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Confirma-se que NÓS-UP convoca única manifestaçom genuinamente independentista

Quarta-feira, 18 Julho 2012

À medida que se vai clarificando o panorama do Dia da Pátria de 2012 em relaçom às convocatórias que as diversas forças políticas realizam neste 25 de Julho, também se esclarece a orientaçom das mesmas.

O giro “soberanista e de “esquerda” do autonomismo materializa-se na linha discursiva da mobilizaçom que convoca às 12 horas na Alameda.

Todas as correntes da esquerda nacional -salvo na que está inserida o nosso Partido e NÓS-UP-, participárom ativamente na construçom da força política de orientaçom social-democrata e independentista, promovida por Xosé Manuel Beiras.

Porém, Causa Galiza/OLN optou à última hora por nom assistir à Assembleia Constituinte de ANova Irmandade Nacionalista porque nom aceitou a quota que lhe concediam na proposta de Coordenadora (nome da direçom nacional), confirmando assim o seu erratismo e oportunismo. Finalmente, convoca manifestaçom sob a legenda “Continuarmos no caminho da libertaçom nacional e social”.

Além do ato anunciado polo centro-direita nacionalista em Bonaval, finalmente também o beirismo tem previsto organizar na praça de Maçarelos um comício e posteriormente um jantar no parque de Belvis.

Deste jeito, a mobilizaçom que NÓS-UP convoca às 12.30 horas na Alameda de Compostela contra Espanha, a UE e o FMI, e em prol da Independência, o Socialismo e o Feminismo será a única manifestaçom genuinamente independentista, anticapitalista e feminista que percorrerá as ruas da capital da nossa Pátria este 25 de Julho.

Para as 14 horas na praça do Toural, está previsto que comece o ato político em que intervirám Alberte Moço e Rebeca Bravo, em representaçom da porta-vozia de NÓS-UP.

Primeira Linha apela aos setores mais combativos e avançados do proletariado, da juventude, mulheres, ativistas dos movimentos sociais, e em geral a todas aquelas galegas e galegos fartas da estéril via parlamentarista, a secundar a manifestaçom de NÓS-UP.

A continuaçom reproduzimos integramente o Manifesto à Pátria e ao Povo Trabalhador Galego emitido por NÓS-UP.

25 de Julho 2012

Manifesto à Pátria e ao Povo Trabalhador Galego

Nem Espanha, nem UE, nem FMI

Independência, Socialismo e Feminismo

Contrariamente a interesseiras e falsas leituras, o agravamento das políticas socioeconómicas, do centralismo espanhol e o endurecimento patriarcal, nom derivam basicamente da chegada do PP ao governo espanhol.

A crise estrutural capitalista provoca que os partidos do sistema apliquem similares receitas ultraliberais impostas polo verdadeiro governo -a Comissom Europeia, o FMI e o Banco Central Europeu. A denominada troika é quem realmente decide as políticas económicas, quem marca as diretrizes do governo de serviço, neste caso o de Mariano Rajói. Deste jeito, o Estado espanhol, cedendo soberania, está a caminhar para se converter num protetorado das protências centrais da UE.

Neste últimos anos, primeiro o PSOE, e depois o PP, sob a justificaçom da “austeridade” aplicárom similares políticas concretizadas em duras reformas laborais que facilitam e embaratecem o despedimento, reduzem salários, incrementam os impostos diretos para o povo trabalhador, rebaixam as pensons, aumentam a idade de reforma, privatizam a sanidade e a educaçom, desmantelam serviços sociais, incrementam o preço de artigos de primeira necessidade. As conseqüências som o incremento do desemprego, da precariedade laboral, emigraçom juvenil, empobrecimento para os segmentos mais vulneráveis da classe trabalhadora: mulheres, pessoas idosas e jovens.

Na Comunidade Autónoma, o governinho de Feijó reproduz em pequena escala idênticos patrons económicos e políticos, apresentando-se falsamente como a cara amável da austeridade. Na prática, nom passa de ser umha sucursal dos seus amos madrilenos. A estabilidade de que goza deve-se à ausência de oposiçom real. PSOE e BNG carecem de um projeto integral alternativo ao PP e estám mais dedicados a apagar as liortas internas que a desmontar o aparelho de propaganda de Sam Caetano.

