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NÓS-UP e BRIGA difundem manifestos para este 8 de março

Quinta-feira, 7 Março 2013

As comunistas galegas organizadas em Primeira Linha chamamos a participar na mobilizaçom nacional unitária. convocada por diferentes entidades com motivo do Dia da Mulher Trabalhadora, e nas convocatórias locais. A manifestaçom será o sábado 9 de março e partirá da estaçom de comboios de Compostela às 12:30hs.

A continuaçom disponibilizamos os manifestos difundidos por NÓS-UP e BRIGA para este 8 de março.

8 de março, dia da mulher trabalhadora:

As feministas temos muito que dizer.

Por segundo ano consecutivo saimos às ruas da capital da Galiza em manifestaçom unitária numha data tam significativa para as feministas como o 8 de março.

Hoje é um dia para lembrar todas as mulheres que ao longo da história sofrerom as consequências do sistema patriarcal: as silenciadas, as oprimidas, as maltratadas, as torturadas e as assassinadas. Representa também umha jornada de reivindicaçom para denunciar um governo cujas selvagens políticas neoliberais convertem-no em cúmplice e responsável direto das variadas formas que adopta o terrorismo machista que suportamos a diário.

O certo é que o cenário nom dista muito da convocatória do ano 2012; mais cortes, mais restriçons e mais precariedade para as mulheres trabalhadoras galegas, som apenas três exemplos da multitude de acontecimentos que se produzirom nos últimos doze meses e que estám derivando numha situaçom extrema que as feministas já temos denunciado em inumeráveis ocassons, mas que nom por isso deixaremos de repetir.

A matéria de igualdade continua a ser umha tarefa pendente nas agendas das instituiçons, e obviamente nom é por acaso. As supostas políticas de igualdade, de por si insuficientes, já tenhem demonstrado nos últimos anos que nom suponhem nengum avanço formal nem facilitam alternativas que podam levar a umha mudança real de cara à adquisiçom de umha sociedade igualitária. Resulta quanto menos hipócrita que a dia de hoje continuem falando de políticas de igualdade quando os cortes em sanidade, educaçom e serviços sociais, e também a reduçom nas ajudas e assessoramento a mulheres maltratadas evidenciam claras intençons de afundir-nos ainda mais.

A dependência económica de muitas mulheres impossibilitam a sua emancipaçom, as mudanças na lei de dependência impedem a sua permanencia ou incorporaçom ao mercado laboral e por suposto a reforma laboral supom umha precarizaçom ainda maior das condiçons das trabalhadoras galegas. Em definitivo, as mulheres continuamos levando a pior parte e se ademais temos em conta a reforma da lei do aborto nom temos nengum tipo de dúvida de que o que pretendem é relegar-nos a assumir um rol de submetimento à força dea perda de direitos que conseguimos através de luitas ao longo da história.

Se há umha responsabilidade que deve recair sobre as mulheres é sem dúvida o compromisso de continuar o caminho que no seu dia iniciarom as nossas prececessoras revolucionárias, e há que fazê-lo incidindo em todos os âmbitos possíveis, sem excepçom. Nom é tarefa nem muito menos fácil, mas estamos convencidas de que a auto-organizaçom das mulheres ante os constantes ataques do governo será determinante à hora de cambiar o rumo das cousas. Nom podemos permitir que as violentas medidas impostas pola burguesia mais selvagem fiquem sem umha resposta clara por parte das feministas.

A nossa organizaçom reclama no nosso Programa Tático para a Rebeliom Popular umha série de medidas urgentes que asegurem um emprego digno e estável para as trabalhadoras galegas. Entre elas destacamos:

§  Planos de igualdade obrigatórios para todas as empresas, premiando com subsidios e benefícios fiscais as que possuírem alta percentage de mulheres em postos de responsabilidade.

§  Promoçom de cooperativas formadas por mulheres com subsidios.

§  Alargamento da rede pública de infantries com horários adaptados ao mercado laboral.

