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CCOO e UGT mais inofensivos que nunca ante a reforma laboral

Segunda-feira, 13 Fevereiro 2012

Daniel Lourenço Mirom

Poucas surpresas se esperavam da comparência conjunta dos líderes de CCOO e UGT no dia depois de que o governo espanhol aprovou em Conselho de Ministros a reforma laboral. Poucas surpresas se esperavam e poucas surpresas se produzírom. Toxo e Méndez comparecêrom ante os meios para, e tom solene, anunciar o que tod@s sabiam, que nom convocariam greve geral e optariam por outra das mobilizaçons inofensivas a que já nos tenhem habituados CCOO e UGT para enfrentar um dos ataques de maior envergadura que tem sofrido a classe obreira desde a segunda restauraçom bourbónica.

O que pomposamente os sindicatos do regime dérom em chamar “processo de mobilizaçom crescente e sustentado contra a reforma laboral” nom é mais do que a última fraude de umha organizaçons sindicais que perdêrom a pouca credibilidade que lhes ficava. Nom cabia esperar outra cousa. Se assistimos a um alarmante processo, este sim, crescente e sustentado, de aprovaçom de medidas antipopulares que começam a derruir o pouco que ficava do estado da providência, assistimos também à mais vergonhosa soma de traiçons até agora nunca vista de umhas forças sindicais que se fam chamar de classe.

A fidelidade demonstrada com o PSOE, com quem atrasárom até converter em inofensiva a convocatória de greve geral contra a reforma laboral ou aprovárom a reforma regressiva dos sistema público de pensons, parece intacto, ou incrementado, com o Partido Popular. Nom era Rajói presidente e já peregrinárom à sede popular para receberem audiência e, apenas umha semanas depois de que o PP aprovous umha reforma fiscal que ia sofrer com especial intensidade a classe obreira, assinavam com o patronato o Acordo para o emprego e a negociaçom coletiva que se traduzirá em retrocesso salarial, maior indefensom ante as decisons do patrom e menor capacidade contratual.

Agora, o que Toxo caraterizou como “reforma radical” será contestada por um simulacro de protesto sindical, um miniprotesto, que diriam da CEOE. O dia 29 é a data escolhida, na qual CCOO e UGT demonstrarám a sua impotência ante umha situaçom que já os tem superado há tempo e, enquanto Toxo e Méndez pasearám o seu “máximo reproche” ao governo espanhol, na Galiza continuaremos junto com o sindicalismo nacional e de classe construindo verdadeiras alternativas ao brutal ataque de que é alvo a classe obreira galega.