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Depois dos sindicatos e desempregad@s… o objectivo é o estudantado

Terça-feira, 6 Março 2012

A cascada de declaraçons indecentes nom cesa. Umhas vezes som os tertulianos do régime, outras representantes do patronato e, desta vez, um ministro do governo espanhol que necessitado de bodes expiatórios colocou o alvo no estudantado. Ainda que poderiamos referirir-nos a qualquer membro do executivo, apurados por justificar o seu pacote de ajustes e cortes anti-populares, falamos do ministro espanhol de educaçom, José Ignacio Wert, segundo o qual “Nom estamos para gastar 4.000 milhons de euros em estudantes que deixam as carreiras a meias”.

Nada melhor para ilustrar umha reforma do sistema de bolsas a estudantes que unicamente procura reduzir a sua quantia e, polo tanto, reduzir o acesso d@s filhos de trabalhadores e trabalhadoras ao sistema universitário, com umhas declaraçons populistas com as que construir a perfecta coarctada. O problema do desemprego é d@s desempregad@s que nom estám dispostos a transladar-se a Lapónia porque desfrutam de prestaçons demasiado elevadas, igual que o problema do fracasso escolar é d@s estudantes mediocres que recebem bolsas que nom merecem. A lógica é aplastante. A culpa do desemprego é entom d@s própri@s desempregad@s, como a culpa do déficit público é d@s estudantes.

Partindo de que o ministro espanhol nom desconhece a normativa sobre a concessom de bolsas e as suas exigências, devemos crêr que as suas declaraçons criminalizadoras vam na linha de justificar umha nova volta de porca da elitizaçom do sistema universitário que completaria a reforma anunciada há umhas semanas e que vai na linha de precarizar mais se cabe os sistema público nom universitário.

Tal e como analisou AGIR há dias e com o objectivo de fornecer mao de obra barata ao patronato a reforma plantejada polo ministro Wert “é criar duas vias, umha claramente elitista e conduzente a uns estudos universitários. A outra seria simplesmente umha formaçom meramente instrumental, alheia à funçom social da educaçom de criar pessoas criticas, em consonáncia com o objetivo do capitalismo de atingir umha força de trabalho plenamente alienada e inconsciente dos seus direitos”.