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BRIGA e NÓS-UP avaliam jornada de greve geral

Segunda-feira, 19 Novembro 2012

NÓS-Unidade Popular e a organizaçom juvenil da esquerda independentista BRIGA venhem de emitir posiciomentos avaliando a jornada de greve geral do passado 14 de novembro.

A continuaçom reproduzimos ambos comunicados e disponibilizamos umha galeria gráfica da participaçom do MLNG na jornada.

Avaliaçom de NÓS-UP da greve geral de 14 de novembro: Aprofundar e encadear a luita contra o capitalismo

NÓS-Unidade Popular avalia mui positivamente a enorme participaçom na greve geral de 14 de novembro.

NÓS-Unidade Popular transmite ao povo trabalhador galego a satisfaçom e orgulho pola demonstraçom de firmeza e determinaçom à hora de confrontar as políticas neoliberais impostas à Galiza por Espanha e a Uniom Europeia, com a colaboraçom do governinho de Feijó.

Frente às mentiras e manipulaçom tendentes a reduzir o impacto da jornada de greve nos centros de trabalho e ensino, realizada polo patronato e os seus meios de (des)informaçom, a paralisaçom foi praticamente absoluta na grande indústria, no transporte, nas universidades e centros de ensino primário e secundário, e também atingiu umha elevada adesom no setor serviços e comércio dos centros urbanos.

As gigantescas mobilizaçons realizadas em mais de umha dúzia de localidades da geografia nacional constatam a enorme adesom a umha jornada de luita que tinha que ter sido convocada há meses e que segue a ser insuficiente para pôr freio à ofensiva burguesa implementada polos governos do PSOE-PP.

A participaçom na greve nom foi superior pola coerçom e intimidaçom do patronatro sobre centenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadoras da pequena empresa, do comércio e setor serviços que estám obrigados contra a sua vontade a assistir o seu posto de trabalho sob a ameaça de despedimento.

A greve também nom conseguiu um impacto ainda maior pola intimidaçom e repressom policial à hora de defender os interesses da burguesia. Tanto a polícia espanhola como a Guarda Civil, e também em diversas localidade a Polícia Local, dificultárom, quando nom impossibilitárom, o exercício dos piquetes de trabalhadoras, trabalhadoras e jovens que durante horas contribuírom a estender e garantir o sucesso da jornada de luita.

Além do dito, também nom se atingiu umha adesom total polo timoratismo, carência de ánimo e falta de confiança no povo trabalhador por parte das burocracias sindicais na hora de converter a XIV greve geral na Galiza do pós-franquismo numha jornada histórica.

Atitude essa que constrasta com o apoio maciço à jornada de greve e a grandiosa participaçom nas manifestaçons por parte do proletariado, a juventude e as mulheres.

NÓS-Unidade Popular participou ativamente na jornada de luita, nos piquetes sindicais e também nos organizados pola esquerda independentista, assim como nas manifestaçons das principais cidades.

Após 14 de novembro, e tal como vimos reclamando de forma constante desde a greve geral de 29 de setembro de 2010, é imprescindível enquadrar estas jornadas intermitentes e sem fio condutor, nom em factos isolados, mas sim num capítulo dumha estratégia de mobilizaçom de massas permanente e encadeada.

Mas nom para corrigir as políticas neoliberais por outras de corte keynesiano, tal como defendem as principais centrais sindicais e partidos da esquerda sistémica.

Hoje está mais vigente que nunca, cobra máxima atualidade a necessidade de superar o capitalismo, de construir um novo modelo de produçom e umha nova sociedade. A alternativa passa por acumular forças populares suficientes para mediante umha estratégia revolucionária construir umha nova sociedade numha Galiza livre.

O dilema é, pois, capitalismo ou socialismo. Para garantir o seu sucesso é necessário que a imensa raiva, frustraçom e malestar social dê passos qualitativos na auto-organizaçom obreira e popular, única garantia para nom se deixar arrastar polas falsas promessas e ilusons do eleitoralismo e o parlamentarismo, do sindicalismo pactista e conciliador.

