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Há que continuar e aprofundar no desenvolvimento da luita obreira e popular

Sábado, 31 Março 2012

Um clamor generalizado paralisou os principais setores industriais e económicos do País, com ampla repercussom no transporte aéreo, por estrada e caminho de ferro, no setor serviços -com destaque para o comércio, ensino, sanidade dos núcleos urbanos, e nas universidades.

Podemos afirmar com claridom que o proletariado galego apoiou maciçamente a jornada de greve geral de 29 de março e o povo trabalhador secundou com imponentes manifestaçons a oposiçom à reforma laboral do PP.

Um clamor generalizado percorreu de norte a sul, da costa ao interior, as fábricas, centros de trabalho e ensino da Galiza, e ocupou com centenas de milhares de pessoas as ruas e as praças no que sem lugar a dúvida foi umha resposta contundente à reacionária política económica e social que o capitalismo espanhol, por meio dos governos do PSOE e PP, leva implementando no último quinquénio, seguindo as diretrizes dos organismos imperialistas.

À margem da guerra de cifras, da manipulaçom mediática, da repressom policial, da obscena maquilhagem com a que o governo de Rajói pretende reduzir o impacto da jornada de luita, a realidade constata que amplos setores obreiros, juvenis e populares estám dispostos a luitar para frear as agressons do Capital.

A greve gereal nom só paralisou os principais setores estratégicos da economia nacional, nom só movimentou de forma ativa nas ruas cerca de meio milhom de galegas e galegos, foi umha demonstraçom do enorme malestar e indignaçom social contra um sistema que nos condena à miséria e pretende seguir destruindo boa parte das consquistas atingidas em décadas de luita organizada.

O Comité Central de Primeira Linha manifesta a sua satisfaçom polos resultados da greve geral de ontem e parabeniza o proletariado e conjunto do povo trabalhador galego pola enorme liçom de luita que exprimiu, pola combatividade e determinaçom em parar os pé da burguesia.

Porém a greve de onte -a terceira no último ano e meio, nom se pode conceber como umha jornada isolada, nom se deve abordar como umha resposta pontual para que as cúpulas sindicais do entreguista sindicalismo espanhol reabram fortalecidos polo sucesso da convocatória umha negociaçom com o governo de Mariano Rajói para retocar aspetos secundários da reforma laboral em troca de perpetuarem os privilégios da sua mastodôntica maquinaria burocrática.

A imensa maioria das centenas de milhares de galegas e galegos que ontem nom fomos trabalhar, que ocupamos as ruas das cidades e vilas deixamos claro de forma taxativa e contundente que o que queremos é se retire a reforma laboral, e que se governe ao serviço da imensa maioria social que conformamos o povo trabalhador.

Os Orçamentos Gerais do Estado que hoje apresentou o governo do PP constatam que a equipa de Rajói nom vai retificar e sim continuar pola caminho de mais agressons contra a maioria social. Frente a esta nova declaraçom de guerra, só se pode responder com outra jornada de luita, com umha nova greve geral.

Nom é momento de negociar, de dialogar, é momento de prosseguir e aprofundar na luita obreira e popular contra o capitalismo, em criar condiçons subjetivas para parar o patronato, a burguesia e os seus governos, para avançar em prol de umha ruptura política e social contra o capitalismo espanhol, em vertebrar pola base unidade obreira e popular à volta de um programa anticapitalista, anti-imperialista, pola Independência nacional e o Socialismo.

Ontem pudemos verificar novamente umha evidência: que a rua é o centro de gravidade para avançar na construçom destas ferramentas de combate popular que contribuam a somar mais e mais trabalhadoras e trabalhadores, jovens, reformados, mulheres, a umha estratégia de luita à margem das agendas eleitorais e interesses institucionais.

Mais de três décadas de segunda transiçom bourbónica constatam o fracaso da democracia burguesa para garantir os direitos básicos da maioria, um sistema amplo de libertades individuais e coletivos, para superar o endémico atrasso e marginalizaçom da Pátria.

Nom há, pois, mais alternativa para nom sermos definitivamente derrotados que quebrar com as lógicas políticas imperantes na esquerda política e social, que gerar novas sinérgias à volta da organizaçom e luita popular, que dotar-se de umha estratégia revolucionária.

Comité Central de Primeira Linha

Galiza, 30 de março de 2012