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Com passo firme, pola República Galega

Quinta-feira, 7 Março 2013

Bruno Lopes Teixeiro

Após mais de três decadas e meia de pós-franquismo e trinta de autonomia, é umha evidência que é impossível superar a crítica situaçom que as galegas e galegos padecemos mediante reformas e negociaçons do quadro jurídico que nos impugérom à morte de Franco.

A situaçom de descomposiçom que está a sofrer o regime, com umha profunda crise económica, política e insitucional sem precedentes, acelerada neste último ano e meio com o governo do Partido Popular em Madrid, levam o Estado espanhol à beira do colapso.

A radical ofensiva neoliberal, privatizadora e de corte nos direitos sociais e laborais contra a classe trabalhadora galega nom só nom obtivo nengum resultado positivo na saída da crise, mas antes o contrário. Os ricos som cada vez mais ricos, ao tempo que aumenta o desemprego, baixam os salários, incrementam indiscriminadamente impostos, privatizam a sanidade, a educaçom, botam-nos das nossas casas e forçam a juventude a emigrar.

A corrupçom generalizada é tam evidente que nem sequer a monarquia pode já ocultar os seus obscuros negócios, mas nom é nengumha novidade. A burguesia tem o dinheiro e utiliza-o para conseguir os seus própositos, corrompendo as instituiçons.

Nom há regenaraçom possível desta falsa democracia burguesa emanada do franquismo. Som vários os antagónicos cenários que se podem situar à nossa frente que podem ir de saídas populistas à necessária ruptura democrática, sendo esta a alternativa que a esquerda independentista sempre defendeu.

Nom se pode acreditar o mais mínimo nas forças da esquerda reformista espanhola, incapazes de liderar qualquer regeneraçom democrática real. As declaraçons de Cayo Lara negando o direito do povo catalám a decidir “unilateralmente” som prova disso e, sem soberania, nom há democrácia.

É, portanto, o momento de que os diferentes setores que configuramos a esquerda social e política galega confluamos numha estratégia que permita passar à ofensiva, com a rua como principal terreno de jogo. A manifestaçom nacional do dia 3 de março em Compostela é um primeiro passo, mas nom pode nem deve ficar aí.

É o momento de promover a necessária revolta popular e nom de alertar no “Parlamentinho” sobre um possível estalido social perante a crise do regime, como fazia Xosé Manuel Beiras esta mesma semana. A parlamentar-institucional é umha via morta para encontrar umha saída no atual quadro jurídico espanhol.

A situaçom de crise nacional, que pom em perigo a sobrevivência da Naçom Galega, obriga-nos a atuar com responsabilidade e a estar à altura das circunstáncias. A Galiza nom pode ficar fora de jogo e deve acompanhar os Països Cataláns e Euskal Herria no seu desafio rupturista.

É o momento de criar, a partir do respeito mútuo e da pluralidade política e ideológica, iniciativas de acumulaçom de forças soberanistas, sempre com umha óptica nitidamente anticapistalista e que priorize a mobilizaçom social, sem se subordinar a dinámicas e estratégias eleitorais. Um amplo movimento popular que aposte sem ambigüedade na ruptura com Espanha, com a independência e o socialismo como objetivos finais.  Um espaço de mobilizaçom popular que injete confiança e esperanças à imensa maioria do povo trabalhador galego.

A saída a esta crise passa por romper com a oligarquia e o capitalismo espanhol. O povo trabalhador galego deve avançar na auto-organizaçom e na mobilizaçom pola ruptura com o atual decadente e corrupto regime bourbónico.

Chegou a altura de darmos passos firmes e determinantes em direçom à República Socialista Galega, de dar xeque mate a Espanha, o capital e o patriarcado.

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