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Qual será a política lingüística da nova Junta?

Quinta-feira, 23 Abril 2009Um Comentário

Maurício Castro

Ainda evitando cair nos preconceitos, nom é difícil compreender o significado da decisom do PP de relegar a Secretaria Geral da Política Lingüística a um departamento de umha Conselharia concreta, a da Educaçom, pois esse era já o modelo antes de 2005, existindo precedentes claros que dam conta da mentalidade da sucursal galega do PP em matéria de língua.

Nom queremos dizer com isto que o governo anterior, que fijo depender da Presidência essa Secretaria Geral, mostrasse qualquer afám sério de planificar avanços concretos para o galego. Os resultados estám à vista e, longe disso, nos últimos quatro anos nom foi posta sobre a mesa nengumha planificaçom concreta para frear a perda de usos, nem criado nengum organismo específico para tal tarefa, apesar das boas palavras relativas à transversalidade da política lingüística e das promessas do Acordo de Governo de 2005.

De facto, foi a existência de um modelo teoricamente transversal que tornou o governo anterior, no seu conjunto, responsável pola falta de planeamento, de prazos e de objectivos concretos para além das boas palavras. A transversalidade envolveu o PSOE e o BNG numha responsabilidade partilhada polas carências da política lingüística da Junta da Galiza nos últimos anos.

Agora que chega o PP, podemos interpretar a reduçom da perspectiva normalizadora a simples área de umha conselharia concreta como umha inequívoca renúncia a dar conteúdo à tal transversalidade. Quer dizer, se o PSOE e o BNG contárom com um esquema teórico mais apropriado, que nunca enchêrom de conteúdo, agora o PP desmonta-o e renuncia de vez a umha acçom planificada e abrangente de todo o executivo autonómico.

É, portanto, significativo da mentalidade da equipa de Feijó comprovarmos como fai depender a Secretaria Geral da Política Lingüística de umha Conselharia concreta, a da Educaçom. Será que vai centrar todos os seus esforços em galeguizar por fim o ensino? Se assim fosse, mesmo que nom figesse mais nada nos restantes ámbitos, já poderíamos parabenizar o PP. No entanto, parece evidente que nom vai ser assim, quando a sua medida estrela em matéria de língua é a derrogaçom do novo Decreto de ensino, em si mesmo limitado, mas que para o PP é ambicioso de mais porque seica nos “impom” o galego. O esquema parece claro: o galego deve ser só umha matéria académica e como tal vai ser tratada. Quanto às imposiçons, só serám de aplicaçom as constitucionalmente atribuídas ao espanhol.

Assim sendo, nom dá para interpretarmos que a do Ensino vaia ser a nova super-conselharia que, além de avançar até superar o decreto, actue também com políticas normalizadoras sobre ámbitos como o empresarial, o judicial ou o dos meios de comunicaçom. Muito mais parece que esses e outros espaços continuarám alheios a qualquer garantia de respeito polo direito colectivo à língua que, como povo, nos assiste.

De resto, e ainda no limiar da nova legislatura, poucas novidades apresenta o novo governo em relaçom aos anteriores: analfabetismo generalizado dos seus membros no idioma próprio do país que vam governar, uso ritual do mesmo e boas palavras sobre amor, liberdade e harmonia lingüística, que nom se correspondem nem com o espírito nem com a letra do programa lingüicida que se disponhem a aplicar.