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Condenarmos o terror

Terça-feira, 2 Julho 2013

Ramiro Vidal Alvarinho

Por se houver dúvidas, eu condeno o terrorismo. Condeno a violência brutal e indiscriminada, que tem como única finalidade atemorizar coletivos e populaçons. Manifesto a minha condena ao terrorismo para que ninguém hesite sobre os meus posicionamentos acerca da violência. A violência terrorista produz-me rechaço mesmo físico.

Condeno a violência terrorista e ao mesmo tempo nom condeno o direito dos povos e da nossa classe a resistir e revoltar-se. Contradiçom? Nengumha. O que nom vou fazer é cometer o erro que cometeu parte do nacionalismo galego nos últimos anos. Pronunciar-me ao ditado dos inimigos do povo e aparecer de maos dadas com eles em manifestaçons de massas “contra os violentos”.

Eu sou inequivocamente partidário da paz entre os povos, do entendimento, da coexistência em pluralidade, mas de maneira nengumha sou partidário da Pax sistémica do pensamento único, do silêncio submisso.

Condeno o terror do poderoso contra contra os povos e contra a classe trabalhadora, por mais sinal. Condeno a violência armada genocida dos esquadrons da morte no Brasil, dos paramilitares no Paraguai ou na Colômbia, do exército israelita nos teritórios ocupados. Condeno a violência dos grupos armados unionistas na Irlanda do Norte. Condeno a violência do aparelho repressivo espanhol, que legisla para instituir a perseguiçom inquisitorial contra a dissidência, o terror exercido nas esquadras da polícia e da Guardia Civil e nos cárceres. Condeno a repressom encarniçada a manifestantes na Grécia, em Portugal ou cá mesmo na Galiza. Condeno as guerras imperialistas.

Condeno a violência exercida pola cúpula da igreja católica, a sua colaboraçom na repressom em ditaduras fascistas como a de Franco, a de Pinochet ou a de Videla, e o seu terrorismo sexual em forma de repressom e manipulaçom: ataques à diversidade sexual, aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres ou pederastia; todo realmente encaminhado ao mesmo, ao sequestro sexual das sociedades.

Eu condeno isso todo, nom condeno a quem decide apanhar as armas para romper de vez umha situaçom opressiva. Como um comunista poderia condenar isso? E, como eu condeno isso todo, jamais poderia assinar um comunicado de condena à violência nem em termos genéricos nem referido a nengum ato pontual “contra o terrorismo” com as forças políticas do sistema. Porque essas forças políticas ou bem calam perante todos esses factos, ou diretamente os justificam.

Escrevo isto a conto de que de novo o Partido Popular vai andar “tomando-lhe a liçom” ao resto das forças polas corporaçons municipais adiante. E, quem nom responda satisfatoriamente, estará a pôr-se no alvo. A decisom valente seria o nom redondo e sem paliativos à moçom que a formaçom conservadora pretende registrar em todas as Cámaras municipais, claro que na política institucional as lógicas às vezes nom som as que nos imporia o rigor da visom crítica. A palavra de ordem agora é “desmascarar amigos do terrorismo”. Ainda que a mim nom me vai perguntar ninguém, fique claro que eu condeno o terrorismo.