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Derrotar o capitalismo espanhol e nom só o Partido Popular é a palavra de ordem de NÓS-UP ante as próximas eleiçons autonómicas

Quarta-feira, 12 Setembro 2012

A Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular quer fazer chegar às suas bases simpatizantes e ao conjunto do povo trabalhador galego a sua posiçom política em relaçom à convocatória de Eleiçons autonómicas realizada polo governante Partido Popular.

1. É sabido que a esquerda independentista galega representada por NÓS-UP se apresentou às duas convocatórias anteriores de eleiçons autonómicas, desde a sua constituiçom em 2001.

A intençom de NÓS-UP seria apresentar listas próprias também nesta ocasiom, mas as condiçons em que se dá a convocatória (escassos prazos, situaçom de crescente descrédito da política espectáculo burguesa…) fai-nos optar por ficarmos à margem deste processo eleitoral.

Um processo marcado pola precipitaçom na convocatória, que dificulta umha campanha suficientemente sólida e desenvolvida, que poda fazer chegar a mensagem anticapitalista, independentista e feminista ao nosso povo. Ao mesmo tempo, assistimos ao descrédito geral das forças institucionais e do próprio processo eleitoral, que situa as preocupaçons populares nas medidas draconianas impostas polos diferentes governos e nom num recámbio institucional que, nas circunstáncias atuais, nom suporá umha mudança substancial nas políticas que serám aplicadas a partir de 21 de outubro.

A todo o anterior devemos somar o ainda escasso desenvolvimento de um projeto político como o representado por NÓS-Unidade Popular, o que impediria o acesso da nossa candidatura à instituiçom autonómica, onde sim poderíamos levar o protesto e a oposiçom popular de maneira constante e sistemática, como seria o nosso desejo. A impossibilidade de atingirmos a representaçom necessária para isso na atualidade, reforçada por umhas normas eleitorais dirigidas a evitar umha mínima visibilidade de umha candidatura como a nossa, reafirmam a opçom tomada pola nossa organizaçom neste caso.

2. Em relaçom às candidaturas que sim se apresentam ao processo eleitoral de 21 de outubro,NÓS-Unidade Popular quer compartilhar umha série de reflexons com os setores populares galegos de que o nosso projeto político fai parte:

– O Partido Popular convocou estas eleiçons “por imperativo legal”, conhecendo as dificuldades com que afronta a sua permanência no governo, devido ao desgaste produzido polas medidas que está a tomar desde a sua chegada ao poder espanhol e que continuarám depois do dia 21 de outubro. Porém, mesmo a sua derrota no próximo dia 21, sendo umha boa notícia, nom significará o abandono dessas políticas polo recámbio institucional correspondente, já que elas vam muito além do próprio PP, como já nos demonstrou o PSOE antes da chegada ao poder do governo presidido por Mariano Rajoi.

– O PSOE vive a sua própria crise como co-responsável da aplicaçom das medidas impostas pola troika, limitando-se, como o PP, a seguir o roteiro marcado polo grande capital europeu. Apesar disso, qualquer alternativa ao PP passará pola participaçom do PSOE numha coligaçom de governo que se ajustará ao cumprimento dos chamados planos de austeridade, reformas laborais, etc. Daí e da observaçom dos processos grego e português, parte a nossa firme convicçom de que o resultado destas eleiçons nom determinará umha substancial mudança nas políticas impostas no ámbito do decadente capitalismo europeu.

– O BNG, terceira força parlamentar e única que representa um projeto galego frente ao sucursalismo do resto, nom passa de umha oposiçom institucional, morna e social-democrata à terrível ofensiva reacionária em curso. Aspira a cogovernar com o PSOE, como já fijo no passado, com um programa timorato baseado na reforma da UE e da uniom monetária, assim como na recuperaçom das condiçons sociais anteriores ao surgimento da crise, evitando em simultáneo defender a plena soberania nacional galega. Um programa totalmente insuficiente que evita qualquer proposta de ruptura com a UE, com a unidade monetária e com o Estado espanhol, um programa homologável ao do resto de forças social-democratas europeias num momento de profunda crise que exige medidas radicalmente enfrentadas ao atual statu quo capitalista.

