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Decorreu V Congresso Nacional de BRIGA

Sexta-feira, 15 Fevereiro 2013

A organizaçom juvenil do MLNG realizou no passado dia 2 de fevereiro, com caráter ordinário, o seu V Congresso Nacional, sob a legenda O presente é de luita. O futuro é nosso, segundo informa desde há umha semana no seu portal na rede. BRIGA atualizou a sua Tese Política à conjuntura atual, e introduzindo durante a reuniom do seu máximo órgao de decisom algumhas modificaçons à Tese Organizativa.

Carlos Morais, secretário-geral do nosso partido, estivo presente no ato de encerramento, em que @s jovens apresentárom publicamente a sua nova Mesa Nacional, dérom leitura às saudaçons internacionais e agradecêrom a presença das delegaçons do País.

Antes de finalizar o ato com o tradicional canto do Hino Nacional e a Internacional, Eva Cortinhas intervéu em nome da nova direçom, com umha arenga entusiasta e corajosa, assinalando os motivos porque o projeto marxista, feminista e patriótico de BRIGA tem hoje plena vigência e umha enorme potencialidade dados os acontecimentos em curso.

Primeira Linha comparte esta visom e anima a militáncia de BRIGA a manter um projeto certamente tam necessário como prometedor. A Galiza necessita mais e mais jovens como vós para um processo de ruptura democrática que, hoje mais que ontem, e amanhá mais que hoje, reivindicamos como saída imediata para o nosso povo perante a crise capitalista.

A continuaçom reproduzimos a intervençom da jovem dirigente de BRIGA.

Caras companheiras e companheiros, amigas e amigos:

É umha honra para mim poder-me dirigir a todas e todos vós no encerramento desta quinta cita do máximo órgao de decisom da nossa organizaçom. No dia de hoje, militáncia e amizades de BRIGA, num exercício de democracia revolucionária e debate coletivo, contribuímos a atualizar a nossa análise sobre a situaçom da juventude trabalhadora galega, adaptando-a às novas circunstáncias que se derivam da progressiva agudizaçom da crise do Capital, e delineando o caminho que deveremos seguir no próximo biénio.

Tal e como hoje temos analisado, a juventude trabalhadora conformamos um sector especialmente agredido pola burguesia e as suas medidas anti-populares, um sector no que umha em cada duas jovens estamos no desemprego, no que sendo as últimas em incorporar-nos ao trabalho assalariado também somos as primeiras em ser expulsas do mesmo, no qual cobramos salários de miséria sob o eufemismo das etiquetas do terror “contratos de formaçom” ou “práticas nom laborais”, no qual se nos é negado o direito a estudar ante a imposiçom de taxas abusivas, no qual a emancipaçom do lar familiar torna-se um luxo para uns poucos e no qual cada dia mais de 70 jovens abandonam a Galiza fugindo desta trágica realidade.

Condenam-nos a um futuro marcado polo desemprego, a exploraçom, a miséria material e cultural, a dependência e a emigraçom forçada.

Educam-nos na cultura da mobilidade, animando-nos a nom ser “paletos” e a conhecer novos mundos, maquilhando assim de ares boémios e aventureiros o que em verdade é um terrível quadro de emigraçom juvenil que devasta Galiza.

Imponhem-nos a lógica patriarco-burguesa, ativando os “resortes” da direita mais conservadora e o integrismo católico numha evidente ofensiva machista que pretende perpetuar o rol das mulheres como maes e esposas, que além do mais devemos responder às pressons dum modelo de “beleza” completamente estereotipado e praticar umha sexualidade restringida e virada de costas às nossas necessidades e interesses.

Obrigam-nos a fazer parte deste cárcere de povos que é Espanha, negando-nos a necessária independência e educando-nos na espanholizaçom e a galegofobia.

Submetem-nos a ensaios de poder concentrando em nós, jovens, o grosso dos ataques, criando-nos desde novas na realidade da miséria e a aceitaçom resignada, numha clara estratégia de esmagamento e domesticaçom do povo trabalhador.

A burguesia prepara-se para tempos de agudo conflito social, arma-se até os dentes para sufocar as crescentes luitas populares, aperfeiçoa o aparelho judicial e mediático para criminalizar e reprimir a juventude mais consciente e combativa, rearma-se ideologicamente para doutrinar as geraçons mais novas na alienaçom e a obediência, e em definitivo, ativa os mecanismos necessários para perpetuar esta evidente ditadura de Espanha e o Capital.

Vivemos tempos duros, sim, e avizinham-se tempos piores. Mas nom é menos certo que contamos com a força da rebeldia, a inteligência, a criatividade, a agilidade ecombatividade que como jovens nos carateriza. Devemos estar convencidas da nossa grande capacidade transformadora para podermos convencer também às milhares de jovens instaladas na trágica passividade e resignaçom, de que temos um presente por mudar e um futuro por conquistar.

Companheiras e companheiros, poderíamos estar horas e horas engrossando a interminável lista de motivos polos quais devemos rechaçar este criminoso sistema. Porém, na cita de hoje tem-se demonstrado que a juventude rebelde galega organizada em BRIGA conhecemos bem as nossas razons, e que se algo temos mui claro, é o inimigo a combater. E tendo bem assinalado o inimigo, só nos fica disparar certeiramente.

Nas mobilizaçons populares, no movimento feminista, na luita sindical, na defesa da língua, nos centros sociais, nas associaçons de vizinhas, no desporto de base, na preservaçom do meio, nas luitas estudantis, nas greves gerais, nas ocupaçons, nas barricadas e nos confrontos policias, em BRIGA temos claro de que lado da trincheira temos que disparar.

Preparemo-nos já que logo para encarar os próximos dous anos com entusiasmo revolucionário, alargando a nossa presença nas ruas, espaço em que melhor nos desenvolvemos, mostrando a nossa enorme capacidade transformadora e contribuindo a trazer mais jovens para as fileiras da juventude auto-organizada contra Espanha, o Patriarcado e o Capital. Porque se o presente é de luita, o futuro será nosso!

Viva a juventude rebelde galega!

Viva a Galiza ceive!

Viva a Galiza socialista!

Viva a Galiza feminista!

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