Abrente

Ediçons digitais da publicaçom trimestral do nosso partido

Documentaçom

Textos e outros documentos políticos e informativos de interesse

Ligaçons

Sites recomendados de ámbito nacional e internacional

Opiniom

Artigos assinados sobre temas de actualidade galega e internacional

Video

Documentos audiovisuais disponíveis no nosso portal

Home » Notícias

NÓS-Unidade Popular aposta por continuar a luitar até tombar o decreto espanholizador do PP

Terça-feira, 27 Novembro 2012

A Direçom Nacional da organizaçom política de massas da esquerda independentista vem de emitir um posicionamento público onde analisa a sentença do Tribunal Superior de Justiça da Galiza sobre o decreto espanholizador do Partido Popular.

No comunicado, NÓS-Unidade Popular apela a continuar de maneira unitária nas “ruas até tombar a política lingüística da direita espanhola”.

A continuaçom  reproduzimos integramente o comunicado.

O Decreto de ensino vigorante na Galiza desde 2010 é a plasmaçom legal de umha mudança estratégica na orientaçom das políticas lingüísticas da direita espanhola governante no nosso país.

Nem “bilingüismo harmónico”, nem “livre eleiçom”: Mobilizaçom em defesa da língua até tombar o Decreto espanholizador do PP

Vale a pena lembrar que tal mudança consistiu, com a chegada de Núñez Feijó ao governo autonómico, em passar do galeguismo folclórico e do espanholismo “amável” do PP de Manuel Fraga, à ofensiva de um novo espanholismo duro e extremista, lingüisticamente inspirado no modelo supremacista de ‘Galicia Bilíngüe’.

Esse novo PP de Núñez Feijó, baseando-se na evidência de que o espanhol está a converter-se em língua quantitativamente maioritária na Galiza graças às políticas anteriores, afirma já sem complexos o seu objetivo de deixar o galego reduzido à mínima expressom e impor definitivamente o espanhol em terras galegas.

O sarcasticamente chamado “Decreto de plurilingüismo” é a expressom legal dessa nova estratégia no ámbito educativo, daí a importáncia de que alguns dos seus princípios fundamentais tenham sido anulados pola justiça nos últimos dias.

É o caso do princípio da chamada “livre eleiçom” do idioma no ensino, ou seja, o ultraliberalismo levado à política lingüística para, umha vez imposta socialmente a necessidade do espanhol e o papel dependente e prescindível do galego, impor o espanhol como quase única língua veicular do ensino na Galiza.

Agora demonstra-se que nem essa suposta “livre eleiçom” da língua, nem a hipócrita “consulta aos pais” tenhem qualquer sustento legal no quadro da atual Lei de Normalizaçom Lingüística, que se baseia no ilusório “bilingüismo harmónico”, do qual o PP atual já renega abertamente, porque quer ir mais longe na liquidaçom do galego.

Com base nessa Lei, os próprios tribunais espanhóis afirmam que o objetivo dos governos deve ser caminhar para o inalcançável “bilingüismo equilibrado”, avaliando periodicamente o estado do galego e fomentando que poda reduzir-se a situaçom discriminatória.

Também com base nessa Lei, o Tribunal Superior de Justiça da Galiza critica a eliminaçom do galego das aulas de ensino infantil, que ajuda a reduzir ainda mais o peso do galego entre a populaçom infantil galega. Na atualidade, segundo reconhece a sentença do TSJG, o galego tem já um tratamento inferior ao do inglês, graças à ilegal imposiçom do Decreto do PP.

Em definitivo, a sentença obriga, na teoria, a que os princípios inspiradores do Decreto e parte do seu articulado sejam eliminados. Porém, o PP já anunciou que nom o fará porque, tal como Mariano Rajoi desacredita as mobilizaçons contrapondo as pessoas que ficárom na casa, Núñez Feijó despreza a sentença contrapondo a parte insubstancial do articulado que nom foi anulada.

Com um PP fortalecido pola sua atual maioria absoluta no Parlamento, deverá ser a mobilizaçom social nas ruas que obrigue a mudanças reais na atual política lingüística, já que o conselheiro da Educaçom, Jesús Vasques, já anunciou que o Decreto vai ser mantido e a política galegófoba continuará a ser imposta às crianças galegas.

As mudanças reais que o galego necessita, ao contrário do que parecem defender as forças da atual oposiçom parlamentar, nom passam por retomar o caminho do irrealizável “bilingüismo harmónico”, antecedente da atual “linha dura” do PP, mas por defender a hegemonia social e institucional do galego, como única língua própria da Galiza.

NÓS-Unidade Popular volta a oferecer o seu compromisso para que, de maneira unitária, ampla e contundente, a maioria social galega volte a sair às ruas até tombar a política lingüística da direita espanhola.

Como alternativa, a esquerda independentista continuará a defender umha legalidade baseadana oficialidade única para o galego, para que a nossa língua seja a língua principal e como garantia de que nengum governo poda atacar novamente os direitos lingüísticos do nosso povo, como o PP está a fazer na atualidade.

Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 27 de novembro de 2012