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Manifestaçom unitária pola soberania nacional e a ruptura democrática

Segunda-feira, 4 Março 2013

Milhares de pessoas assistírom à histórica manifestaçom nacional pola soberania nacional, a ruptura democrática e um processo constituinte galego, convocada por 14 forças políticas, sindicais, juvenis e estudantis galegas, com as que culmina umha campanha unitária que também convocou concentraçons de caráter comarcal nos principais centros urbanos da Galiza.

A mobilizaçom, que pouco depois do meio dia de domingo 3 de março saiu da alameda de Compostela, deve gerar as condiçons imprescindíveis para iniciar um processo de unidade de açom em prol da emancipaçom nacional da nossa pátria entre a esquerda independentista e a esquerda nacionalista.

NÓS-UP, MpB e o CCPI marchárom conjuntamente com o BNG, a CIG, a COG e a FRUGA; BRIGA e AMI com Isca! e Galiza Nova; AGIR com os Comités e a Liga Estudantil Galega, numha combativa e alegre manifestaçom que gerou enormes expetativas entre a esquerda política galega e os movimentos sociais. Outras entidades, como MNG, Coletivo Nacionalista de Marim, Corrente Vermelha, PCPG ou a Candidatura do Povo, também aderírom à mobilizaçom.

“Adiante, sem trégua, República Galega”, “Espanha é a nossa ruina”, “Independência”, “PSOE-PP a mesma merda é”, “Menos chouriços e mais trabalho fixo” fôrom algumhas das principais palavras de ordem empregadas polas manifestantes.

A manifestaçom soberanista finalizava na praça de Pratarias com o canto coletivo do Hino Nacional e o unánime berro de “Independência”, que ecoou na pedra compostelana. Previamente, a dirigente da organizaçom juvenil BRIGA Eva Cortinhas, junto à militante de ISCA! Laura Arjonilla, davam leitura conjunta ao manifesto da mobilizaçom.

Ausências inexplicáveis

A início de fevereiro, tivo lugar em Compostela a primeira reuniom que em regime  de autoconvocatória promoveu NÓS-UP para articular umha resposta galega e de esquerda, o mais ampla e plural possível, à multricrise que está padecendo o Estado espanhol, e a necessidade de vertebrar a partir da Galiza um movimento de massas que reclame a soberania nacional e a ruptura com Espanha como única via para fazer frente ao desemprego, à emigraçom juvenil, à privatizaçom da sanidade, da educaçom, dos serviços sociais, para mudar este sistema capitalista corrupto e este regime apodrecido.

Embora inicialmente IU e Anova tenham participado numha das primeiras reunions realizadas, posteriormente desvinculárom-se sem darem até o momento a mais mínima explicaçom.

No caso da coligaçom espanhola, é entendível que nom participar num espaço integrador e convergente que com posiçons de esquerda antineoliberal vincule a soluçom dos problemas reais da maioria social com a necessidade de recuperamos a soberania nacional galega conculcada por Espanha. A seçom autonómica da coligaçom liderada por Cayo Lara segue a defender idêntico paradigma estatal que a burguesia e os partidos sistémicos: PP, PSOE e UpyD. O seu federalismo mascara a defesa da unidade do Estado espanhol.

Incompreensível é a posiçom da direçom de Anova ao negar-se a contribuir para a articulaçom de um movimento sociopolítico amplo e plural em prol da soberania e da independência nacional. Porém, militantes de base e simpatizantes da organizaçom liderada por Beiras sim assistírom à manifestaçom.

Converter a soberania nacional no trending topic do povo galego

Assim de claras fôrom as declaraçons de Carlos Morais na conferência de imprensa realizada na alameda compostelana, minutos antes de iniciar a marcha soberanista e anticapitalista.

O secretário-geral de Primeira Linha e membro da Direçom Nacional de NÓS-UP  manifestou que “a via estatutária está superada, assim como o rotundo fracasso das receitas políticas que durante anos insistírom em solicitar mais autogoverno e competências”.

Carlos Morais manifestou a enorme satisfaçom da esquerda independentista galega por esta manifestaçom unitária que constata que as posiçons que durante décadas vem defendendo a esquerda independentista som as corretas, e que na atualidade estám mais vigentes e som mais urgentes que nunca. Acrescentou que “som tempos de soberanismo, de dar umha saída política gerando as condiçons para articularmos umha aliança ampla em base a programas avançados que possibilite verteberar na rua e na mobilizaçom permanente a ruptura democrática com Espanha e a abertura de um processo constituinte galego face à independência e o socialismo”.

Fotos: Diário Liberdade | Vídeo: CIG

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