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Jornadas Independentistas abordárom a necessidade da insurreiçom popular frente ao decadente capitalismo

Segunda-feira, 23 Abril 2012

Neste sábado, dia 21 de abril, um dia antes da comemoraçom dos 142 anos desde o nascimento de Vladímir Ilich Lenine, decorrêrom na capital da Galiza as XVI Jornadas Independentistas Galegas organizadas polo nosso partido desde 1997. O Centro Social do Pichel acolheu, mais umha vez, esta nova ediçom do evento que anualmente organiza Primeira Linha como espaço para a formaçom e o debate aberto e fraterno da esquerda revolucionária e independentista galega.

Apresentadas polo secretário-geral do nosso partido, Carlos Morais, nesta ocasiom, como em ediçons anteriores, contamos com a participaçom de destacadas figuras inteletuais e militantes da esquerda revolucionária mundial para, junto ao númeroso público formado por militantes, amigos e amigas do nosso partido, debatermos sobre o cenário mundial das luitas e as perspetivas da superaçom do atual modo de produçom capitalista.

Desenvolvidas em sessons de manhá e tarde, as Jornadas começarom com as intervençons de duas importantes figuras da economia de matriz marxista na Europa e na América Latina. Miren Etxezarreta, economista de origem basca com anos de trajetória profissional na Catalunha e integrante do Grupo de Economia Crítica Taifa, fijo umha exposiçom didática sobre a génese e compreensom da atual crise na Europa e no Estado espanhol, alertando sobre as mentiras e manipulaçons propagandísticas do sistema. Apelou à necessária formaçom da militáncia anticapitalista para enfrentar essas mentiras, denunciar a e combater a ofensiva contra os direitos laborais e sociais conquistados com tanto sacrifício e luita das geraçons que nos precedêrom.

Jorge Benstein, economista marxista argentino com umha longa trajetória militante na esquerda revolucionária daquele país, membro da Presidência Coletiva do Movimento Continental Bolivariano, trouxo à Galiza umha saudaçom solidária latino-americana seguida de umha clara explicaçom sobre o caráter mundial da crise, contra as teorias que tentam restringi-la a determinadas regions como a Uniom Europeia ou mesmo os Estados Unidos. A atual crise, que melhor deves ser considerada como “decadência do capitalismo senil”, reflete o esmorecimento do sistema, que contodo só poderá vir a ser derrubado mediante a insurgência revolucionária comunista. Na exposiçom do camarada Benstein nom faltou a explicaçom do caso Repsol-YPF como exemplo dessa crise e das novas relaçons que se derivam da excecionalidade do atual processo degenerativo das relaçons internacionais no contexto da crise sistémica.

Já na sessom da tarde, tomárom a palavra dous militantes revolucionários e internacionalistas, um europeu e outro latino-americano, que abordárom a atual crise global com umha perspetiva mais política, complementando assim as exposiçons económicas da manhá. Miguel Urbano Rodrigues, veterano militante comunista português, conhecedor como poucos do cenário internacional de luitas imperialistas e anti-imperialistas dos povos, apelou aos princípios revolucionários como guia fundamental no trabalho político dos povos oprimidos. Contestou teorias reformistas gradualistas e falsas esperanças na tomada do poder por vias exclusivamente eleitorais; expressou o seu reconhecimento polo trabalho que no caso europeu vem realizando o Partido Comunista da Grécia (KKE), que afirma a inevitabilidade da tomada violenta do poder polo povo como única via para a derrota do capitalismo.

O discurso de Miguel Urbano incluiu umha referência nom menos clara à necessária irmandade galego-portuguesa e à Galiza como berço da língua e mesmo da nacionalidade de Portugal, forjada historicamente no combate permanente ao imperialismo castelhano-espanhol, criticando qualquer ilusom iberista como umha nova armadilha para o submetimento do povo português a Espanha. As palavras de Miguel Urbano fôrom ovacionadas polo público presente na sala principal do Centro Social do Pichel.

A seguir, foi a vez de Carlos Casanueva, militante do Partido Comunista Chileno e secretário-geral do Movimento Continental Bolivariano, organizaçom internacional em que a esquerda independentista galega participa como capítulo nacional da Galiza junto a contingentes revolucionários de todo o mundo. Casanueva explicou a génese e o trabalho político realizado até hoje polo MCB e a importáncia do fortalecimento de laços de irmandade internacionalista entre as organizaçons revolucionárias dos diferentes povos frente ao imperialismo e na perspetiva da derrota definitiva e global do capitalismo, apelando a todas as formas de luita a que historicamente tem recorrido a classe operária para enfrentar os seus inimigos de classe. Expujo a situaçom atual das luitas anti-imperialistas no continente americano, onde estám em jogo umha parte importante das esperanças atuais das e dos oprimidos de todo o mundo na sua própria emanicipaçom.

Já na parte final da tarde, umha mesa redonda moderada polo camarada Carlos Morais e com participaçom da camarada Miren Etxezarreta e dos camaradas Jorge Benstein, Miguel Urbano e Carlos Casanueva serviu para o debate direto, com participaçom também do público, no qual se tirárom algumhas conclusons comuns sobre o tema que nos convocou na capital da Galiza neste sábado de abril de 2012. Umha vez concluídas estas XVI Jornadas Independentistas Galegas, o nosso partido começará imediatamente a conceber as linhas mestras das que serám as XVII Jornadas Independentisas, no ano próximo