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BRIGA e NÓS-UP com a greve geral do 14n

Segunda-feira, 12 Novembro 2012

A classe obreira galega está chamada a quarta greve geral desde que em setembro de 2010 tomara as ruas para contestar a reforma laboral aprovada polo PSOE.  Tanto NÓS-Unidade Popular como a organizaçom juvenil BRIGA já manifestarom a sua adessom à convocatória e chamam a secundar maciçamente a jornada de greve geral.

14N greve geral. Mais greves até tombá-los

A juventude trabalhadora tem-se convertido desde o começo da crise num dos principais alvos onde batem com força todos os golpes da brutal ofensiva do capital em curso, que avança sem cessar sob a lógica da austeridade e os cortes de direitos sociais e laborais adquiridos em anos de luita do povo trabalhador.

Há razons de sobra para que a juventude galega adira a umha convocatória de greve geral destas caraterísticas porque está a sofrer nas suas próprias condiçons de vida os abusos sistemáticos que estám a aplicar os governos de turno seguindo os mandados que ditam as doutrinas mais selvagens do neoliberalismo.

Está à vista de tod@s, e já ficam para a história da luita de classes, os duros embates que sofremos nos derradeiros meses que serviu ao nosso inimigo de classe avançar arrogante na sua posiçom social dominante sem encontrar umha forte resposta popular que o lograsse deter:

Nos últimos doze meses cresceu o desemprego juvenil em 15%. Atualmente há 80400 jovens galeg@s entre 16 e 29 anos, 11400 mais do que no ano anterior, que nom tenhem um emprego com o que poder obter os meios necessários para poder viver. A taxa de desemprego já atinge os 42%, nove pontos percentuais mais do que há um ano.

– O crescente desemprego conduz a juventude à emigraçom, destino ao que secularmente nos tem condenado o capitalismo e Espanha. Cada dia abandonam Galiza 70 jovens de entre 20 e 34 anos, colheitando a escandalosa cifra de 25.472 nos últimos doze meses. E curiosamente, cada vez menos jovens polo envelhecimento populacional no nosso país, mas cada vez emigram mais em números absolutos, o qual supom um incremento espetacular em termos relativos.

@s jovens desempregad@s que ficamos aqui nom podemos aceder às prestaçons dos 400€ se convivemos com os nossos progenitores e estes tenhem uns ingressos determinados.

Maiores dificuldades para emanciparmo-nos ao suprimir a prestaçom de 210€ para o aluguer de habitaçom.

Exclusom d@s jovens maiores de 26 anos, que nunca quotizassem à Segurança Social ou que convivam com os seus progenitores, para receber atençom médica gratuíta. É mais estes jovens, fundamentalmente estudantes, terám que pagar a sua assistência sanitária.

– Espetacular aumento das taxas universitárias em quantidades inassumíveis para a maioria d@s jovens, que se traduz numha elitizaçom descarada do ensino, o qual passa a ser considerado um privilégio e nom um direito do povo.

… E poderíamos seguir com a ladainha. Porém, a juventude galega deve manifestar-se em rebeldia contra estes contínuos ataques que só pretendem anular-nos como parte do povo trabalhador galego que pode contribuir de maneira ativa a erguer o necessário muro de contençom popular que faga deter esta vorágine capitalista.

A juventude trabalhadora galega somos um dos setores sociais mais castigados polas conseqüências da crise e, sendo conscientes disto, a juventude rebelde continuará a demandar na rua que se mantenha umha estratégia de luita permanente e continuada até pará-los primeiro, e tombá-los depois.

Antes e depois do 14N: a luita é o único caminho!!

NÓS-UP apoia greve geral do 14 de novembro

Há muitos motivos para ir à greve geral. O que sim nom há é motivos para ficar na casa ou nom aderir nos centros de trabalho e estudo à jornada de luita.

As permanentes agressons do capitalismo espanhol contra a classe trabalhadora galega e a Galiza só podem ser freadas mediante a luita obreira e popular.

Quarta-feira 14 de novembro tem que parar o conjunto do País. Devemos demonstrar que estamos fartas e fartos de tantos cortes e retrocessos sociais sob a falsa coartada de reduzir o défice e aplicaçom de imprescindíveis políticas de austeridade. À medida que aumenta o desemprego, baixam salários, incrementam impostos, privatizam a sanidade e a educaçom, roubam as casas, forçam a juventude a emigrar, observamos como os ricos som cada vez mais ricos e as grandes empresas tenhem cada ano maiores lucros.

Mas a greve nom deve reduzir-se exclusivamente a reivindicaçons socioeconómicas. Tem que ser também umha greve contra a repressom e os cortes nas liberdades, pola soberania nacional da Galiza e os direitos das mulheres. Umha greve claramente política contra a ditadura da burguesia, contra as políticas do PP-PSOE.

Para frear o Capital, os protestos devem enquadrar-se numha estratégia permanente e encadeada de luita que permita acumular forças suficientes que cristalizem numha rebeliom popular que tombe o governo espanhol e autonómico, abrindo um processo de transiçom face umha Galiza livre, socialista e sem patriarcado.

É necessário, pois, aderir à jornada de luita e participar ativamente nas manifestaçons que percorrerám os principais centros urbanos da Galiza.

NÓS-UP apela à classe obreira, à juventude, mulheres e ao conjunto dos setores populares a apoiar a grave.

Viva a greve geral!

Que os ricos paguem a crise!

Direçom Nacional de NÓS-UP

Galiza, 7 de novembro de 2012