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“Onde sempre estivemos: em luita pola independência e o socialismo, numha Galiza sem patriarcado”

Sexta-feira, 1 Março 2013

Reproduzimos o manifesto de NÓS-UP perante a manifestaçom pola ruptura democrática e a plena soberania nacional do próximo domingo 3 de março

Onde sempre estivemos:

em luita pola independência e o socialismo, numha Galiza sem patriarcado

Nos últimos meses, a Galiza vive numha certa convulsom política provocada polos efeitos que a crise capitalista provoca na nossa sociedade e, como parte dela, na esquerda social e política galega.

O surgimento espontáneo de novos movimentos de contestaçom às contínuas agressons dos poderosos manifesta-se em coletivos de afetad@s polas preferentes, na solidariedade dos grupos de STOP Despejos, em assembleias de pessoas desempregadas, de indignadas, na crescente conflitualidade laboral, na defesa da sanidade e dos serviços públicos, da língua e da cultura nacional…

Umha dinámica que coincide com um descrédito generalizado das instituiçons e das organizaçons políticas “tradicionais” e com o aumento da abstençom e doutras formas de protesto eleitoral. No caso galego, quem no campo da esquerda abandonou no seu dia o trabalho social na rua junto ao movimento popular, sofreu a sua própria crise.

Assim se explica a ruptura do BNG e a irrupçom de umha nova aliança eleitoral de discurso esquerdista, resultado da aliança entre a esquerda reformista espanhola e umha parte dos que abandonárom a principal organizaçom política do nacionalismo galego.

No meio deste pequeno terramoto político, que poderá ir em aumento ao ritmo que as grandes organizaçons políticas e o sistema incrementam o seu descrédito, o independentismo sofreu a sua particular sacudida, com a desapariçom de plataformas algum dia unitárias e com a dispersom de siglas ao abrigo das novas fórmulas eleitorais oportunistas e reformistas.

NÓS-Unidade Popular, que desde 2010 decidiu caminhar em solitário para manter e fortalecer o rumo com firmeza nos princípios, soubo manter-se à margem primeiro da formaçom de umha nova força autonomista e, depois, de umha aliança eleitoral que só serviu para injetar à esquerda reformista espanhola umha força institucional que nunca tivera na Galiza.

Porém, firmeza e coerência nom significam imobilismo. A rápida evoluçom dos acontecimentos e a iniciativa política da esquerda independentista possibilitou que hoje estejamos juntas nas ruas de Compostela mais de umha dúzia de organizaçons políticas, sindicais e sociais unidas por princípios que até há pouco só eram defendidos por pequenas minorias.

Os contextos de profunda crise que vivemos provocam mudanças rápidas que as forças revolucionárias devem analisar para incidir com propostas avançadas que dem resposta às necessidades da maioria social.

É o caso da defesa da ruptura com o regime espanhol nascido do franquismo e da plena soberania nacional galega, numha estratégia de imprescindível superaçom do capitalismo. Consideramos positivo e importante que um importante número de entidades tenhamos coincidido numha campanha como esta, que deverá ter continuidade com novas iniciativas que fortaleçam esses princípios, ligando-os com os diferentes conflitos que sacodem a sociedade galega na atualidade.

Eis as motivaçons que levárom NÓS-Unidade Popular e a esquerda independentista galega a participar nesta nova dinámica, abrindo-se sem preconceitos a todos os setores do movimento popular e da esquerda, para avançarmos na luita pola transformaçom radical da nossa realidade em direçom aos objetivos históricos do Movimento de Libertaçom Nacional Galego.

Estamos onde sempre estivemos. Mantemos em alto o programa de ruptura com o podre, antidemocrático e corrupto regime espanhol, propondo como alternativa a criaçom do Estado galego, um Estado que deverá ser construído sobre sólidas bases socialistas e feministas.

Para esses objetivos, que som os nossos objetivos fundacionais, caminharemos junto a outras correntes e organizaçons da nossa esquerda social e política, apoiando os movimentos de justa rebeldia contra umha crise provocada polas oligarquias espanhola e europeia. Só tombando este sistema, e com ele a colaboracionista burguesia galega, poderemos construir a Pátria Galega livre com que sempre sonhamos.

A nossa é umha aposta de classe, apoiada nos interesses da maioria do nosso povo, para avançarmos, através da luita de massas e em todas as frentes possíveis, até a derrota do capitalismo espanhol em terras galegas.

Hoje como sempre, aspiramos a construir, mais cedo que tarde, a República da Galiza.

Galiza, 3 de março de 2013


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