A luita obreira e popular é o único caminho

Nos últimos meses, temos assistido a um tímido -mas claramente insuficiente e moderado, despertar da classe obreira e das camadas populares. A greve geral de 29 de março, as mobilizaçons do setor naval em Trasancos e Vigo, dos mineiros do leste da Galiza, do estudantado… de dúzias de manifestaçons em defesa da sanidade e educaçom pública, dos postos de trabalho, som um claro sinal de que há que superar o medo e a resignaçom, que é imprescindível sair à rua e luitar polo nosso futuro.

Mas a direçom e orientaçom destas luitas ainda está sob a hegemonia de quem carece de vontade política para questionar e superar o quadro de exploraçom capitalista, opressom nacional e dominaçom patriarcal. Evitam construir dinámicas de mobilizaçom, todo o que se convoca ou promove, sempre é guiado pola lógica eleitoral-institucional. As castas políticas e sindicais esterilizam as luitas provocando frustraçom. A difícil conjuntura que atravessamos tem forçado um giro “esquerdista” e “soberanista” das forças sistémicas. Mas nom passa de pura aparência, ilusionismo, pois na realidade nom deixa de ser um simples verniz que desaparece facilmente com a arranhadela de umha unha.

É umha evidência que o proletariado galego e o conjunto da classe obreira carece de umha alternativa revolucionária de massas em que confiar. Umha força sociopolítica que sem ambigüidades defenda as reivindicaçons populares, promova a auto-organizaçom obreira, a confluência das mobilizaçons e das luitas acumulando forças para umha mudança radical. Porque, frente ao curtoprazismo das ilusons eleitoralistas, nom há alternativa no quadro do sistema capitalista, da dependência nacional e do dominaçom patriarcal. É suicida seguir confiando na economia de mercado, na democracia representativa, na negociaçom e conciliaçom social, na autonomia que nos concedeu Espanha. É como acreditar que se podem lançar pedras à lua.

A Pátria, o povo trabalhador galego, as mulheres, necessitam, necessitamos, insubornáveis e firmes instrumentos defensivos para organizar a resistência popular, para organizar as luitas, para atingir vitórias. Nom sóm tempos de timoratismos. Há que dizer basta! Nom vamos continuar a ceder. Chegou o momento da rebeliom contra o Capital, Espanha e o Patriarcado. Contra os empresários, os patrons, contra os seus partidos e sindicatos corruptos, contra as suas instituiçons e elites económicas, políticas e religiosas, contra os seus meios de comunicaçom que só mentem e manipulam, contra a Uniom Europeia, o FMI e a NATO.

Construir a alternativa revolucionária

Há que continuar a tecer, contra vento e maré, um projeto anticapitalista, antipatriarcal e patriótico. NÓS-UP manifesta absoluta vontade para participar com quem tenha plena e honesta disposiçom em convergir neste objetivo.

Mas a alternativa constrói-se no fragor da batalha ideológica, política e social, organizando povo, unindo a classe trabalhadora na luita. Longe de gabinetes tecnocratas e de profissionais da política espetáculo burguesa.

A verdadeira alternativa obreira e popular nom virá derivada de falsas recomposiçons de anacos dos partidos sistémicos, dos velhos reformismos, de oportunismos de toda índole.

NÓS-UP é consciente das suas modestas e limitadas forças, mas nom por isso vai renunciar aos princípios, nem ao programa político, para participar em amórficas manobras de confusom, em desesperadas operaçons interclassistas e mornamente soberanistas, condenadas a repetir, umha vez mais, fórmulas que a mais recente história nacional constatou como mais do mesmo.

O caminho a seguir nom é fácil. Está pragado de obstáculos. Saber superá-los exige saber combinar acertadamente habilidade, paciência e perserverança.

Só queremos e buscamos o reconhecimento e a satisfaçom de acompanhar o nosso Povo e a nossa Classe face o horizonte da libertaçom e emancipaçom.

Neste Dia da Pátria de 2012 apelamos os setores sociais e populares dispostos para a luita sem trégua sob um programa genuina e nitidamente independentista, socialista e feminista, a apoiar a manifestaçom que NÓS-UP convoca na capital da Galiza.

Queremos manifestar o nosso apoio e solidariedade com Telmo Varela, para o que solicitamos a sua imediata liberdade, assim como a do conjunto das presas e presos políticos galegos.

Viva Galiza ceive, socialista e feminista!

Viva a luita obreira e popular!

Antes mort@s que escrav@s!

Galiza, julho de 2012