§  Campanhas reais de inspecçom laboral em todas as empresas para acabar com a diferença salarial, chegando a penalizar aquelas onde haja qualquer tipo de discriminaçom.

§  Incremento das reformas das trabalhadoras galegas, actualmente entre as mais baixas da Uniom Europeia.

§  Eliminaçom de convénios com cláusulas discriminatórias referentes à imagem, linguagem, divisom de trabalho por género, etc.

§  Forçar a demissom de diretivos de empresas onde se denunciassem casos de assédio laboral.

Queremos aproveitar este dia para lembrar mais umha vez às instituiçons que nom conseguirám calar-nos e que continuaremos denunciando cada agressom, cada discriminaçom e cada acontecimento que atente contra nós e que perpetue o patriarcado e o capitalismo.

Confiamos que convocatórias unitárias como a que hoje tem lugar em Compostela servam para reforçar o movimento feminista galego e animem a muitas outras mulheres a fazer parte do mesmo e podamos avançar todas juntas na consecuçom do nosso objetivo comum.

Avante com o feminismo nacional e de classe !

Viva o 8 de Março!

Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 8 de março de 2013

8M: REBELDES E ORGANIZADAS, DERRUBAREMOS O PATRIARCADO

Desde o momento em que nascemos, educa-se-nos dumha determinada maneira segundo a etiqueta de género que nos é atribuída. Assim pois, as “meninas” somos metidas a pressom numha construçom que nos sufoca e nos oprime. Ensinam-nos que a violência nom é cousa nossa, que a debilidade é parte intrínseca a essa identidade feminina imposta que devemos reproduzir e que, portanto, a nossa própria defesa dependerá de agentes externos. A mensagem que nos inculcam desde pequenas é clara: quanto mais indefesas, submissas e subordinadas, mais “femininas” e melhores mulheres seremos.

Destruir o molde em que nos querem fechar, nom é fácil. As ferramentas de reproduçom ideológica com que conta o sistema partriarco-burguês som mui eficazes, mas somos muitas as que que nom permitiremos que nos oprimam sem contestar com firmeza. As jovens organizadas em BRIGA sabemos que este sistema pom todas as armas à sua disposiçom para dividir-nos, para condenar-nos à passividade e ao conformismo; por isso a luita organizada é um dos seus maiores temores e, portanto, a nossa melhor tática.

Sermos mulheres dumha classe dominada numha naçom oprimida implica que tenhamos que estar continuamente alerta ante cada umha das contínuas agressons que sofremos, algumhas mais subtis, outras mais óbvias, mas todas elas dentro dum programa estratégico cuja finalidade é que cumpramos a funçom que como mulheres desempenhamos no processo de acumulaçom do capital. Na atualidade, a crise sistémica fai que a necessidade de que as mulheres executemos eficazmente o papel que nos outorgárom seja mais importante do que nunca; polo que a violência exercida sobre nós adquire umha maior dimensom, já que o sistema capitalismo está disposto a utilizar todos os meios possíveis para garantir a sua supervivência.

A autoorganizaçom feminista permite detetar todas estas agressons e fazer-lhes frente, permite criar umha resposta coletiva que, de maneira organizada, seja mais contundente e certeira. A autoorganizaçom é a que nos outorga as armas com as que poder luitar a dura batalha que temos por diante pola libertaçom nacional e social de género.

Nom precisamos de ninguém que nos defenda. A nossa força e rebeldia serám as nossas aliadas contra quem nos quer fazer calar, contra quem nos submete e nos domina, contra quem nos humilha. Agindo juntas e de maneira organizada seremos capazes de luitar contra quem legisla sobre os nossos corpos e contra quem quer controlar a nossa sexualidade. Acesas com a raiva que tanto se esforçam em apagar-nos, tombaremos o sistema patriarco-burguês que nos explora como mulheres da classe trabalhadora galega.

Jovem obreira, organiza-te e luita!