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MLNG culmina com sucesso jornadas patrióticas e revolucionárias de 24 e 25 de julho

Sexta-feira, 27 Julho 2012

Centenas de pessoas secundárom as iniciativas independentistas, anticapitalistas e feministas promovidas 24 e 25 de julho em Compostela polo MLNG.

VIII Jornada de Rebeliom Juvenil

Tal como já informamos, entre inúmeros obstáculos, BRIGA logrou manifestar-se polas ruas da zona velha da nossa capital após umha batalha legal contra a Subdelegaçom do Governo espanhol na Galiza. O Tribunal Superior de Justiça da Galiza (TSJG) ditou sentença a favor da organizaçom juvenil revolucionária depois da apresentaçom de recurso da defesa, perante a negativa governamental a autorizar a mobilizaçom.

Pouco depois das 21 horas da terça 24 de julho, saía da Porta Faxeira a manifestaçom encabeçada por umha faixa, segurada por cinco moças, com a legenda “Rebelar-se no presente, revelar o futuro”.

Numha atmosfera de intimidaçom policial e restriçons democráticas, a manifestaçom foi em todo o momento “escoltada” por um abafante dispositivo das forças de ocupaçom. “A luita é o único caminho”, “Independência”, “Fora as forças de ocupaçom”  “Mulheres livres na Pátria libertada”, “Porque nos escoltades se nom somos banqueiros?”, “Com BRIGA na rua a luita continua” fôrom algumhas das palavras de ordem mais secundadas.

Na praça da Galiza, com umha apaixonada arenga de Eva Cortinhas, conclui a primeira parte do programa da VIII Jornada de Rebeliom Juvenil. A dirigente de BRIGA denunciou as conseqüências mais dramáticas para a juventude galega que está a provocar a atual ofensiva capitalista. Eva Cortinhas também denunciou o endurecimento patriarcal e espanholizaçom da Galiza, apelando à juventude obreira e popular para participar ativamente na luita organizada e à confrontaçom contra Espanha, o Capital e o Patriarcado.

Posteriormente, até altas horas da madrugada, tivo lugar um concerto no campus sul da USC, no qual se desenvolveu um ato político desde o cenário que consistiu na leitura do manifesto da VIII JRJ a cargo de duas jovens da organizaçom, além de contar com umha breve saudaçom das delegaçons de jovens da esquerda independentista aragonesa e basca que assistírom como convidadas à jornada.

NÓS-UP convocou a única manifestaçom genuinamente independentista da jornada

Umha das caraterísticas do Dia da Pátria de 2012 foi que unicamente NÓS-UP convocou manifestaçom em prol da independência nacional. Os discursos soberanistas fôrom a tónica dominante da manifestaçom do BNG e do ato político de Anova, assim como de Causa Galiza/OLN, que este ano fracassou estrepitosamente.

Era cerca das 13 horas quando saiu da Alameda compostelana a colorida e combativa manifestaçom convocada por NÓS-Unidade Popular e que tivo o apoio do nosso partido.

A manifestaçom da esquerda revolucionária galega congregou três centenas de pessoas que percorrérom sob um sol de justiça o trajeto habitual das mobilizaçons do Dia da Pátria.

Atrás de umha bandeira nacional, umha faixa com a legenda “Nem Espanha, nem UE, nem FMI. Independência, Socialismo, Feminismo” abria a manifestaçom.

Dúzias de bandeiras da Pátria, vermelhas e lilás com o anagrama de NÓS-UP, comunistas, do antigo Reino Suevo da Galiza e de diversos povos do mundo, conferiam umha espetacularidade à mobilizaçom, que foi fechada com umha gigantestca faixa solicitando a liberdade do camarada Telmo Varela.

As palavras de ordem “Com Espanha nunca mais”, “A luita é o único caminho”, “A soluçom, a Revoluçom”, Espanha é a nossa ruína” “Galiza armada, Galiza respeitada”, “Contra Espanha, contra o capital, luita obreira, luita nacional”, “Telmo Varela liberdade”, “Fora as forças de ocupaçom”, “Que queiram, que nom, Galiza é umha naçom”, “Bloque, PSOE, PP, a mesma merda é”, “Contra o Capital, greve, greve geral”, fôrom permanentemente secundadas num ambiente de enorme satisfaçom e optimismo da militáncia e simpatizantes.

Ato político no Toural

Alberte Moço saudou e agradeceu a presença dos centenas de pessoas que participárom na manifestaçom de NÓS-UP, antes de dar a conhecer que a mobilizaçom contava com a solidariedade internacionalista, presencialmente, do MDT dos Paises Cataláns, da esquerda abertzale do País Basco, de Iniciativa Comunista do Estado espanhol e de Puyalon de Cuchas de Aragom. Também dos saúdos enviados pola Cátedra Che Guevara e Coletivo Amauta da Argentina,  Movimento Popular Democrático (MPD) do Equador,  Izquierda Castellana de Castela, Red Roja do Estado espanhol, Partido Comunista Brasileiro (PCB), Movimento Camañista da República Dominicana e do Movimento Continental Bolivariano (MCB).

A continuaçom, foi divulgada a saudaçom de Telmo Varela, enviado da masmorra espanhola de Topas, que podes ouvir nesta ligaçom.

Rebeca Bravo encerrou o comício, com um discurso político permanentemente interrompido por palavras de ordem e ovaçons. Na sua arenga, enfatizou os objetivos táticos e estratégicos de NÓS-UP pois “nom só se trata de sairmos da crise. Trata-se de sairmos do capitalismo. Aí está o nó górdio do debate, dos modelos, da orientaçom e métodos de luita”.

