Lembrança e reconhecimento para o companheiro Manolo Soto
A militáncia de Primeira Linha quer fazer público o seu pesar polo falecimento do companheiro Manolo Soto, histórico militante do independentismo galego, incansável ativista cultural e lingüístico, trabalhador consciente e organizado no nosso sindicalismo nacional e de classe.
Reproduzimos o comunicado feito público pola organizaçom política a que pertenceu desde 2001, na mesma Assembleia em que NÓS-Unidade Popular era fundada como novo projeto político independentista, socialista e feminista.
Até sempre, Soto!
Na madrugada desta terça feira, 5 de fevereiro de 2013, falecia Manolo Soto na sua casa de Salvaterra de Minho, rodeado dos seus seres mais queridos.
Umha fulgurante doença levou-no fisicamente, mas a sua obra permanecerá viva entre as pessoas de bem das terras fronteiriças do alvarinho e do contrabando.
Manolo Soto, popularmente conhecido como “Rata”, era o mais parecido a umha instituiçom na comarca do Condado.
O seu frágil aspeto ocultava toda umha intensa vida ao serviço da Pátria abatida e do povo explorado, que tam bem cantou o seu amigo Suso Baamonde.
Desde muito novo, envolveu-se a fundo na luita pola libertaçom da Pátria Galega. Foi vereador da esquerda independentista na sua amada Salvaterra, na primeira legislatura após a morte do ditador. Posteriormente, o seu compromisso com Galiza e a classe trabalhadora levou-no a militar no Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive (EGPGC), o que lhe custou sofrer vários anos de prisom.
Alma Mater da Sociedade Cultural e Desportiva do Condado (SCD) e organizador do Festival de Poesia do Condado, dedicou a imensa maioria da sua vida à defesa da língua e da cultura galega, sempre dumha óptica reintegracionista.
Operário metalúrgico comprometido com a sua classe, foi durante décadas representante do proletariado de Censa, sempre no sindicalismo galego. Até há uns meses, era delegado da CIG na sua empresa.
Desde a nossa constituiçom em junho de 2001, foi filiado de NÓS-Unidade Popular.
NÓS-UP lamenta profundamente a morte do companheiro Manolo Soto e transmite a Ana, Lara e Noel, assim como ao resto de familiares, amizades, vizinhança e companheir@s de luita, o profundo pêsame por esta perda.
Bom companheiro, facho de esperança nas noites sem lua, continuaremos firmes como tu sempre figeste, levantando ao vento as bandeiras dumha Galiza independente e soberana, socialista e feminista.
Por Soto, nem um só minuto de silêncio, toda umha vida de combate!
Denantes mort@s que escrav@s!
Direçom Nacional de NÓS-UP
Galiza, 5 de fevereiro de 2013











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