– A chamada Alternativa Galega, formada a partir das diferentes forças reformistas cindidas do BNG e coligadas com outras de obediência espanhola (nomeadamente IU) e procedentes do campo soberanista galego (os oportunistas MpB e FPG), aspira a representar, como elas próprias afirmam, umha “Syriza galega”; quer dizer, um conglomerado social-democrata empenhado em humanizar o capitalismo suavizando as medidas antipopulares, mas em nengum caso propondo umha viragem às políticas de fundo. Assim o comprovamos nos espaços de poder institucional já ocupados por algumhas dessas forças, como Izquierda Unida na Andaluzia. Se a isso acrescentarmos a integraçom de umha parte do nacionalismo galego na dinámica imposta pola própria IU numha manobra pilotada a partir da capital espanhola, chegamos à conclusom da incompatibilidade entre essa proposta institucional e as verdadeiras necessidades da Naçom Galega e do nosso povo trabalhador.

A realidade é que a atual crise capitalista obriga a umha aposta decidida pola ruptura com as instituiçons ao serviço do grande capital (UE e FMI), polo fim da uniom monetária e pola independência nacional galega, com um programa económico de nacionalizaçom da banca e dos setores estratégicos da economia, que devem ser diretamente controlados pola classe trabalhadora, sem intermediários. Essa é a única alternativa real à irreversível crise capitalista. Só um programa de liquidaçom imediata do capitalismo e de instauraçom do socialismo numha Galiza soberana poderá sentar as bases da superaçom da crise. Infelizmente, nengumha das candidaturas apresentadas assume um perfil político como o que consideramos imprescindível traçar neste momento histórico, daí que NÓS-UP nom poda apoiar nengumha das candidaturas apresentadas.

Em todo o caso, NÓS-Unidade Popular nom quer ficar na crítica de ocasiom às diferentes candidaturas a estas eleiçons autonómicas, ainda que consideremos necessário fazer pública a nossa avaliaçom sobre a natureza e perspetivas que todas elas representam.

Somos conscientes de que seria positivo podermos apresentar umha batalha também no campo eleitoral, com um programa político como o apontado e como forma de denúncia do sistema e de luita em todos os campos pola imprescindível via revolucionária como única saída à crise capitalista atual.

Porém, a falta de condiçons mínimas para umha campanha desse tipo no momento atual leva-nos a priorizar os nossos limitados recursos em iniciativas de base para, passo a passo, consolidarmos umha alternativa política com garantias para dar a batalha que ainda está por dar, junto a outros setores do movimento popular galego, nos termos que a situaçom de descomposiçom sistémica atual está a impor-nos.

Participamos do desinteresse geral polo processo eleitoral que culmina no próximo dia 21 de outubro, um processo trucado que garantirá a continuidade das atuais políticas impostas pola grande burguesia. Além disso, temos a convicçom de que a alternativa vai ser construída nas ruas e nom nos parlamentos burgueses. Da mesma forma, exigimos que seja o povo que decida as medidas a serem tomadas e nom uns governos cujas medidas reais pouco tenhem que ver com as prometidas nos programas eleitorais.

Continuaremos, portanto, a participar na construçom da verdadeira alternativa contra as medidas dos diferentes governos, incluído o que venha depois do que atualmente preside o direitista e espanholista Núñez Feijó. Só a luita de massas, a generalizaçom de greves e as mobilizaçons acompanhadas da construçom da ferramenta política adequada poderám servir à derrota do capitalismo espanhol em terras galegas.

Todo isso é prioritário frente a um processo eleitoral em que nada se joga, exceto o nome do partido ou partidos que protagonizarám a aplicaçom das medidas impostas polo grande capital espanhol e europeu.

Viva Galiza ceive, socialista e nom patriarcal!

Avante pola Revoluçom Galega!

Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 11 de setembro de 2012