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Telmo Varela, 1 ano preso

Quarta-feira, 7 Março 2012

O dirigente sindical viguês Telmo Varela foi detido 9 de março de 2011 pola polícia espanhola. Nos dias seguintes a imprensa da burguesia numha operaçom planificada de intoxicaçom mediática condenou-no.

Hoje -à de espera de julgamento, leva um ano preso longe da sua Pátria, familiares,amizades e camaradas, acusado de dirigir e organizar sabotagens e ataques contra diversos interesses da burguesia, patronato, sindicatos amarelos e instalaçons do INEM na área de Vigo.

Após passar polas instalaçons policiais de Vigo foi levado para a prisom da Lama e posteriormente dispersado a Dueñas (Palência). Atualmente está no centro penitenciário de Topas (Valladolid).

Coincidindo com o primeiro aniversário da sua detençom, CSAMT convoca sexta-feira 9 de março umha concentraçom solidária. Será às 20 horas diante do MARCO, na rua do Príncipe de Vigo.

Primeira Linha quer denunciar mais umha vez a criminalizaçom que padece a luita obreira no nosso País e a situaçom de indefensom jurídica a que se vê submetido Telmo Varela por parte do aparelho estatal da burguesia espanhola com a clara intençom de dissuadir o proletariado e juventude galega de participar ativamente na luita contra a exploraçom que padece.

Reproduzimos integramente o comunicado emitido polo organismo solidário.

365 dias preso por defender a classe obreira

Telmo liberdade!

Telmo Varela foi detido há agora um ano na sua casa polas forças policiais sob acusaçom de terrorismo. Nos dias seguintes os meios de comunicaçom da burguesia realizárom um linchamento condenando-o sem a mais mínima prova.

Em 9 de março de 2011 o Estado espanhol deu um passo mais na sua estratégia criminalizadora contra a classe obreira galega mais consequente, detendo e encarcerando um destacado ativista obreiro e sindical. Com a sua detençom como antes com a de Miguel Nicolás pretendem dissuadir-nos de luitar e condenar-nos à resignaçom e ao conformismo. Mas nom o conseguirám!!

Telmo leva 365 dias privado de liberdade. Ainda está sem marcar a data do julgamento. Neste ano foi mudado duas vezes de prisom. Primeiro estivo na Lama, para posteriormente ser dispersado a Dueñas (Palência), e agora está em Topas (Salamanca), longe do seu País e da família, amizades e camaradas.

A luita obreira é o único caminho

Em março de há quarenta anos o proletariado de Ferrol e posteriormente o de Vigo em setembro de 1972 escreviam umha nova página em prol da emancipaçom e liberdade da nossa classe e do nosso povo. Sob o sangue de Amador Rei e Daniel Niebla, de centenares de ferid@s, torturad@s e detid@s ao longo destas décadas, a classe obreira galega atingiu boa parte das conquistas que nos últimos anos PSOE e PP estám eliminando.

Foi graças exclusivamente à luita organizada e de massas que se conseguírom boa parte das reivindicaçons históricas da nossa classe. Nunca podemos esquecê-lo nem subestimá-lo.

Telmo naquela altura era um jovem de apenas 17 anos. Porém, já era um trabalhador metalúrgico consciente de que padecia nas suas carnes a exploraçom capitalista e a opressom do regime franquista. Ao igual que boa parte da sua geraçom, já como operário do estaleiro Freire, incorporou-se à luita contra o fascismo e pola mudança social. Tivo a fortuna de poder formar-se numha das melhores escolas obreiras da Galiza daquele momento.

Na forja das fábricas e centros e trabalho, nos combates de rua, aquele jovem de Corujo foi dando passos firmes e claros que com o tempo levárom-no a converter-se num combatente exemplar, que com coragem e decisom nom duvidou em praticar um método de luita que em palavras do Che “dá-nos a oportunidade de nos convertermos em revolucionários, o degrau mais alto da espécie humana”.

Após passar 22 anos nas masmorras da burguesia espanhola, a finais da década de noventa é libertado. Trabalha de eletricista naval, e incorpora-se ativamente à luita vicinal e sindical. Até a sua detençom, há agora um ano, Telmo dedicou todos os dias a defender o proletariado, a luitar contra a exploraçom que padece. Nom o esqueçamos!

Solicitar a liberdade é um dever do conjunto do movimento obreiro galego

Quando nos achamos no “início do início” da maior ofensiva do Capital contra os direitos e conquistas do conjunto do povo trabalhador, quando o governo do PP -tal como antes iniciara ZP- deixou claro que só governará para os ricos, a luita obreira e popular recupera a sua máxima atualidade.

Luita que deve inspirar-se na rica experiência do 72, nas vitórias e derrotas desenvolvidas nestes 40 anos. Telmo forma parte da melhor estirpe da nossa classe. É memória viva da firme determinaçom do proletariado mais consciente por nom arriar as bandeiras nem deixar-se subornar, por nom submeter à lógica derrotista e conciliadora que nos últimos anos tem caraterizado o sindicalismo hegemónico.

Na greve geral convocada para 29 de março devemos incorporar às reivindicaçons contra a reforma laboral, contra a privatizaçom do ensino e a saúde, contra o desemprego, o incremento de impostos, os cortes sociais, a liberdade das presas e presos políticos galegos.

Nom pode ser, obreiros na cadeia, corruptos no poder!!

Presos à rua, a luita continua!

O capitalismo é o terrorismo!

1972-2012, a luita continua até a vitória!

Galiza, 9 de março de 2012