Há que continuar na rua, incidir no perfil e programa anticapitalista e de libertaçom nacional do movimento de massas, convocando umha greve geral de 48 horas para obrigar Rajói e Feijó a mudarem o rumo da sua política socioeconómica, tombando os seus governos.

Finalmente, queremos exprimir a nossa solidariedade e apoio a todas as pessoas represaliadas pola sua participaçom ativa e combativa nos piquetes.

Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 17 de novembro de 2012

Após o 14-N mais greves até tombá-los!

Antes demais, BRIGA quer transladar a todas as pessoas represaliadas durante a passada jornada de greve geral, nomeadamente as pessoas detidas, umha mensagem de solidariedade. Umha solidariedade sincera, comunicada desde a experiência da luita e a sua portagem repressiva.

Para seguir, queremos parabenizar-nos polo esforço de toda a militáncia da esquerda independentista, em particular da sua juventude, que mais umha vez tem estado ao pé do canhom durante horas dando forma de verdadeira resposta operária e popular a todas as agressons do capital que levamos aguentando os últimos meses. A violência burguesa nom deve ficar impune. A luita é o único caminho para começar a pôr freio ao recuamento nos nossos direitos como classe, conquistados arduamente ao longo de sêculos de confrontos. O retrocesso parará quando logremos dobregar a sua prepotência.

A forte demonstraçom de descontento popular, veiculizada através dumha convocatória sindical, coloca na palestra o debate organizativo. Milhares e milhares de galeg@s estivemos o 14N ocupando dia e noite as ruas dumha dúzia de localidades do país. A mobilizaçom aumenta notavelmente. Nom obstante o descrédito das principais centrais sindicais, dia a dia bombardeadas pola direita mediática, as classes mais afetadas pola crise do capitalismo necessitam onde e quando expressar a sua raiva e malestar. Nom é de estranhar que se faga, apesar da tendência à baixa da popularidade sindical, nestas datas. Jornadas como a do 14N vam caminho de tornar em habituais citas oficiosas de manifestaçom social, deválidos indicadores do clima de desafeçom com o sistema. Neste panorama, e sem aderirmos em absoluto às campanhas direitosas, sim convém manter um coerente degrau de distanciamento e crítica respeito do labor e a natureza dos aparelhos de controlo dos sindicatos, sobre todo daqueles mais poderosos. E convém, também, fazer umha leitura do desenvolvimento das massivas convocatórias sem esquecermos a atual predomináncia da nom filiaçom sindical das massas obreiras, e do relativo eco do discurso sindical entre elas.

A resposta popular encontra-se pois num crescente ánimo participativo, mas num débil estado organizativo e um generalizado individualismo ou desilusiom polo trabalho político. Nós, como organizaçom juvenil, assumimos esta leitura da realidade e apostamos por virá-la. Este trabalho é umha das tarefas atuais mais complexas, e precisamente por isso, mais cativantes. Apelamos à necessidade de contribuir para umha politizaçom efetiva do povo trabalhador. O povo trabalhador galego nom pode viver num permanente ensaio de resposta. Devemos assumir que nós própri@s, pessoa por pessoa, jovem por jovem, temos que tomar parte na construçom da alternativa socialista frente ao capitalismo.Organizar-se e luitar já nom é umha palavra de ordem, umha exclamaçom de conviçom; é um compromisso com nós própri@s, com o nosso presente e sobre todo com o nosso futuro. Após cada greve, após cada jornada de luita, cumpre deter-se a refletir sobre o que queremos conseguir com elas. Aonde queremos chegar, e como pensamos ajudar para alcançar os objetivos. Motivos nom faltam.

ADIANTE A LUITA OBREIRA E POPULAR!

A LUITA É O ÚNICO CAMINHO DA JUVENTUDE!