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Repressores de maos dadas com a classe trabalhadora?

Quinta-feira, 16 Agosto 2012

Ramiro Vidal Alvarinho

Com certeza a crise dá para um cumprido anecdotário nas mobilizaçons operárias; às vezes as anécdotas das que somos testemunhas som mais ou menos simpáticas, outras vezes som curiosas mas nom sempre engraçadas. Ainda bem que a minha condiçom de galego me dota de maneira intrínseca de um humor negro especial ( a tam famosa retranca) que me fai afrontar certas sintuaçons com um meio sorriso entre a amargura, o xorne e a condescendência.

Ver faixas e “piruletas” dos sindicatos policiais nas mobilizaçons de trabalhadores e trabalhadoras nom é agradável, nem simpático, nem é umha estampa cuja gravidade se poida relativizar. É certo que ante o desconcerto perante umha imagem para a que nunca estás preparado, ainda que é perfeitamente previsível, é aquela frase (acompanhada da correspondente gargalhada nervosa) de “Roma nom paga a traidores”. Com efeito, tudo vai bem para o traidor enquanto o inimigo ao que vende os seus favores vai cumprindo o contrato; quando nom o fai é que se evidencia a condiçom do inimigo e também a do traidor.

Porque o inimigo é inimigo por muito bem que pagar, e o traidor é o pior da caterva populacha da que foi recrutado. O povo trabalhador tem umha memória frágil, mas tem memória e nom faltará quem nom poida conter a raiva para evitar recordar-lhe ao traidor o facto de que, com efeito, é traidor. Se em qualquer conflito laboral o polícia está na outra beira a custodiar os interesses do inimigo de classe, se quando o povo protesta contra o poderoso o polícia está a bater violentamente nas costas e na cabeça do manifestante, o recordo dessa imagem tem de acabar incrustado nos cérebros daqueles e aquelas que sofrimos a sua violência arbitrária e seletiva às vezes, indiscriminada e brutal outras, mercenária sempre. E quando com desvergonha inatingível pretendem confundir-se entre a massa, nom podemos permitir que o fagam de umha maneira fácil e cómoda. Devem ser assinalados como um elemento intrusso e provocador.

Eu nom quero equiparar-me nem partilhar espaço qualquer com a polícia. Quem me humilhou, insultou, agrediu, quando eu saím à rua a reclamar os meus direitos, nom pode agora reclamar-se “trabalhador como nós”. Se assegurar-se da derrota das minhas aspiraçons e reivindicaçons de classe era e é o trabalho destes elementos, entom nm som “trabalhadores como nós”. Porquê ia eu apoiar as reivindicaçons “laborais” deste pessoal? Antes estou disposto a me encarar com a cúpula sindical para que utilicem as suas respeitivas “guardas de corps” para expulsar esta escoura de umhas manifestaçons que som nossas (nem som para defender os interesses corporativos dos mercenários, nem som propriedade do aparelho sindical) e nom para reprimir mesquinhamente as vozes discordantes ou incómodas nas mobilizaçons (e já todos sabem ao que me refero)

Reclamo portanto coerência à dirigência sindical e também dignidade aos meus irmaos de classe. Expulsemos ao mercenário das manifestaçons de trabalhadores e trabalhadoras, que nom nos furtem nem nos diluam a nossa identidade!!!