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Governo espanhol golpeia sindicatos com cortes nas verbas para formaçom

Sexta-feira, 22 Junho 2012

O Partido Popular deu mostras abondo nestes meses à frente do governo espanhol de procurar fórmulas que reduzam a capacidade de atuaçom e influência das organizaçons sindicais. À permanente campanha de desprestígio que dura já anos e na qual contam com o apoio entusiasta dos meios de comunicaçom empresariais, agora há que somar reformas e cortes que reduzem os privilégios de que vinham desfrutando produto do seu papel basilar na configuraçom das relaçons laborais espanholas.

Agora, as reformas completam-se com um novo movimento que já está a ter conseqüências que podem afetarám as organizaçons sindicais de forma impredizível. O governo espanhol assestou um duro golpe aos sindicatos ao reduzir no orçamentos em 30% as verbas destinadas à formaçom dos trabalhadores e trabalhadoras. A importante reduçom, que afeta tanto a formaçom de trabalhadoras e trabalhadores no ativo como desempregados, está muito acima da diminuçom da quota da formaçom profissional arrecadada, que caiu em 4,5 no conjunto do Estado, e ameaça com piorar com próximos cortes.

Na Galiza já começam a sentir-se as conseqüências da reduçom do dinheiro destinado polo Estado espanhol à formaçom e, recentemente, o FORGA, a mastodôntica fundaçom ligada à CIG, viu-se obrigada a despedir 15 trabalhadores, dos quais 4 de forma temporária.

Além da evidente oportunidade que a medida do governo espanhol abre com o corte nas verbas para formaçom, que de seguro continuarám reduzindo-se, para questionar a perigosa existência de organizaçons de classe como a CIG, de gigantescos aparelhos paralelos que, de facto, eram incontroláveis, nom podemos obviar que o Partido Popular lesiona gravemente o direito à formaçom dos trabalhadores e trabalhadoras. Além disso, dificilmente estes cortes irám danificar o essencial dos mecanismos de cooptaçom sindical que operam no Estado espanhol. O Partido Popular dá este passo consciente da relativa debilidade que atravessam as organizaçons sindicais, produto da sua cumplicidade com governos e patronato na aplicaçom de elementos chave do seu programa anti-obreiro.

Para enfrentar os titánicos reptos que a crise coloca frente aos sindicatos, nom som precisos mastodônticas estruturas para a formaçom que, por outro lado, canalizavam ingentes orçamentos em formaçom que, de forma suave, podemos qualificar como inapropriada e sob fórmulas cada vez mais mercantilizadas. A incomprensível oferta de graus e mestrados a preços astronómicos que a fundaçom ligada à CIG oferecia junto com a “universidade” espanhola Udima e a Escola de Negocio do Centro de Iniciativas Profesionales, son umha boa mostra da perigosa direçom que o projecto tomava.

É evidente que o governo aproveitará a conjuntura para reduzir a capacidade de atuaçom sindical, mas consciente de que a sua destruiçom eliminaria a principal válvula de escape que hoje opera para evitar a intensificaçom e aprofundizamento da luita de classes. É tamém esta umha oportunidade para formular a radical necessidade de que o sindicalismo nacional e de classe se desligue da dependência económica do Estado espanhol que, teoricamente, deve combater.