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Já em formato de fácil leitura novo número do Insurreiçom

Quinta-feira, 19 Abril 2012

Já saiu do prelo um novo número do Insurreiçom, Órgao de expressom do Capítulo Galiza do Movimento Continental Bolivariano, que atinge já o número 16.

Como sempre, além de estar editado em papel já está disponível na rede em formato de fácil leitura.

Neste número, além da editorial, que reproduzimos a continuaçom, reproduze-se a carta redigida polo reformado grego que se suicidava há uns poucos dias diante do Parlamento heleno e na que apela à luita armada.

Um artigo de opiniom da autoria de Carlos Garcia Seoane sobre os 40 anos de luita obreira na Galiza desde 1972, um posicionamento do Secretariado  do Estado Maior das FARC-EP na memória de Manuel Marulanda e um interessante reportagem, nas páginas centrais, sobre a intençom do imperialismo de instalar umha base de Drones na Galiza, completam este número.

Na contracapa reproduzem-se várias citas de Lenine sobre luita de classes e insurreiçom.

Continuar na luita até vencer

A greve geral de 29 de março tivo um elevado seguimento na nossa Pátria. O proletariado galego aderiu em massa à jornada de luita, o transporte parou e o respaldo foi elevado no setor serviços e na administraçom. As manifestaçons fôrom multitudinárias, superando as expetativas mais optimistas.

O clamor do povo trabalhador galego foi claro: há que mudar as políticas económicas e sociais que os governos do PPSOE tenhem implementado nos últimos anos seguindo as diretrizes impostas polos organismos imperialistas.

Mas o governo de Mariano Rajói já manifestou por ativa e por passiva que nom vai realizar qualquer giro de 180º, que só atende as solicitudes do patronato, da burguesia e da troika. Horas depois da greve apresentou uns orçamentos restritivos, adiantou que vai seguir subindo impostos e cortando serviços sociais, e como sabe que a luita popular vai ir incrementando-se de forma paralela aos seus ataques tem anunciando que vai modificar novamente o Código Penal, mediante o endurecimento de penas para quem reivindica nas ruas os seus direitos.

Sabíamos e sabemos que a greve geral era insuficiente para forçar umha mudança de rumo. Que o Capital só vai atender as demandas populares se estas se aprofundam e alargam numha estratégia de combate sustentado e permanente. É pois imprescindível convocar umha nova jornada de luita obreira, nacional e popular contra a reforma laboral, em defesa dos serviços públicos, contra o desemprego e a precariedade laboral, contra as pensons de miséria, em prol das liberdades democráticas e os direitos laborais.

A vindoura greve geral tem que ser de 48 horas, tem que paralisar integramente todos os setores produtivos, tem que ser combativa, tem que ser um nom unánime ao Capital.

Mas as burocracias sindicais seguem inseridas na lógica da concertaçom, a conciliaçom e a estéril negociaçom com o governo de turno e o patronato. E os partidos da esquerda institucional centrados na agenda eleitoral das vindouras autonómicas.

A dia de hoje as receitas que seguem emanando das direçons da esquerda domesticada carecem de qualquer fundamentaçom. Nom há saída no quadro do capitalismo. Este nem se pode reformar nem se pode melhorar. Há que mudar de modelo económico e social. A mudança nom será realizada polos obsoletos aparelhos políticos reformistas, nem será fruto de umha maioria aritmética eleitoral.

A única maneira de evitar que a Galiza se converta numha reserva de mao de obra semi-escravagista, num país sem futuro, inviável economicamente, tal e como nos tem atribuído o imperialismo na divisom internacional do Trabalho, é mediante um processo revolucionário. A Revoluçom Socialista Galega é a única alternativa viável. Todo o resto som a mesma música com diferentes melodias.

O movimento de libertaçom nacional e social de género no que se enquadra o Insurreiçom tem que acumular forças, aglutinar energias, somar povo ao seu projeto revolucionário. E isto só é fatível no combate popular. A luita é o único caminho.