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Florestas galegas caminham para a extinçom, com a conivênia da Junta da Galiza

Quarta-feira, 15 Agosto 2012

Desde que Alberto Nunes Feijó tomou posse da presidência da Junta, temos constáncia das denúncias públicas dos sindicatos no sentido de que se estám a reduzir meios humanos e logísticos nos labores de prevençom e extinçom de incêndios florestais. O último grande golpe foi o da privatizaçom do parque de helicópteros. Recentemente também morria um brigadista durante os labores de extinçom do incêndio registado na serra da Lastra, o que propiciou que os sindicatos pugessem de novo o acento na situaçom de precariedade laboral em que se encontra o pessoal das brigadas.

A esta situaçom, provocada por uns cortes brutais a nível orçamental nas verbas destinadas à extinçom e prevençom, devemos somar a aprovaçom da nova Lei de Montes, que favorece o monocultivo, a proliferaçom de espécies pirófitas e a especulaçom com o solo, o que pom em sério risco a continuidade do nosso património natural e inclusive atenta contra a segurança física das pessoas.

Os coletivos ambientalistas estám a denunciar (ainda que a imprensa subsidiada polo poder o silencie) a Lei de Montes, por considerá-la exterminadora do monte e do meio rural galego, por estar feita ao serviço da indústria florestal, os interesses imobiliários e o setor energético e por ser atentatórias contra a segurança pública.

Entre as modificaçons mais importantes que esta lei introduz, encontram-se a reduçom do espaço de salvaguarda da vegetaçom às vivendas, a margem temporária de proibiçom para o aproveitamento de monte queimado, o desvio de parte das responsabilidades de controlo às cámaras municipais (um contra-senso, se tivermos em conta que som as administraçons que estám mais no alvo da “austeridade”) e a eliminaçom da proibiçom de estabelecer áreas dedicadas ao monocultivo de mais de 25 hectares.

As associaçons ambientalistas assinalam também que a antedita lei passa por cima de aspetos como os usos sociais e agrários do monte, assim como nem se citam os valores paisagísticos, etnográficos e culturais, nem há umha só parte do articulado que fale da recuperaçom da superfície queimada, nem dos vieiros ecológicos, nem da conservaçom de habitats e espécies ameaçadas.

Estámos portanto a viver umha etapa de desmantelamento sócio-ambiental acelerado, na qual se desvincula o monte do nosso ser coletivo para o converter em mais um objecto de especulaçom, legislando a favor daqueles interesses mais vinculados precisamente à economia do lume, apesar de que para ficar bem diante da opiniom pública, os mesmos que legislam em favor desses interesses falem de sançons mais duras contra os pirómanos. Mas insiste-se em falar do pirómano como um elemento isolado que age por conta própria, um esquema que nom condi com umha situaçom em que o lume nom é umha incidência casual e sim um fenómeno constante e percetível a todas horas em qualquer lugar nesta época do ano.