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Galiza. Espanha

Segunda-feira, 25 Junho 2012

Iago Barros

Se um extraterrestre aterrasse na Galiza hoje, nom teria muitas dúvidas: caiu em Espanha. Milhares de trapos “rojigualdas”, camisolas de futebol, viseiras, pulseiras horteras, colantes nos veículos, e multidom doutros símbolos representativos do regimem juancarlista aparecem em todo o lugar. O “support our troops” ianque em versom espanhola, alentando duas dúzias de famosos guerreiros da bola cara o objetivo de alcançar a impressionante soma de 300.000 € por cabeça por proclamar-se campeons da “Eurocopa”. Existem porém sérias dúvidas de que essa quantia seja tributada no estado que dim representar, e que seja socialmente legitimável na situaçom de inquietante crise que pagamos as pessoas trabalhadoras, nomeadamente jovens, mulheres e imigrantes.
Mas a realidade é um fantasma que, por muito temor que infunda, devemos enfrentar com as cartas sobre a mesa. Desde que há 4 anos Espanha ganhava umha competiçom importante, o fenómeno “fan” pervive e estende-se abrangendo nomeadamente as camadas juvenis educadas na sociedade do consumismo, do êxito como princípio primeiro e último, e da alienaçom sobmetida aos ditames do mercado transmitidos via televisom ou internet.
@s jovens de BRIGA sabemos que isto é assim. Que a abatida espanholista é contumaz e alimenta um sentimento de identificaçom nacional. Malia estar cimentado sobre a simples fraternidade à volta dos logros do futebol masculino, Espanha consolida de qualquer forma umha realidade frágil mas omnipresente, estúpida e oportunista mas rendível e funcional.
Nom temos porquê mirar para outro lado. Estamos rodead@s de espanholismo desenfreado e a ferida da impotência é a única que expulsa sangue novo, com sabor a rebeldia, que lateja nos coraçons de centos de jovens enojad@s dispers@s polo país.
A celebraçom dos méritos da seleçom espanhola de futebol nom é neutra. Nom é um mero festejo inerme que devemos obviar ou ao qual mesmo aderir, como constantemente manifestam os líderes autonomistas das naçons sobmetidas por Espanha, caso do BNG ou Compromiso por Galicia. É umha ferramenta, talvez a mais aperfeiçoada no século XXI, de homogeneizaçom do projeto capitalista espanhol tufado do fascismo que impujo a sua bandeira com o sangue d@s obreir@s, d@s democratas e dos patriotas galeg@s há menos de 100 anos.
A vergonha é um sentimento de pura humanidade. De vitalidade. E de rebeliom, porque ela nos mostra o inconformismo e as arelas de mudança. Mas sós, pequenos satélites isolad@s num planeta de paranoia coletiva, nom podemos demonstrar que Galiza existe. Que Galiza está viva, ativa e orgulhosa.
Temos só umha alternativa: ainda que sejamos menos, unid@s somos o espírito dum corpo envenenado que se resiste à assimilaçom. Um cérebro sam que se resiste a ser colonizado por células amnésicas que eliminam toda a história dum povo.
E se continuam a ganhar, ofereçamos-lhes o nome da sua derrota: a juventude organizada em BRIGA dá fé de que por mui alto que chegarem, estamos por luitar para que caiam. E como todo o que sobe, baixa: cairám.