A co-porta-voz nacional de NÓS-UP manifestou que se bem “som tempos duros. Nom o negamos” também “som tempos de esperança, mas sobretodo de luita e combate”.

De forma clara, denunciou como “terrorismo patronal” as medidas antipopulares e antiobreiras implementadas por um “Estado saqueador e um governo bandido”.

Nom renunciar à luita”

Rebeca Bravo manifestou solenemente que“nós, galegas e galegos conscientes e orgulhosas, nom estamos dispostas a foder-nos”, que a esquerda independentista e socialista galega nom está “disposta a renunciar à luita” descartando as ilusons eleitoralistas. “Que ninguém pense que o processo de empobrecimento social, endurecimento do patriarcado e recentralizaçom política se soluciona com a alternáncia eleitoral. Nom, companheiras e companheiros: a culpa nom só é do PP!”.

Há que mudar o regime, superar este capitalismo senil. E isto só é possível mediante a luita, construindo um enorme movimento popular dotado de um programa tático ruturista inserido numha estratégia revolucionária”.

Governinho colaboracionista e vendepátrias”

Assim qualificou o governo autonómico de Nuñez Feijó. “Instalado na mentira e propaganda, na incapacidade para fazer algo mais que seguir enterrando milhons e milhons de euros no descomunal disparate da Cidade da Cultura. Um governo cada vez mais clandestino e opaco, dedicado a destruir o nosso idioma, desmantelar o Sergas e o ensino público, incapaz para gerar emprego, salvo em assessores e postos a dedo”.

Movimento modesto e firmes princípios, com determinaçom de vencer

Deste jeito definiu Rebeca Bravo o atual MLNG. “Daí que, ao longo deste ano, nom tenhamos participado em manobras oportunistas, em operaçons fraudulentas, em malabarismos e filigranas políticas, em erróneas convergências, que tam só conduzem à capitulaçom e integraçom de contigentes militantes no dique seco do eleitoralismo e a política institucional”.

Foi clara e incisiva na hora de descartar a participaçom de NÓS-UP na construçom de “novas plataformas eleitorais que só pretendem um anaco do bolo do parlamentarismo burguês”. Qualificando a recomposiçom das organizaçons que abandonárom o BNG com setores independentistas (FPG e MpB) como “sedutores cantos de sereia do unitarismo desesperado sem programa genuinamente transformador”. A co-porta-voz nacional da Unidade Popular descartou qualquer modificaçom do rumo “porque estamos convencidas de que é o correto”.

Rebeliom popular e greve geral de 48 horas

Antes de finalizar o discurso, apelou ao “combate organizado, à luita permanente e sustentada”. Pois os objetivos táticos som “botar o governo de Madrid, e botar a sucursal autoanémica de Feijó. Mas nom para substitui-lo por algo similar. A recente experiência do bipartido está aí”.

Apelou, tal como bem defendendo NÓS-UP, à imediata convocatória de umha greve geral de 48 horas “sem condicionantes eleitoralistas nem obscuros interesses das cúpulas sindicais e dos partidos da esquerda domésticada. Umha greve geral de verdade. Que pare o País e atemorize a burguesia”.

Com a contundência que caraterizou o tom e orientaçom do seu discurso, encerrou a intervençom política com que culminava a mobilizaçom, pois para Rebeca Bravo “ assim poderemos injetar autoestima e confiança na nossa imensa força que a classe trabalhadora e as camadas populares como água de maio necessitamos para superarmos o medo e caminharmos de forma decidida na recomposiçom de um bloco histórico que, sob os parámetros patrióticos, socialistas e feministas, logre vitórias táticas que nos aproximem às conquistas estratégicas“.

A Galiza necessita um governo obreiro e popular, um governo patriótico, de orientaçom socialista e feminista, de caráter anti-imperialista, que sente as bases da reconstruçom do País, que solucione os problemas prioritários que padecemos, estabelecendo relaçons de colaboraçom e fraternidade com os povos do mundo”.

A mobilizaçom da Unidade Popular finalizou com o canto do Hino Nacional. Posteriormente, entre gritos contra Espanha e em prol da independência, foi queimada umha bandeira espanhola.

Jantar

Umha parte da militáncia que participou na manifestaçom de NÓS-UP assistiu a um jantar de confraternizaçom.

Censura e repressom

Tanto BRIGA como NÓS-UP realizárom umha intensa campanha propagandística na rua e nos centros de trabalho. Novamente, tanto boa parte dos meios de comunicaçom, como os aparelhos repressivos espanhóis, tentárom ocultar as iniciativas políticas promovidas polo MLNG.

Proibiçom de exercitar a liberdade de expressom, impondo fianças de 300€ por cada faixa colocada na rua, por ordem do governo municipal de Compostela; boicote de murais, pintagens e faixas; assim como identificaçons, acompanhárom a atividade regular da militáncia nas semanas prévias à VIII Jornada de Rebeliom Juvenil e à manifestaçom independentista do Dia da Pátria.

Na própria madrugada do 25 de Julho, um companheiro e umha companheira da Direçom Nacional de NÓS-UP fôrom brutalmente “identificad@s” em Compostela por polícias espanhóis à paisana. Um dos militantes foi lançado para o chao e algemado para posteriormente ser ameaçado com “partir-lhe a cabeça”. Durante os mais de 20 minutos que durou a retençom, chegárom à zona várias unidades da UIP da Polícia espanhola. Um dos chefes das forças de choque se dirigiu a um dos retidos ameaçando-o com “pintarte la bandera de España en la puta cara”.