçalho, mas agora incorporando um conjunto de mudanças que achamos melhoram a sua apresentaçom e leitura.

A equipa editorial do Abrente é consciente de sermos a única publicaçom marxista-leninista que, de forma estável, se edita na Galiza. Por este motivo, desde que se distribuírom os primeiros exemplares 25 de julho de 1996 até hoje, temos tentando adaptar-nos às tendências e mudanças de diagramaçom dos meios de comunicaçom impressos.

Quando a rede desloca os meios tradicionais em papel, é necessário realizar mudanças permanentes que fagam mais atrativo este formato, cuja funçom deve ser complementada com o digital.

Aguardamos, pois, que este novo desenho seja do vosso agrado. Boa leitura!

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